Mais uma vez, os juízes. Blog Mário Marinho

Vai se tornando lugar comum as reclamações contra as arbitragens a cada jogo, a cada rodada.
No lugar da comemoração por um golaço, por importante vitória, o assunto erros dos juízes vai ocupando espaços, tornando se protagonista.
Uma das primeiras lições que nós jornalistas esportivos aprendemos em nossa carreira, no que diz respeito aos juízes de futebol, é que juiz bom é aquele que ninguém nota em campo.
Mas esse juiz bom já não existe mais. Ou existe?
Antes de mais nada, é preciso lembrar que não dá para comparar arbitragem de hoje com as arbitragens do passado.
Se recuarmos no tempo, vamos chegar aos anos 50 quando nem televisão existia.
Depois veio a televisão que usava duas câmeras para transmissão de um jogo de futebol, cada uma cobrindo sua metade do campo.
Depois, vieram os replays em câmara lenta.
Aquelas duas câmeras dos anos 1950 se multiplicaram. Hoje um clássico, como o Botafogo e Santos ou Palmeiras e Corinthians usam de 15 a 30 câmeras, fora os drones.
Há a câmera que pega o lance normal, a câmera do impedimento, a câmera dentro do gol, aquelas que acompanham os técnicos, outras para os torcedores.
Enfim, tudo o que acontece dentro de campo está registrado.
E ainda tem jogador que acha que pode agarrar o adversário pela camisa ou dar um perigoso carrinho sem que ninguém perceba a falta cometida.
Pior: na maior cara de pau, eles cercam o árbitro por qualquer coisinha, na tentativa de desestabilizá-lo.
O resultado de tudo isso é que todos são prejudicados.
Quem teve prejuízo com a arbitragem hoje pode ser o favorecido de amanhã.
Quem não se lembra daquele pênalti claríssimo a favor do São Paulo no jogo contra o Palmeiras, que o juiz e o VAR não viram?
Pois, na semana seguinte, foi o Palmeiras o prejudicado no jogo contra o Flamengo, também num pênalti absurdo de claro cometido pelo Jorginho, do Flamengo.
No Palmeiras e Cruzeiro deste domingo, 0 a 0, aconteceram dois lances que estão sendo discutidos e ainda o serão nos próximos dias.
O primeiro a falta do Gustavo Gomez sobre o Wanderson, do Cruzeiro, que até foi substituído devido à contusão.
Era para cartão amarelo ou vermelho?
O árbitro consultou o VAR demoradamente e optou pelo amarelo.
Eu gosto muito de ouvir a opinião do ex-árbitro Paulo César de Oliveira. Ele foi enfático ao afirmar que o lance era para cartão vermelho.
Depois aconteceu o lance do gol do Palmeiras que o árbitro anulou apitando falta sobre o goleiro Cássio no lance.
Paulo César concordou com o árbitro. E explicou:
– O Cássio tinha a mão sobre a bola, independente de ela estar em contato com o gramado ou não. Isso significa que ele tinha a bola sob domínio e, portanto, o adversário não podia tomá-la, porque cometeria falta. Foi o que aconteceu.
O grande problema está na falta de critérios mais definidos e claros.
Mas, atenção, não tem como definir critérios rigorosos a serem seguidos, pelo simples fato de que alguns lances são de interpretação dos juízes, coisa pessoal.
Mas é possível melhorar.
Pra tanto é preciso que jogadores, dirigentes, imprensa, deixem de lado o passionalismo e passem a ver os lances com um pouco mais de distanciamento crítico.
Vejam a ótima declaração do goleiro Cássio, do Cruzeiro, depois do 0 a 0 com o Palmeiras:
– Chega de todo mundo ficar falando que beneficiou esse ou aquele. Temos que nos unir, CBF, jogadores, para melhorar isso. Muita gente não se importa com o futebol. Eu já reclamei, mas para o bem do futebol, temos que nos unir para ajudar os árbitros. Eu já sofri com depressão e sei como é ruim. Imagina a cobrança de um árbitro. O Brasileirão tem que estar entre os melhores campeonatos, e a arbitragem é importante. Temos que pensar em conjunto para ver como melhorar, e não falar toda hora ‘errou aqui’, ‘errou ali’. Eu também já reclamei em certos momentos, mas se não melhorarmos em conjunto, vai acabar piorando.
É um bom aconselhamento.
Com a
bola rolando
A grande surpresa da rodada foi a derrota do Flamengo para o Fortaleza, 1 a 0.
Se tivesse vencido o seu adversário que é o 18º colocado, o Mengão estaria hoje na liderança do Brasileirão.
Com o ponto no empate com o Cruzeiro, o Palmeiras, com 62 pontos, manteve-se na liderança isolada, agora com um ponto a mais que o Flamengo.
O terceiro colocado é o Cruzeiro com 57 pontos e muita disposição para ameaçar os dois primeiros.
O quarto colocado é o surpreendente Mirassol, com 55 pontos, fechando os quatro da Libertadores.
Após
125 anos…
É isso mesmo. Com 125 anos de vida, a Ponte Preta conquistou no sábado seu primeiro título nacional: Campeã Brasileira da Série C.
No ano que vem vai disputar a Série B.
A conquista pode marcar a volta às grandes decisões para um clube do interior acostumado a marcar fortemente a presença nas disputas estaduais.
João do Tênis,
entre os 30.
João Fonseca, 19 anos, conquistou, neste domingo, o título do ATP da Basiléia, Suíça, ao derrotar o espanhol Davidovich Fokina por 2 sets a 0 (6/3 e 6/4), sua maior conquista e a maior conquista do Brasil no tênis depois da aposentadoria do Guga.
Fonseca, que vai se firmando como a nova grande estrela do tênis, já volta às quadras amanhã, no ATP de Paris.
Provavelmente, de novo visual: ele fez promessa pela conquista do título e vai raspar a cabeça.
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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MMarinho. Fui um fanático torcedor do São Paulo. Hoje não sei nem o nome do goleiro! É um troca-troca, um monta e desmonta plantel, para ver o jogo na TV, além de vc ter que pagar uma grana pelo plano de TV fechada, ainda tem que “comprar” o jogo. Jogador leva falta e parece que foi esquartejado : rola pelo gramado, bate as mãos na grama, berra, e logo fica em pé e correndo normalmente. O futebol transformou-se num teatro caro e de baixa qualidade. O time joga com os reservas e são cobrados ingressos em valores normais. CHEGA!