A Seleção joga. Novamente sem Neymar. Blog Mário Marinho
… Novamente sem Neymar
O jogo da Seleção Brasileira será amanhã, sábado, 15, no Estádio do Arsenal, em Londres, a partir das 13 hs.
O técnico Carlo Ancelotti não gosta de antecipar a escalação, mas, segundo os repórteres que acompanham a Seleção, o time mais provável é este:
Ederson, Éder Militão, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Estêvão, Matheus Cunha, Vini Jr e Rodrygo.
Trata-se de um time muito parecido com aquele da goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, no mês passado. As mudanças são: Ederson no lugar de Bento; Marquinhos na vaga de Vitinho, com Militão indo da zaga para a lateral; e Alex Sandro substituindo Douglas Santos.
A essas alturas do campeonato, tenho para mim que Ancelotti já sabe de cor e salteado qual é o seu time para disputar a Copa do Mundo no ano que vem.
Inteligente e vencedor, Ancelotti vai driblando a Imprensa, os torcedores e os próprios jogadores fazendo um certo mistério.
Então, ele descartou o Neymar?
Não, acredito que não.
Antes mesmo de Neymar voltar ao Brasil, aqui neste espaço ou na Bem Bolada, revista esportiva mensal e digital que eu e o também jornalista Sílvio Natacci criamos, eu venho defendendo Neymar.
Sempre falo da falta de um craque na seleção.
Considero que a Seleção Brasileira é um time bom.
Mas, bom não é o suficiente para ganhar uma Copa do Mundo.
É preciso mais.
Tem que ser ótimo.
E, para tanto, tem que ter craques.
Aí é que o time brasileiro falha: tem bons jogadores, jogadores que vão da nota seis até à nota oito.
Mas falta a nota nove – já que o nota dez hoje é impossível.
Neymar poderia ser esta nota 9.
Futebol, excelência, não falta ao Neymar.
Mas, para colocar em prática, não basta ter sido o grande jogador. É preciso ainda estar no topo ou brigando seriamente para voltar ao topo.
E eu pensei que seria esta a condição de Neymar: um jogador brigando com unhas e dentes, garra e perseverança, para voltar ao topo.
Pensei num jogador extremamente focado, afastado do jet set, afastado dos iates, das festas, das mulheres bonitas (por algum tempo, pelo menos).
Mas não.
A última imagem do Neymar em campo foi aquela lamentável apresentação contra o Flamengo, no Maracanã.
Neymar mostrou que ainda é o menino Ney: respondão, brigão, pirracento – tudo, menos o jogador à procura do seu melhor.
O esporro que ele deu em um jogador do Santos, mais jovem e muito, muito menos famoso que ele, foi um péssimo exemplo.
Ao invés de mostrar um jogador experiente que quer ajudar aquele mais novo, mostrou uma pessoa arrogante, insensível, até desalmada.
Ao ser substituído antes do fim do jogo, dá um sorrisinho irônico e, sabendo que as câmaras estão focalizando, pergunta: “vai me tirar? Eu? Por quê?”
Como se ele, além de miliardário, ainda fosse aquele Neymar que o mundo aprendeu a admirar e aplaudir.
Pode ser que ele mude.
Mas, para isso, teria que deixar de ser negacionista. Teria que encarar a realidade.
Penso assim: se uma pessoa tem uma doença séria, digamos Mal de Parkinson, por exemplo.
Não é preciso andar com uma placa anunciando ser portador de Parkinson.
Mas se esconder nunca vai conseguir conviver com a doença e ser feliz.
Neymar ainda acha que é o tal.
Mas não é.
Queira Deus que nos próximos meses ele mude a cabecinha que nunca foi lá essas coisas.
Se isso ocorrer, ele ainda terá chances de Seleção Brasileira, de Copa do Mundo e a última oportunidade de ser campeão do Mundo.
Depende só de Você, Neymar.
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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