E o Verdão foi buscar. Blog Mário Marinho

As viradas não são muito comuns em jogos envolvendo times grandes.
Um 1 a 0 virar 2 a 1 ainda é mais comum.
Mas, o 2 a 0 virar 3 a 2 não é todo dia.
Porém, aconteceu.
O primeiro tempo de São Paulo x Palmeiras neste domingo, no Morumbis, foi totalmente dominado pelo São Paulo.
O Palmeiras, cantado em prosa e verso como o melhor do Brasil ao lado do Flamengo, foi presa fácil.
E o primeiro tempo poderia ter terminado com um placar mais elástico, um 3 a 0 por exemplo.
Só não terminou graças à incrível conjuminação de cegueiras entre o árbitro paranaense Ramon Abatti Abel e o profissional do VAR, o paulista Ilbert Estevam da Silva.
Somente os dois não viram pênalti no lance que aconteceu aos 7 minutos do segundo tempo, quando o atacante Tapia, do São Paulo, foi derrubado dentro da área pelo defensor Alan, do Palmeiras.
Aliás, teve mais um também que não viu: o técnico Abel Ferreira.
Em entrevista depois do jogo, o técnico, que sempre reclama das arbitragens, disse que não viu o lance.
Foi o pênalti mais pênalti que vi até hoje.
Também a CBF concorda porque resolveu afastar Abatti e Ilbert Estevam para um período de treinamento.
Eis a nota oficial da CBF:
“A Comissão de Arbitragem da CBF informa que os árbitros centrais e de vídeo (VAR) das partidas Red Bull Bragantino x Grêmio e São Paulo x Palmeiras, válidas pela 27ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro 2025, serão condicionados a treinamento, aprimoramento e avaliação interna, para posterior retorno às atividades”.
O que o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon disse sobre o lance:
“Teve um pênalti não marcado para a equipe do São Paulo. Allan escorrega e acaba acertando o Tapia, derrubando o jogador do São Paulo dentro da grande área. O árbitro não marcou, o VAR não interveio. Errou a arbitragem.”
Acredito que todo mundo deve estar curioso para saber o teor da conversa entre o VAR e o árbitro.
Mas ninguém vai saber.
Por um motivo muito simples:
A CBF só divulga o áudio quando o juiz é chamado a rever o lance.
Voltando ao jogo, o Palmeiras, depois das substituições promovidas por Abel Ferreira, impôs o seu jogo, dominou e foi à procura da virada no placar.
Acabou conseguindo aos 43 minutos do segundo tempo.
Com a vitória e a derrota do Flamengo para o Bahia, o Verdão assumiu a liderança do Brasileiro com os mesmos 55 pontos do Mengão, mas, com uma vitória a mais e um jogo a menos.
Em terceiro vem o Cruzeiro, com 52, que empatou com o lanterna Sport.
Seguem-se Botafogo e Bahia, ambos com 43 pontos.
Veja os gols do Fantástico:
https://youtu.be/aNkxK9xzGPA?si=045J60KiBPBElv8Q
Jogo
muito esquisito
É absolutamente normal no futebol, um time dominar o jogo e ser derrotado.
Foi o que aconteceu no sábado, na vitória do Corinthians, 3 a 0, sobre o Mirassol.
Quem tomou conhecimento do jogo apenas pelo resultado, deve ter pensado: foi uma moleza para o Timão.
Não, não foi.
O Mirassol dominou o jogo praticamente o tempo todo.
A diferença foi a incrível eficiência do ataque o Corinthians: chutou três bolas a gol e marcou três gols.
Aliás, Walter, ex-corintiano e goleiro do Mirassol, não pegou na bola nem uma vez: todas as três que tiveram o endereço certo entraram.
Já o ataque do Mirassol chutou 14 bolas em direção ao gol do Timão e não acertou nem uma.
Ou seja: o goleiro corintiano, Hugo, não fez uma defesa sequer.
Coisas do futebol.
Veja os melhores momentos:
https://youtu.be/0-8ThpWcqUM?si=3NfGQHbttgY18L8y
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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