filtro

Ilustração: Benjamim Cafalli

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Ilustração: Benjamim Cafalli

O que mais é preciso acontecer?

Ao que parece, olhos e ouvidos de muitas pessoas pelo mundo todo têm filtro. E o filtro não só impede que a realidade siga pelos neurônios, também a modifica.

O prisioneiro estabular, líder de uma súcia de traidores do país, em relação ao qual há provas indesmentíveis de que odeia a Democracia e ama ditadura – quando deputado federal do baixo clero declarou isso na Câmara – ainda tem quem o considere injustiçado. Exemplo é carta publicada no “Painel do Leitor, Folha de S.Paulo” a respeito de seu julgamento e contenção estabular: “Medidas tão sólidas quanto um castelo de cartas. Alguém já ouviu falar em erro (ou má-fé) de origem? Este teatro para prender Bolsonaro não aconteceria em uma democracia séria, com um Judiciário independente.”.

Qual será o entendimento do escrevente do que seja Democracia?

Na “Bíblia”, que “pastores evangélicos” dizem basear seus ensinamentos, está o respeito pelo próximo, o amor, a negação do ódio e, principalmente a máxima “Dai a Deus o que é de Deus, dai a Cesar o que é de Cesar.”. Se é por isso, o que mais fazem é apoiar um desrespeitador contumaz do “Livro”, propagam ódio cada vez que abrem o orifício facial e querem impor, apesar de o Estado ser laico, suas crenças a todos – crenças, fé é outro assunto. Ainda assim, milhões acreditam neles e os sustentam com bilhões de reais em dízimos e milhões de votos.

O pior deles, aquele que sonha ser preso, Salafr ops! Malafaia – o mala faia… – conta que seu clube tem 200 mil associados e mais de 150 sedes. E, segundo ele, cresceu de 20 mil para 200 mil “fiéis” em 12 anos.

Isso depois de todas as barbaridades perpretadas. Só pode ser o filtro…

Mas um pastor presbiteriano, ramo sério, que não deve ter tantos fiéis, escreveu na “Folha” um texto preciso a respeito: “A fé, quando nasce de experiências autênticas, é espaço de encontro, escuta e defesa da dignidade humana. Em sua melhor expressão, promove compaixão e convivência. Mas, distorcida para servir a interesses de dominação, perde o sentido original e se converte em barreira ao diálogo. Governos autoritários conhecem esse poder e frequentemente envolvem seus projetos em símbolos e narrativas sagradas, criando um verniz moral que intimida críticas. (…). Quando púlpito e palanque se confundem, o adversário vira inimigo da fé e o apoio político assume feição de devoção. Sermões e programas religiosos se misturam a jingles e slogans, enfraquecendo a neutralidade do Estado e a liberdade de crer ou não crer.”.

Indo out of border sem visto, nos EUA acontece a mesma surdo-cegueira em relação ao ogro. Diz-se defensor da livre expressão e afastou dezenas de funcionários da  que assinaram uma carta com críticas à sua desastrosa gestão, segundo o “The Washington Post”. Jornal, aliás, que está sendo processado por ele por haver publicado matéria a respeito de seu envolvimento com o pedófilo Jeffrey Epstein.

É tão incongruente que imita lá o presidente de cá, quer que o Fed, o BC dos EUA, dance conforme a sua música, fox-trot lá, samba aqui.

Persegue imigrantes, ressuscitou o racismo e se diz contra ele. Contra? Vai conceder visto aos supremacistas brancos sul-africanos que ele diz serem discriminados!

Está destruindo a economia do país e continua a ter apoio maciço.

 Só pode ser o filtro.

Para terminar, um fenômeno geológico, o fundo do poço seguido de um aprofundamento dele.

A Comissão de inConstituição e inJustiça do Senado aprovou dia desses um disparate do PP ressuscitando meio pelo qual a fraude nas eleições é facilitada, o voto impresso. A coincidência que não é coincidência, é cópia. Estrumpício/Estrampício quer acabar com as urnas eletrônicas em suas plagas, o desejo dos “patridiotas” daqui.

O duro é saber que muitos serão reeleitos. Só pode ser o filtro.

Um vereador coisiforme carioca, Rafael Satiê, apresentou um projeto de lei para criar o “Dia da Lei Magnitsky” a ser comemorado no dia 30 de julho anualmente. Ou seja, a oficialização da traição ao país.

Como este espécimen pôde ser eleito? Só pode ser o filtro…

 Ainda o filtro

O Hamas é um grupo terrorista, portanto criminoso, O que fez em 7 de outubro de 2023 é um crime indesculpável e injustificável.

Israel é um Estado, com Parlamento, leis e eleições e está cometendo crimes tentando justificá-los com o crime cometido por um grupo criminoso.

Com seus ataques indiscriminados e criminosos vem matando milhares de inocentes. Já matou mais jornalistas que em todas as guerras a começar pela da Secessão nos EUA mais as da Coreia, do Vietnã, da Iugoslávia, do Afeganistão e as duas Guerras Mundiais. 

Ainda há quem ache justificável o que acontece. Justificar um crime com outro é crime.

Só pode ser o filtro.

 A bozolândia vai ficar espantada!

 Segundo manchete da revista inglesa “The Economist”, o “Brasil dá lição de maturidade democrática no julgamento de Bolsonaro”.

