Gilmar

Ilustração: Benjamim Cafalli

Gilmar
Ilustração: Benjamim Cafalli

 Gilmar agiu mal

Erros não justificam erros. O fato de paralamentares fazerem mau uso do artigo 41 da Lei do Impeachment da Constituição, que reza ser permitido a todo cidadão denunciar perante o Senado Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, pelos crimes de responsabilidade que cometerem, não justifica a decisão tomada, anteontem, pelo ministro Gilmar Mendes.

Segundo ele, o direito fica sob exclusiva responsabilidade do procurador-geral de Justiça. Na sua interpretação, o artigo apresenta falhas – como, por exemplo, estabelecer maioria simples para a abertura do processo quando, para a nomeação de um ministro, é exigido quórum absoluto –, o que permite o uso político-partidário para pressionar ministros.

Realmente, isso acontece. Atualmente, há 81 pedidos de impeachment na Casa contra ministros. O recordista é Alexandre de Moraes, com 43 pedidos. Ele é o que mais preocupa os malfeitores que deveriam representar os interesses da população, mas só agem – ilicitamente – em causa própria. E ele age para contê-los. Mas o remédio para evitar o erro não pode ser um erro.

A decisão de Gilmar foi questionada pelo AGU Jorge “Bessias” Messias, o indicado por Lula para preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na Corte.

Se o texto começa com a citação de um ditado, para ornar, será fechado com a de outro. As decisões do ministro Gilmar e do AGU Messias neste momento não soam como um arranjo oportunista para que o indicado angarie simpatias no Senado para a sua aprovação? Apesar de o pedido do AGU ter sido negado ontem pelo ministro, a manifestação dele pode ter funcionado.

“Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”, dizem os espanhóis, e o coraçãozinho cheio de maldades não resistiu…

Mas que a turma do Congresso provoca, provoca

O comportamento lamentável dos paralamentares não justifica, mas explica muitas das decisões do STF consideradas como interferências de um Poder em outro.

Dá pra engolir o fato de a Câmara não ter vetado as emendas propostas pelo foragido bananinha e pelo condenado foragido Alexandre Tramagem? Atendendo a pedido do PSOL, o ministro Flávio Dino proibiu o governo federal de pagar qualquer uma das emendas “alienígenas”.

É interferência ou decência?

Os picaretas são incansáveis no mister

Eles, das duas Casas,  aprovaram, ontem, em sessão conluiada, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.

O texto obriga que mais da metade das emendas parlamentares terão de ser pagas pelo governo até o final do primeiro semestre, por coincidência às vésperas de começarem as campanhas eleitorais…

É a firma reconhecida do comentário supradigitado.

Mais uma fedentina para 2026

O presidente do Senado, Davi mais para Golias Vislumbre cancelou a sabatina de “Bessias”, o queridinho de Lula para o STF, que deveria ocorrer em 10 de dezembro.

De acordo com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe, ficará para o ano que vem, acha que não dará tempo neste ano.

Claro, na semana que se seguirá as nobres excelências começarão a viajar para suas bases a fim de recepcionar Papai Noel.

E, em 2026, ano eleitoral, o que terá mais importância será o que eles pensam no que terá mais importância para eles mesmos, “Minha escolha me trará mais votação?”.

Mais uma firma reconhecida do comentário suprasupradigitado.

O Rio de Janeiro continua sendo…

… o Rio de Janeiro. Cinco governadores presos e até a terça-feira também um presidente da Alerj.

A partir que quarta passaram a ser dois! Rodrigo Bacellar foi preso pela PF porque, em setembro,  avisou o meliante seu colega de Casa, TH Joias, que a PF iria recolhê-lho para meditação prisional. Os motivos? Tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro e negociação de armas e acessórios para o Comando Vermelho.

A corrupção não é exclusividade de nenhum estado, mas o RJ é insuperável no quesito. Em em nenhum outro existe tanto envolvimento de políticos e polícias como nele. Há que descobrir o requisito.

Gentem, vejem!

O codinome de Bacellar usado por TH Joias quando se comunicaram para o aviso da operação da PF foi  01!!! Uau!!!

Hummm… Muy estraño…

Os servidores da Alerj marcaram para o dia 11 de dezembro uma festa de fim de ano.

Mas o pessoal da organização cancelou o evento, disse que, em vista da prisão de Rodrigo Bacellar – o sobrenome veio a calhar, na cela –, “Não há clima para qualquer tipo de comemoração.”.

Parece mais com solidariedade…

A diferença entre decência e patifaria

 A Polícia Federal expulsou de seus quadros os bandidos condenados Andessem Torres e Alexandre Tramagem. O Congresso, de outro lado (em todos os sentidos da expressão) preserva o mandato de seus criminosos, os fugitivos condenados, e ainda lhes paga como se estivessem atuando. Também sustenta seus gabinetes inoperantes. Não acaba aí, pois bananinha (ainda não condenado) e Tramagem incluíram R$ 80 milhões em emendas no orçamento de 2026.

São esses os “impolutos cidadãos” que se acham no direito de “impichar” ministros do STF.

Con permiso, Boris Casoy, “Isto é uma vergonha!”.

Guerra na familícia

Foragido, bananinha, continua a arrumar confa a distância. Concorda com a decisão do pelista cearense André Fernandes de apoiar a candidatura do instável em todos os sentidos da expressão Ciro Gomes ao governo do estado.

Micheque é contra, deixou bem claro. Teve até pugna oral com 01. Ontem, com “Bíblia” nas mãos, ela foi visitar o prisioneiro celular no local de seu retiro. Perigoso, é sempre bom lembrar do caso ocorrido em 2007. O “pastor evangélico” Estevam Hernandes”, amigão do prisineiro visitado, e sua “conja” “pastora evangélica” Sônia Idem foram presos ao tentar entrar nos EUA com US$ 56 mil dentro de uma “Bíblia” que teve suas páginas recortadas para acomodar o “dízimo”.

Resta esperar as instruções que recebeu para saber o desenrolar do conflito. Periga ser uma sequência do primeiro “O Poderoso Chefão”, mas com um monte de canastrões.

Pessoal, olhaí o Murphy presente de novo!

 Copiada do UOL

                                 Sempre piora! bananinha e autor de limpeza étnica. São de primeira grandeza, mas no ramo da abjeção.

 Pois é…

A ministra do Pleonasmo ops! Meio Ambiente, Marina Silva, foi socorrida em um hospital – e não ao, “vistem”, cara-pálidas? – em Brasília anteontem depois de “sentir dor súbita na região lombar, enquanto movimentava vasos de plantas no jardim de sua residência”. Será que foi por isso mesmo ou foi de tanto se dobrar aceitando decisões governamentais que vão contra o que defende?

(CACALO KFOURI)

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