Telescópio espacial James Webb
A culpa é das maritacas. Por Paulo Renato Coelho Netto
… Depois do lançamento ao espaço do telescópio James Webb, no dia 25 de dezembro de 2021, me recuso acreditar em muitas coisas que vejo, ouço e leio. Uma delas é que não existe uma saída técnica para impedir que as maritacas biquem os fios dos faróis de trânsito…

Finalmente encontraram os irresponsáveis pelas panes constantes nos faróis de trânsito onde moro: as maritacas.
Elas roem os fios dos faróis, causando danos nos equipamentos.
Neste exato momento, o telescópio espacial James Webb está em órbita ao redor do ponto de Lagrange L2, a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
Sabe onde fica isso? Do lado oposto ao Sol.
Antes de lançá-lo ao espaço, o ser humano — os mais inteligentes que não acreditam que a Terra é plana — trabalharam durante quase trinta anos desenvolvendo o James Webb.
Há um documentário maravilhoso na Netflix sobre os inúmeros desafios que o projeto enfrentou. Chama-se “Explorando o Desconhecido: A Máquina do Tempo Cósmica”.
Aproveite o fim de semana para assistir.
O filme vai expandir sua mente de forma estratosférica, com o perdão do trocadilho.
Com base em dados coletados do telescópio James Webb, existem mais de dois trilhões de galáxias por aí.
A Via Láctea é apenas uma entre dois trilhões de outras galáxias, nosso endereço em um espiral com algo em torno de cem bilhões a quatrocentos bilhões de estrelas.
O James Webb é uma flecha humana lançada para muito além dos mistérios entre o céu e a Terra, para lá de Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Plutão perdeu o cargo de planeta e foi rebaixado à categoria de anão.
Depois do lançamento ao espaço do telescópio James Webb, no dia 25 de dezembro de 2021, me recuso acreditar em muitas coisas que vejo, ouço e leio.
Uma delas é que não existe uma saída técnica para impedir que as maritacas biquem os fios dos faróis de trânsito.
Sempre que vejo uma maritaca ao redor de um farol, penso no telescópio espacial James Webb.
Alguns vêm maritacas.
Eu vejo estrelas.
Serviço:
Documentário: “Explorando o Desconhecido: A Máquina do Tempo Cósmica”.
Disponível na Netflix: https://www.netflix.com/br/title/81473680
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Paulo Renato Coelho Netto – Jornalista, pós-graduado em Marketing. Tem reportagens publicadas nas Revistas piauí, Época e Veja digital; nos sites UOL/Piauí/Folha de S.Paulo, O GLOBO, CLAUDIA/Abril, Observatório da Imprensa e VICE Brasil. Foi repórter nos jornais Gazeta Mercantil e Diário do Grande ABC. É autor de nove livros, entre os quais biografias e “2020 O Ano Que Não Existiu – A Pandemia de verde e amarelo”. Vive em Campo Grande.


Excelente indicação de documentário, Paulo Renato. Excelente material para fazer pensar e trazer reflexões sobre o tema.
Grato pela leitura, Vanessa! Bom fim de semana.