Segundo o autor, “Imagine um país onde um presidente polarizador perdeu sua tentativa de reeleição e se recusou a aceitar o resultado. Ele declarou a votação fraudada e usou as redes sociais para incitar seus apoiadores a se rebelarem. Eles o fizeram aos milhares, atacando prédios do governo. Então, a insurreição fracassou, o ex-presidente enfrentou uma investigação criminal e os promotores o levaram a julgamento por planejar um golpe. (…). Bolsonaro e seus aliados provavelmente serão considerados culpados. Isso faz do Brasil um exemplo para a recuperação de países afetados pela febre populista.”.

 Eta revistinha “cumunista”, dirão eles. 

Lula sendo a raposa Lula dos velhos tempos

Acertou na mosca! Trouxe oficialmente Tarcínico Desfeitas para a disputa presidencial em 2026 e causou um busilis nas hostes bozoides e da familícia.

Hein???

A Receita Federal fez uma operação “Faria-Limesca” ontem e pegou uma tal de Reag com as mãos e pés na botija. Comenta-se à boca grande que o “mercado” está assustado, pois nomes importantes dele podem vir a ser conhecidos por estarem acumpliciados com as falcatruas da empresa.

Estranho, não? Um mercado sério aplaudiria o fato de nomes de honestos empresários e de impolutas instituições partícipes de falcatruas financeiras virem a conhecimento público como usuários da Reag, né mermo?

Pegou também donos de postos de combustível usados para, além de abastecerem e lavarem veículos, especializaram-se em lavagem de dinheiro do PCC. Estará o grupo preocupado com sua imagem também?

O xófem é bom

 Mas estão à procura de um novo Guga Kuerten.  A necessidade  que as TVs têm de criar heróis pode atrapalhar a vida dele assim como a TV Globo fez com os Fittipaldi quando o Copersucar FD01 fracassou,  foram abandonados.  E desistiu das corridas quando Rubinho Barrichello – no caso, ajudada pela péssima assessoria do pai –, ótimo piloto,  quando não se transformou em um  Ayrton Senna.

Qual o sentido da comparação, principalmente com Federer e Nadal? Na época de ouro dos dois os equipamentos usados e o preparo físico eram completamente diferentes. E, por incrível que possa parecer, aguentavam mais calor que os atuais. Um carioca, Fonseca abriu o bico por causa do calor em dois torneios no Exterior e não foi na África!

 Deixem o rapaz em paz, pressioná-lo só vai criar ansiedade nele e prejudicá-lo.

 Outro que corre risco de derrapagem é o F1 Gabriel Bortoleto. A Globo resolveu voltar a transmitir as corridas de Fórmula 1 apostando no sucesso dele. Se não brilhar no tempo esperado será abandonado também.

 Elas querem audiência/patrocínio, danem-se os “artistas” se não atingirem rapidamente os objetivos delas.

 Lembrei-me de uma entrevista de que participei nos tempos da revista Tênis Ilustrado com Armando Nogueira, então diretor da TV Globo. À época, a Globo não transmitia torneios de tênis mesmo ele sendo praticante – ruim, diga-se. “Por quê?” Respondeu que passaria a mostrar se aumentassem o tamanho da bolinha. O curioso é que a Globo tinha os direitos de transmissão do torneio de Wimbledon para impedir que a concorrência mostrasse.

 Hoje, apesar de a bolinha não ter crescido, os canais por assinatura SporTV, do grupo, transmitem vários torneios.

 Querendo tapar o sol com peneira

Um adolescente de 16 anos se suicidou depois de o ChatGPT  ensiná-lo como praticar autoagressão.

Os pais resolveram processar a OpenAI e seu presidente sob a alegação de que houve homicídio culposo e violações de  leis de segurança de produtos. Querem também indenização monetária.

 Entende-se a dor pela perda, mas por que, em vez de moverem a ação, não fazem uma análise para tentar descobrir onde falharam como pais? Eles mesmo reconhecem na ação que o filho conversou durante meses a respeito de  suicídio com o ChatGPT.

Se sabiam, por que nada fizeram?

Que isto sirva de lição:

 https://www.instagram.com/p/DNEH4XgoT6m/?igsh=dHluajYzbDEzbXoy

Pois é…

 Quem sabe um dia aprendam que artistas, modelos e atletas quando protagonizam anúncios que fogem de sua áreas de atuação recomendam algo fora de seus conhecimentos.

 Exemplos não faltam. Antonio Fagundes atuou na novela “Rei do Gado”, por isso foi  escolhido para ser garoto-propaganda da Boi Gordo, empresa de investimentos. Os noveleiros confundiram a ficção com a realidade, o ator com o entendedor. Resultado? Perderam fortunas. AF, que não aprendeu nada, tempos depois, anunciou a cerveja Proibida como sendo puro malte. É só ler o rótulo para perceber que não é. Está nele que tem estabilizantes, proibidos em puros maltes. Mas, quem lê?

 O ator da vez é Rodrigo Santoro, falando maravilhas do XP. Pois não é que o Banco Central informa que o incógnito P aplicou cobranças de até 208,33% nos cartões de crédito de seus clientes?

 Está no ar um anúncio do C6 Bank em que estrela a deslumbrante Gisele Bündchen jogando frescobol. Se o banco atender seus clientes do jeito que ela joga, pobres ricos coitados…

(CACALO KFOURI)

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