ser bom

Ser bom não é o bastante. Blog do Mário Marinho

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O São Paulo tem tido apresentações que podem ser classificadas de boa até muito ruim.

Na derrota de ontem para o Flamengo, no Rio, o São Paulo fez boa apresentação, embora com raros chutes certeiros para o gol adversário. Perdeu por 1 a 0.

Há uma semana, quando enfrentou o Flamengo no Morumbi, o São Paulo também fez apresentação muito boa. E perdeu por 3 a 1.

Recebi do meu amigo e são-paulino Ricardo Pinheiro a seguinte mensagem logo após do jogo da noite de ontem:

“A diferença de elenco é tão grande que nenhum jogador do São Paulo seria titular desse time do Flamengo!”

Em princípio achei a afirmação um tanto amarga, talvez temperada pela desilusão de mais uma derrota para o Mengão.

Hoje, reli a mensagem, fiz mentalmente a comparação entre jogadores, começando pelos goleiros, que é onde começa um time de qualidades e refiz minha opinião: é verdadeira.

A começar pela diferença entre goleiros – de Jandrei e Santos – é gritante.

Você, que é torcedor do Tricolor, faça esse exercício e vá comparando nome a nome.

A cada comparação, as diferenças vão ficando escandalosas.

Por exemplo: quem da defesa do São Paulo poderia entrar no lugar de algum rubro negro? Ninguém.

E no meio campo? Também ninguém.

E no ataque? Nem pensar.

O torcedor quer seu time no mesmo patamar de outros grandes, não só o Flamengo.

Essa comparação entre jogadores, é cruel, mas escancara uma verdade muito grande.

Reforçar o Tricolor com uma ou duas contratações meia-boca não vai levar o time a lugar nenhum.

E como o São Paulo enfrenta forte crise financeira – aliás, como o resto do País – presume-se que o futuro reserva muito sofrimento para os Tricolores.

Também

na Seleção

Outro torcedor que, me parece, não é são-paulino, me pergunta por que eu odeio a Seleção Brasileira.

Respondo, de pronto, que eu não odeio.

Ouvi a demorada e detalhada entrevista do técnico Tite aos participantes do “Bem, amigos” desta última segunda-feira.

Tite está convencido que a Seleção vai chegar à final. Bom, o técnico falando de seu time, sempre há de dizer que ele será campeão.

Mas o Tite chamou atenção para um fato muito simples: quem está jogando hoje um futebol acima de qualquer dúvida? Quem é bicho papão?

Não aparece ninguém.

Não tem uma seleção nacional acabando com o jogo.

Aí, eu deixo de lado o que disse o Tite para dar minha opinião.

Por problemas da pandemia não tivemos chances de ver muitos países europeus em atividade.

O Brasil só fez jogos contra times da América do Sul. E nós sabemos que o nível médio do futebol sul-americano é baixo, é ruim.

Bom mesmo por aqui são o Brasil e a Argentina, no patamar mais elevado. E segue-se o Uruguai, no primeiro patamar abaixo. Outros, como a Colômbia, estão num patamar ainda mais baixo.

Se nós não vimos muitos jogos de seleções europeias, eles também não viram muito jogos do Brasil.

Haverá surpresas dos dois lados.

Mas eu dizia que o time atual é bom. Mas, isso não é o bastante para fazer um ótimo papel na Copa do Mundo e chegar até à final.

Eu afirmo que o time atual é bom, baseando-me nos últimos jogos da nossa Seleção.

Agora, esse time com um Neymar bem concentrado, jogando futebol que só ele sabe, colocará o Brasil no primeiro patamar.

Disse o técnico Christophe Galtier , do PSG,  sobre Neymar:

“Tenho um jogador muito profissional, feliz e motivado. Ele não perdeu um treino sequer, está dividindo, ouvindo, trabalhando sempre ao máximo.”

Disse mais:

“Neymar é um jogador muito criativo. Ele é um artista”

Tomara que Monsieur Galtier esteja certo.

Se tivermos em nossa seleção um jogador jogando o que está no PSG, se dedicando como atesta o seu técnico, certamente teremos uma Seleção Brasileira em patamar mais elevado que o atual.

Ser bom somente não adianta, tem que ser ótimo, genial.

Os gols da quarta-feira:

https://youtu.be/JWb-anSDJyk

https://youtu.be/JWb-anSDJyk

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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1 thought on “Ser bom não é o bastante. Blog do Mário Marinho

  1. Meu amigo MMarinho. Começo concordando que atleta do SP não tem vaga no Flamento. Concordo tb que a situação financeira do SP não deve ser confortável, mas tem um belo estádio, coisa que nem de perto o FLA imagina ter um dia. E a manutenção do Morumbi não deve ser fácil de levar. Quanto ao campeonato mundial, onde está a empolgação? Quanto as finanças do país vão bem melhores que outras chamadas do primeiro mundo. Mas não está fácil pra ninguém. Abç

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