cara de campeão

Cara de campeão. Blog Mário Marinho

cara de campeão

Para ser campeão de uma competição importante como Copa do Brasil, Libertadores ou Mundial não basta ter um time bom tecnicamente, é preciso ser ousado, ter raça, determinação, criatividade, coragem – enfim, ter cara de campeão.

E não foi esse time de raça, com cara de campeão que vimos em campo nos últimos dias de jogos importantíssimos, mas de pouca ousadia, de pouca entrega.

Na quarta-feira à tarde, em Doha, o Flamengo que entrou em campo para enfrentar o forte PSG esteve longe, muito longe do brilhante Flamengo, vencedor dos títulos mais importantes no futebol brasileiro nos últimos anos. Merecidamente perdeu o título da Copa Intercontinental que, até ano passado, chamávamos de Mundial.

Arrascaeta, indiscutível craque e estrela do time, andou em campo, pouco participativo e desanimado. Acabou até sendo substituído.

No tempo normal e na prorrogação, o jogo terminou empatado: 1 a 1.

Depois veio a emocionante e angustiante decisão nos pênaltis.

Veja como foi:

  • Gol do Flamengo! De La Cruz desloca Safonov: 1 a 0.
  • Gol do PSG! Vitinha cobra rasteiro no canto direito, e Rossi pula para a esquerda: 1 a 1.
  • Defendeu Safonov! Saúl cobra na direita, e o goleiro do PSG pega. Segue 1 a 1.
  • Fora! Dembélé bate por cima do gol.
  • Defendeu Safonov! Pedro cobra, e o goleiro do PSG pula para defender no canto direito.
  • Gol do PSG! Nuno Mendes desloca Rossi: 2 a 1.
  • Pegou Safonov! Léo Pereira bate no meio do gol e para no goleiro do PSG: 2 a 1.
  • Defende Rossi! Goleiro pega chute de Barcola e mantém Fla vivo!
  • Pegou Safonov! Goleiro pega pênalti de Luís Araújo, e PSG é campeão da Copa Intercontinental!
  • (Com informações do site esportivo CBN).

Na defesa do goleiro Safonov, na cobrança de pênalti do atacante Pedro, o goleiro do PSG se adiantou, mas nem o juiz e nem o VAR consideraram.

Porém, não se pode atribuir a esse milimétrico erro a derrota do Mengão.

O que faltou mesmo foi futebol de seu excelente elenco.

À noite, na Química Arena, Corinthians e Vasco deram outro espetáculo de não futebol.

Melhor para o Vasco, que é um time ligeiramente superior ao do Corinthians, mais entrosado e com um pouco mais de apetite em campo.

O Corinthians, que costuma jogar bem nesse tipo de competição, a Copa do Brasil, foi uma tristeza para seu torcedor.

Suas estrelas – Memphis De Pay, Iuri Alberto e Garro, só assinaram o ponto e entraram em campo.

De Pay ainda deu aquele vexame horroroso aos balançar a cabeça e os braços quando foi substituído.

Iuri Alberto também marcou presença no show de horrores na discussão áspera e grosseira com o lateral Matheusinho.

Ao contrário de Arrascaeta e Filipe Coutinho, craque do Vasco, que saíram de campo pacificamente quando foram substituídos, De Pay exibiu grotescamente o seu descontentamento, como se fosse ele insubstituível.

Aliás, o artilheiro holandês há muito deve uma boa exibição em campo, uma exibição condizente com a sua competência e o alto salário.

Para completar, o técnico Dorival Jr. ainda bateu boca grotescamente com um torcedor em sua saída de campo.

Ah!, ele foi ofendido. Dirá o defensor do técnico (será que tem?).

O técnico é o líder de uma equipe e deve dar o bom exemplo de comportamento.

Amanhã, domingo, os dois voltam a campo para decidir o título da milionária Copa do Brasil.

O campeão levará premiação total de R$ 101 milhões. O Vice leva R$ 33 milhões. É considerável grana para as combalidas finanças de nossos times.

A decisão está totalmente aberta.

Se o Vasco é um time nota 6, o Timão está colado: nota 5,9.

É claro que o fator campo, Maracanã lotado, faz o favoritismo pender ainda mais para o lado vascaíno.

Mas a decisão terá como elementos decisórios a vontade, a raça, a determinação, a vontade explícita de ganhar.

Que vença aquele que tiver cara de campeão.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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