Ilustração: Benjamim Cafalli
Intolerâncias |7: Que tal um Enajor?

O MEC precisa criar o Enajor, Exame Nacional de Avaliação da Formação Jornalística… O resultado será pior que o do Enamed.
Quando será que as publicações, dado o evidente despreparo de grande parte dos atuais jornalistas, voltarão a ter os indispensáveis revisores?
Ah, todos, sim, todos, jornais, portais e quetais, erraram a grafia de GOL ao noticiar a morte de Constantino Júnior, mesmo estando claro na nota de pesar da empresa que o nome é GOL Linhas Áereas. E continuam a errar a cada vez que noticiam algo relacionado à empresa.
Começando com eles como sempre, mas para comemorar: “abrangendo bairros como Vila Olímpia, Vila Nova Conceição e Itaim Bibi,”; “A estação deve ser construída entre os distritos Itaim Bibi e Moema,”; “passando por Lapa, Pinheiros, Moema e Itaim Bibi.”. Sem hífen!!! A ver se não foi por distração… O problema é que o problema dos estadônicozinhos com o tracinho não acaba: “nas proximidades do Clube Sírio Libanês e da Cruz Vermelha.”. No Sírio-Libanês tem, cara-pálida… “CAIXA PRETA. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o colegiado vai abrir a “caixa preta” do Master a partir de fevereiro,”. Alguém precisa abrir a caixa-preta da redação pra descobrir o porquê de tanta erração… “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como melhor colocado nos cenários projetados pela pesquisa AtlasIntel,”. Mais bem colocado, mal colocado. “mas perfeitamente ajustada a uma super potência que,”. Superpotência… Repeteco do erro apontando no #6: “A proposta da Acciona é R$ 295 milhões mais cara do que a oferecida pelo consórcio brasileiro (R$ 1,8 bilhão),”. Mais alta, desconhecente insistente. “diretor adjunto das categorias de base do clube.”. O tracinho de novo… diretor-adjunto. “destacando que o estádio se transformou em uma máquina de caça-níqueis.”. Cara-pálida, sem de, máquina caça-níqueis. Tudo no primeiro dia do #7…
Eta nóis! “Teatro Municipal abre temporada de concertos”. Cadê o agá, escriba? Cara-pálida, este não passa na frente de ninguém: “O que passa na sua frente não é vendedor de queijo coalho”. Mas os de DE coalho passam, viste? Opa: “Deputados do PSB, Cidadania e PSol”. Novidade! PSOL, criativo. Será que acertarão uma? “De autoria dos deputados Marina Helou (Rede) e Guilherme Cortez (Psol),”. Tá brava a situação… Na capa: “RioPrevidência é alvo de operação da PF; governador demite presidente”. No texto: “A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem uma operação para apurar suspeitas de irregularidades em aportes do Rioprevidência,”. É assim…
Viva! “Distrito do Itaim Bibi, onde está o bairro, abriga quase 22 mil empresas de tecnologia, atrás apenas da Bela Vista”; “O distrito do Itaim Bibi,”. Será que alguém leu o “Mira”? Faz algum tempo que abandoram o indevido tracinho.
A turma do “Estadãozinho” não conhece São Paulo. “projeto de Eduardo Longo construído nos anos 1970 no Jardim Europa.”. Não, a Rua Amauri fica no Itaim Bibi. O interessante é que em 2020 sabiam onde ficava e escreviam certo: “Rua Amauri, no Itaim, recupera vocação para a boa comida”; “Fachada da Bottega Bernaca, no Itaim Bibi”. Cara-pálida, é Bernacca. Semanas atrás, houve um crime na Rua Pio XI, no Alto da Lapa, e o jornal deslocou para o Alto de Pinheiros.
Estadônicozinho, atenção: “A Gol Linhas Aéreas Inteligentes informou,”. Escriba nem tanto assim, em baixa é na trave! É GOL!!!
Um problema da “Folha”, o autor não costuma errar: “Por suas masmorras passaram presos de duas ditaduras, a de Getulio Vargas (1937-1945) e a dos militares, de 1964 a 1975, (…). Sob Getulio, ele abrigou a Polícia Central,”. Mas, sem acento só na FGV. Assim está no Museu da República: Vargas, Getúlio Dornelles (1882 – 1954) Biografia Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borja (RS), no dia 19 de abril de 1882, filho do casal Manuel do Nascimento Vargas e Cândida Dornelles Vargas. Este é outro que dificilmente erra: “coberto de neve e incrustrado nas tais famigeradas terras raras,”. E não deve ter sido erro dele. Está assim no portal, mas na edição impressa digital está incrustado, certo.
Epa, folhal: “No final de janeiro de 2024, o licenciamento chegou a ser suspenso pela Justiça Federal de São Paulo,”. Em, cara-pálida, em. Ele ainda: “afirma Juliano Bueno de Araújo, Diretor Presidente do Instituto Internacional Arayara.”. Hífen no D-P, escriba. Mais adiante: “Justiça Federal em São Paulo suspende mudanças em vale-refeição de duas empresas”. Sinal de que não se conversam na redação. Outroramente havia os copidesques, que uniformizavam os textos nas publicações, mas hoje existem os “como fica mais barato”.
