Mengo, tu és o maior! Blog Mário Marinho
Mengo, tu és o maior!

Ouvi repetidamente essa frase quando tinha por volta de 9, 10 anos e morava no Rio de Janeiro.
Meu irmão mais velho dois anos, o Márcio, havia encontrado um espelhinho, daqueles redondos, e na parte de trás havia um escudo do Fluminense. O que fez dele torcedor do Tricolor carioca.
Eu resolvi ser flamenguista um pouco por ouvir essa frase todas as semanas no programa Balança Mais Não Cai da potente rádio Nacional. E pouco também pela rivalidade de irmãos.
Lembrei-me do Mengão na noite de ontem, no espetáculo que foi o show no Maracanã com quase 70 mil torcedores. Para ser exato: 68.483 torcedores.
Dentro de campo, um show de futebol.
Parece que os times combinaram e dividiram: o primeiro tempo de um time, o segundo do outro.
O Flamengo começou avassalador e parecia que resolveria tudo naqueles 45 minutos de jogo.
E aos 28 minutos, escanteio a favor do Flamengo, bola alçada sobre a área, com o endereço certa da cabeça de Bruno Henrique e daí para o gol: 1 a 0.
Como é fantástico esse jogador: incrível velocidade, dribles desconcertantes, chutes certeiros. É um craque.
Queira Deus que aquele processo prove que ele não é culpado e, assim, poderá continuar a nos brindar com seu futebol.
Antevejo até a Seleção Brasileira, tão carente de craques que poderá, com Bruno Henrique ter, além do craque, um jogador que gosta de jogar futebol que odeia perder jogadas e que nunca acredita em bolas perdidas.
Esse é um perfil que faz muita falta na nossa seleção.
Com o segundo tempo, parece que o Internacional – time do coração do saudoso amigo e companheiro de trabalho, o Belmiro Sauthier – entrou em campo chamou o time do Flamengo e avisou:
– Olha aqui, Tchê, conforme o combinado a festa agora é minha, tudo bem?
E passou a dominar o jogo. Só Não conseguiu fazer seu gol.
Mas o futebol demonstrado, a garra dentro campo e o desejo de vencer, deixam seus torcedores com muitíssimas esperanças para o jogo de volta.
Outro detalhe a destacar: o jogo todo teve apenas dois cartões amarelos, um para cada time. Para provar que é possível jogar um futebol e alto nível, tenso, muito disputado sem apelar para a violência.
Fora de campo, as duas torcidas vermelhas deram um colorido todo especial. Não consta que tenha havido briga entre os torcedores. Ou seja: um espetáculo perfeito.
Mais
Libertadores.
Em Ceará, o Fortaleza ficou no 0 a 0 com o poderoso Racing. Poderia ser um resultado até certo ponto bom, mas, não é.
Em Avellaneda, com seus 55 mil lugares tomados, a missão do Fortaleza cheira a impossível.
Hoje, 14, tem Palmeiras em campo para tentar vencer o Deportivo Universitário que, no campeonato peruano, está em segundo lugar (o líder é o Sporting com a mesma pontuação do Universitário).
Embora o campeonato esteja apenas começando (foram disputadas apenas cinco rodadas), é indicação de força do Deportivo.
O Palmeiras não terá moleza. Até porque entrará em campo pressionado.
Aliás, esta é a sina que perseguirá o Verdão pelos próximos milênios.
Passarán mas de mil años, muchos más… para que o palmeirense esqueça a eliminação para o Corinthians. Logo o Corinthians.
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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Desculpe ser chato, mas, como a newsletter só é enviada às sextas-feiras, não daria para ter atualizado o resultado do jogo do Palmeiras, que aconteceu um dia antes?