Neymar, 90 minutos. Blog Mário Marinho
Neymar, 90 minutos

Foi muito bom ver Neymar em campo na noite desta quarta-feira, no empate, 1 a 1, do Santos com esse incrível Mirassol que vai fazendo belíssima campanha no Brasileirão.
O resultado do jogo poderia ter sido melhor.
Poderia ter ficado naquele 1 a 0, resultado do belo gol de Neymar logo aos 4 minutos de jogo, não fosse a trapalhada feita por ele ao cometer um pênalti desnecessário, quase infantil, que terminou no gol de empate.
Mas o ponto ganho é bom porque poucos achavam possível, dada a diferença de campanha de um e de outro.
Foi bom ver o Santos jogar com competência pelo menos 45 minutos, quando mandou no jogo, até que o Mirassol assumisse o controle no segundo tempo.
Neymar mostrou que está pronto para a seleção?
Êpa!, devagar com o andor porque o santo é de barro.
Ainda há tempo.
Em março do ano que vem teremos nova convocação da Seleção Brasileira, em Data Fifa, e aí, se ele estiver bem fisicamente, certamente será chamado por signore Ancelotti.
Aliás, o bem-humorado italiano encerra, a meu ver de forma positiva, esse meio ano de trabalho frente à Seleção Brasileira.
O principal objetivo, creio, foi alcançado: devolver à Seleção sua autoestima, sua confiança e, por via de consequência, o respeito do adversário e o amor do torcedor.
É claro que temos ainda muitos recalcitrantes, alguns por teimosia, outros por saudosismo, que insistem em não enxergar o bom trabalho que está sendo feito.
Na Europa, o trabalho de Ancelotti já desperta certo respeito.
A apaixonada – e, às vezes, exagerada – imprensa espanhola já comemorou – ou alertou, sei lá – em manchete que Ancelotti despertou um monstro.
Menos, menos, como diria o personagem de Chico Anísio.
Mas estamos no caminho.
Nada de comparações com os tempos de Pelé, Coutinho, Tostão, Gérson… ou com a bela Seleção de 1982. Nada disso.
Os tempos são outros. Nos faltam craques que brotavam como tiririca em tempos de sol e chuva.
Estamos em penosa entressafra.
Mas temos na seleção pelo menos um Estêvão para nos dar alegria.
No cambaleante Santos, surge o Robinho Jr, com estilo e pedaladas que lembram o pai que foi craque e hoje é prisioneiro.
E a Copa do Mundo? Temos chances.
Essa pergunta me tem sido feita com certa frequência.
Há seis meses, ao respondê-la, disse que provavelmente ficaríamos entre os oito melhores.
Hoje arrisco-me a dizer que as chances de ficar entre os quatro são muito grandes.
Quem viver, verá.
Eis os gols da rodada.
https://youtu.be/Jcm9d0zvv_w?si=1BCxB_3xO-ZrG2ob
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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