Hein, folhosa??? “Já a outra, relacionada à Israel contemporânea,”!!! Barrabás, o fundo do poço sem fundo”. No texto, tem um hiperlink em Israel que leva a: “Israel é um país localizado no Oriente Médio.”. Não dá pra entender, “vejem” as credenciais da escriba: “Repórter especial, escreve sobre religião, política, eleições e direitos humanos.”. Tá fácil ser especial, hein? Tsk, tsk, tsk…“O caso ocorreu na rua Póvoa de Varzim, por volta de 4h30,”. Das, escriba, das… Folhal, qual a lógica? “que atravessou o oceano Atlântico num barco a remo”. O, não?
Uau, Gerubal! “O casal formado pelo deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) e a jornalista Mônica Dallari prestigiaram”. Folhal, o casal prestigiram é muito legal! Caramba, desde quando casal é plural? Que sagaz! “Com açucar Tiago Leiffert é o novo garoto-propaganda da marca de café Melita.”. Novo g-p de uma nova marca, né? A que existe é a Melitta…
Outra que os uóligadões não aprendem: “O UOL também entrou em contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública)”. Da, cara-pálida, da! Só não tem mais erro por falta de espaço… “a Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa do influenciador para colocar o processo do caso em segredo de justiça. Dias antes, o judiciário também acatou um pedido do
Ministério Público de SP”. O caixeiro atrapalhado: Justiça, Judiciário, uólico. “diverge do entendimento do caso pela justiça”. Alta. “conforme apontou o laudo toxicológico do IML (Instituto Médico Legal),”. Hífen…
Na matéria toda, Gol: “Em nota, a Gol lamentou a morte de seu fundador:”. A empresa publicou uma nota: “A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos” e não adianta, os atentos escribas ignoram. Eis a capa do livro citado no texto:

Tem estadônicozinho fazendo frila no “UOL”…“Gregory Bovino, comandante geral da Patrulha de Fronteira,”. Uólico, c-g. “superintendente geral há mais de 30 anos,”; “TV Gazeta anuncia Juliana Algañaraz como nova superintendente geral”. S-g, viste?
Opa! Que uólico! “O suspeito de matar uma empresária em São Vicente, no litoral sul de São Paulo, disse à polícia que associou moedas colocadas nos olhos da vítima ao “barqueiro” da mitologia grega e justificou outras moedas no corpo por falas dela sobre dinheiro.”. Ele disse isso tudo à polícia e não deu pra notar que foi ele quem matou??? Tá loco, sô… “Dupla invade velório, atira e ateia fogo em caixão com falecido no Piauí”. Ateia a, desconhecente. Quanta aula a turma deve ter matado: “Atropelamento ocorreu por volta de 0h50,”. Da, caramba. “A polícia solicitou exames periciais ao IML (Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal).”. A sigla IML, do Instituto Médico-Legal com o devido hífen, é do Instituto de Criminalística também?
Desculpem-me pela franqueza, mas não há outro jeito de definir. É dãããzice na mais alta dose: “Uma mulher foi presa por suspeita de matar a própria mãe a facadas ontem, em Guapó, na região metropolitana de Goiânia (GO). Ela teria confessado o crime em uma conversa por telefone com a prima, segundo a Polícia Militar. Karem Murielly de Jesus Oliveira, 34, é suspeita de matar a mãe, Maria de Lourdes Alves de Jesus, 62. O crime foi cometido na frente de uma menina de 5 anos, filha de Karem. As três moravam juntas na mesma casa, segundo informações das polícias Civil e Militar de Goiás. Em depoimento à polícia, a suspeita alegou que Maria de Lourdes queria cortar o cabelo da neta, mas ela não concordava. Ela falou que não lembra a quantidade, mas que só parou [de esfaquear a mãe] quando cansou”, disse o capitão Hugo.”. É o enterro do Jornalismo! A criminosa confessou que só parou de esfaquear a mãe quando ficou cansada e é suspeita para a uólica! Gentem, como é possível que publiquem tais barbaridades inhoramburrais???
Informe-se, uólico! “Turistas viram noites à espera de luzes na cidade dos OVNIs no sertão do CE”. Desinformado informante(?), primeiro, se ainda fosse sigla seria Ovni. Mas é substantivo faz tempo que é óvni, plural óvnis, viste?
Só pode ser pra provocar… “Policial teria pisado na pata do cão antes de efetuar o disparo”; “A ação foi registrada por uma câmera de vigilância. Nas imagens compartilhadas nas redes sociais pela ONG Campo Bom Pra Cachorro, é possível ver o momento em que o agente — que não teve o nome divulgado — dá um passo para trás e pisa na pata de Negão. Na sequência, ele efetua o disparo”. As devidas adjetivações ficam a critério dos leitorantes.
