O Ilógico Corinthians. Blog Mário Marinho
Ilógico, e Campeão, Corinthians!

Diz a lógica – e comprovam os números – que o Flamengo é muito, muito mais rico que o Corinthians.
Afinal, o Mengão chegou ao fim de 2025 com um superavit acima de 2 bilhões de reais, arrecadação recorde em termos de futebol brasileiro.
Já o Corinthians chegou ao fim do ano amargando um déficit de quase 250 milhões de reais, elevando sua dívida atual para a casa dos 2 bilhões de reais.
Para exibir e esfregar na cara dos concorrentes toda a sua riqueza, o Flamengo trouxe da Europa Lucas Paquetá, pagando por seu passe cerca de 260 milhões de reais, na maior compra já paga por um jogador.
Diz a lógica – e comprovam os números – que o Flamengo foi muito mais vencedor que o Corinthians em 2025.
E não é para menos: começou o ano vencendo o Campeonato Carioca. O jogo final, em março, ficou no 0 a 0 com o Fluminense que havia sido derrotado no jogo de ida.
No dia 29 de novembro, o Mengão conquistou a Libertadores ao vencer o Palmeiras, 1 a 0.
Não para por aí. No dia 10 de dezembro, venceu o mexicano Cruz Azul, no Catar, 2 a 1, em competição oficial da Fifa, chamado de Derby das Américas.
Diz a lógica – não comprovada na prática – que um time com esse currículo – ou essa capivara – não tomaria conhecimento do adversário na Supercopa do Brasil, disputada neste domingo, 1º, no Mané Garrincha, em Brasília.
Essa lógica não se materializou porque do outro lado estava o ilógico Corinthians.
Quando a bola começou a rolar no Mané Garrincha, já se viu um Corinthians mais forte, mas determinado do que o Flamengo com seu estrelado elenco.
Mais organizado em campo por seu técnico Dorival Jr., o Timão mandou no jogo no primeiro tempo, e logo nos primeiros minutos chegou ao gol adversário com quase um gol em jogada de Yuri Alberto e Memphis Depay.
Mas o gol veio aos 25 minutos do primeiro tempo: Matheuzinho cruzou para a área, Gustavo Henrique ganhou de Varela e ajeitou para Gabriel Paulista fazer 1 a 0, seu primeiro gol com a camisa do Timão.
Aos 37, o Timão poderia ter ampliado: Breno Bidon fez ótimo lançamento deixando Depay cara a cara com o goleiro Rossi. Mas o atacante concluiu mal e proporcionou defesa do goleiro Rossi.
No começo do segundo tempo, um lance inusitado no futebol brasileiro: o último lance do primeiro tempo, mostrou Bidon caído no gramado, reclamando de uma cotovelada de Carrascal.
O juiz não viu nada demais, nem o VAR o alertou para qualquer irregularidade grave.
Porém, no intervalo do jogo, o VAR consulta suas imagens e encontra uma que mostra claramente a cotovelada de Carrascal em Bidon.
O juiz é avisado.
Quando os dois times voltam, o árbitro mostra o cartão vermelho para o jogador do Flamengo.
Esse procedimento é legal, embora o ideal é que isso fosse feito antes de terminar o primeiro tempo.
Porém, está amparado pela lei por ser um lance disciplinar e não um técnico, como a marcação de um pênalti, por exemplo.
O jogo continuou bastante disputado. O Corinthians cedia espaço para o Mengão que se esforçava, mas não aproveitava.
Para ver se melhorava, o técnico Luís Filipe fez diversas modificações. Entre elas, promoveu a estreia de Lucas Paquetá.
Ele pouco fez, a não ser perder um gol quase debaixo das traves do goleiro Hugo.
Certamente foi a chance perdida mais cara do futebol mundial.
O Corinthians tinha a partida sob controle e o tempo de jogo já estava terminando.
Mas ainda havia tempo para que ele, o artilheiro Yuri Alberto, marcasse presença em campo, marcando o segundo gol que determinou a vitória, 2 a 0, e o fim de jogo.
Fica então provado que a lógica do futebol não sobrepõe ao ilógico Corinthians.
Veja os melhores momentos:
https://youtu.be/v6o_zo3PdmI?si=xWbEK1afhv746C4Z
As Brabas
ficam com o vice
Em Londres, jogando no campo do Arsenal, as meninas corintianas, campeãs da América foram batidas pelo forte time do inglês Arsenal, 3 a 2.
Foi um jogo duro, decidido na prorrogação.
As Brabas foram batidas, mas jamais vencidas.
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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