Quase! “A engrenagem por trás do boom dos apartamentos studio em São Paulo” . Já pensaram se fosse das casas…?
Os geúnicos não tem remédio, Pix virou PIX, não perceberam que é o nome, não é uma sigla de três letras.
Imagina se vou deixar meus colegas uólicos errarem sozinhos… “Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP),”. Da, geúnico!
Mein Gott!!! “Um homem matou a vizinha a facadas, fugiu com os filhos e, após ser perseguido pela polícia, tentou matá-los batendo o carro em que estavam contra o muro de uma casa,”; “O suspeito, de 23 anos, foi preso em flagrante e, segundo a PM, confessou os crimes.”. Mamãe, lá do Céu, mandou eu ficar quieto… Leu o que escrevi antes e disse “Lembre-se da educação que lhe dei!”.
Pisadas no Jornalistas&Cia: “Isabella Macedo passou a integrar a equipe de reportagem da RedeTV, onde estreou no plantão de Ano Novo.”. Rapaiz, Rede TV! e Ano-Novo… Mais uma: “Elton Rohnelt perdeu a chance de virar um personagem garimpeiro a nível nacional”. Não demora e virá um “a nível de”. Em nível, jotacíaco.
No “Jornal Hoje”: “Segundo a Defesa Civil, choveu 120 mm de água…”. Uau, ainda bem que não foi de terra!
Urge criar a Anacolux, vacina contra a epidemia de analocutos que tomou conta das TVs. “O ministro, ele”, “A chuva, ela”, “A temperatura, ela” e assim por diante. Raro/a é o/a falante, “ele/a”, que não esteja contaminado/a.
A inhorância sem limites no Info:
Acento em Austrálian! Está assim desde o dia 12 de janeiro nenhum dos clientes toma uma atitude. Sem mencionar que 80% das informações do que está no ar estão erradas.
Aviso aos leitorantes!
Confesso que desisti! Não adianta perder tempo – o meu e o de vocês – apontando erros dos broguistas do “Blog do Ancelmo Gois”. São sempre os mesmos, quando não aparecem piores – desde que comecei a apontá-los em janeiro de 2015, ainda n’ “O Globo” impresso. Depois que se transformou em brogue o desastre cresceu.
Continuarei a ler, muitas vezes traz informações exclusivas, mas só voltarei a apontar erros se forem do gênero acachapante.
Mas não quer dizer que, de vez em quando, não possa bater uma saudadezinha…
Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
A incapacidade da dupla errador/MrC não tem limites: “Projeto nasce de uma parceria entre a CUFA e a produtora musical Tha House”. Cufa, MrC! The House, errador! “nasce de uma parceria entre a Favela Holding e a produtora musical Tha House e trazem como parceira social a Central única das favelas , a Cufa,”. Aí ele acerta Cufa e erra o nome por extenso! E, de novo, o nome da produtora. É The!
O errador e sua “Cartilha de Disconcordância Gramatical”: “durante entrevista ao “Conversa de Bar”, realizado ao vivo nesta segunda-feira,”. Entrevista realizada, cuidadoso. Ele, de novo: “Copa do Mundo 2026: dobrou a busca por passagens com destino aos países sede”. Com hífen… “a alta foi de 91% na procura por viagens frente a 2025.”. Ante 2025, em comparação a 2025…
Jefe! “Após indicações de ‘O agente secreto’ ao Oscar, histórico cinema São Luiz, no Recife, renova letreiro; veja o vídeo”. “Filme terá nova temporada de exibição no tradicional cinema de Recife, em Pernambuco”. No ou de, escriba? “trataram de correr para atualizar o letreiro do filme “O Agente Secreto”,”. Em baixa ou em alta, jefe? Ih, jefe, que barbaridez! “faltando pouco mais de duas semanas para o Carnaval, não pediu autorização, como manda a lei, ao IPHAN,”. Iphan é mais velho que andar pra frente. E está contrariando os comandados, todos usam carnaval… “uma vez que o calendário de eventos pré-carnavalescos já está em pleno Curso desde 4 de janeiro”. A tecla shift travou nos cês, jefe? Por que alta em curso?
Do anônimo broguiano: “O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) vai realizar nesta sexta (23), às 10h, uma Audiência Pública com a finalidade de informar à população e ao poder público”. Duas questãs, é Crea, e por que Audiência Pública em alta e poder público em baixa? Vezes menos 1, envergonhado. “em todos os dias de Carnaval MARVVILA, Délcio Luiz, Mauro Diniz,”. Marvvilla, errante.
Uma colaboratriz eventual: “O governador Claudio Castro mudou a nomenclatura das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP),”. Ela mudou a de Cláudio… Ela é confusa como todos: “O encontro foi intermediado pela subsecretaria estadual de Gastronomia do Rio,”. Em baixa por que é sub??? Subsecretaria, caramba. É, não tem jeito… “para entrar o visitante passava por uma pequena porta e seguia pelo corredor estreito e iluminado até chegar numa área externa da casa,”. A uma, colaborativa.
(CACALO KFOURI)
