ignorar

Ilustração: Benjamim Cafalli

Ignorar? Não é possível em muitos fatos, casos, declarações

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Ilustração: Benjamim Cafalli

Fazer o quê?

Ignorar? Fingir que não vi? Não é o comportamento do Mira. Há comportamentos – alguns hipócritas, alguns cínicos, alguns as duas iniquidades ao mesmo tempo – que incomodam profundamente.

Na Folha de S.Paulo (2), Claudio Lottenberg, presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil) e Marcos Knobel assessor da presidência da Conib e ex-presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), assinam artigo de nome A hipocrisia do silêncio em que alegam  haver “uma postura tímida e conivente do governo brasileiro diante das atrocidades ocorridas no Irã e que é difícil entender se a omissão é fruto de critérios ideológicos, conveniências políticas ou de perigosa relativização. E dizem que é atitude igual à tomada quando o Hamas atacou Israel.

Os ilustres queixosos se esqueceram de que desde o ataque em outubro de 2023 Israel vem assassinando inocentes – fato reconhecido pelas Forças Armadas do país – e todos os que criticaram os evidentes assassinatos foram classificados de antissemitas pelos dois.

Que as atitudes do governo petista são estranhas não restam dúvidas, basta ver o fato das amistosas relações com as ditaduras bolivarianas defendidas por Celso Amorim enquanto foi ministro das Relações Exteriores e hoje como assessor especial da Presidência da República.

Há também aqueles quê, no mundo todo, ao condenar Israel, carregam bandeiras do criminoso grupo Hamas.

No “Estadãozinho”, ontem também, outra aula de hipocrisia. Trata-se de entrevista com a triste figura de Ives Gandra Martins na qual ele sustenta que “Código de conduta vai ajudar o STF a voltar a ser o que era”.

O entrevistado é quem declarou que em  1964 não foi um golpe militar golpe este apoiado pelo jornal que o entrevistou agora , foi um “movimento”. Mais recentemente, no auge das tentativas do atual tombão soluçante interferir no Legislativo e Judiciário, saiu-se com esta: “Se houver um conflito entre os dois poderes sobre um ponto específico, nesse caso, as Forças Armadas poderiam dizer a quem cabe a questão”. Criticado, tentou a saída de sempre, foi mal interpretado. Mas em vista do que pensa a respeito de 1964, foi corretamente interpretado, apoiador velado de um golpe.

Quem não poderia faltar aqui é a ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann, critica feroz do ministro da Economia Fernando Haddad. Agora que o PT precisa dele como candidato ao governo paulista – e ele não quer ser – passou a elogiá-lo. Recebeu o troco à altura. Entrevistado, disse “Comemoro ser elogiado por Gleisi” e seguiu em frente com um sorriso dos mais irônicos ao entrar no prédio do ministério.

Para fechar com chave de sei lá o quê, ele, o imbatível em todas as classificações desclassificatórias, Aldo Rebelo! o ex-cumunista e atual ídolo da bozoidade. Quando deputado federal foi contra alterações na Lei da Anistia que iriam permitir punições aos militares que cometeram crimes durante a ditadura militar, o que lhe valeu apoio para ser ministro da Defesa no primeiro lulato. Também notabilizou-se por tentar a inteligentérrima proibição de estrangeirismos nas escrita. Foi contra penalizar o garimpo ilegal em terras indígenas.

Mas, superou-se, confirmando a Lei de Murphy. Para ele, não houve uma tentativa de golpe de Estado. “A minuta estava baseada na Constituição. Eu era ministro da Defesa.

Se a presidente Dilma [Rousseff] tivesse me pedido uma minuta daquela, eu teria feito”, @#$%  em entrevista à Folha.

Será candidato à Presidência e convidou para ser seu vice… Quem?… Quem? Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência do tombão soluçante.

Pior que eles só dois de cada!

 Em tempo! De acordo com o que está lá em cima, “alguns hipócritas, alguns cínicos, alguns as duas iniquidades ao mesmo tempo”, “Evento evangélico tem oração de Deltan [Dallagnol] e fala de [Salafr ops!] Malafaia contra comunistas”.

 O Brasil das arminhas

 “Homem atira em carro após discussão e mata criança no RJ; pai fica ferido”

 A única e grande herança da bolsonalha no Poder.

 E agora?

 Uma coisa é um cachorro manso, Orelha, o que foi massacrado por um grupo de animais irracionais ditos racionais. Ou os de guarda, bem treinados, obedientes. Outra é isto: “Bebê de 11 meses morre após ser atacado por pitbull do padrasto em SP”. Qual é o sentido da existência de um animal do tipo? Quem é mais pitbull, o animal ou o animal seu dono?

 Pesquisa rápida feita no Google mostra que em outubro de 2025, a ex-chacrete Neulizete de Souza Ferraz, conhecida como Lia Hollywood, foi atacada pelo pitbull do próprio filho em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos (RJ), próximo à Praia do Sudoeste. Ela sofreu lacerações graves, teve o braço direito amputado e não resistiu às complicações, vindo a falecer no final de novembro de 2025. Que em abril de 2024, a escritora e poetisa Roseana Murray foi atacada por três pitbulls enquanto caminhava em Saquarema, RJ. O ataque foi brutal, resultando na amputação de um dos braços e ferimentos graves. Ela recebeu alta após 13 dias e posteriormente recebeu uma prótese biônica. 

Trata-se de uma arma letal que dispara sem controle. De que adianta a obrigatoriedade de uso de focinheira se o que mais acontece no país é desobediência às leis e falta de fiscalização?

 É a repetição do que acontece com a tal de “restrição de proximidade”, quatro feminicídios por dia no país em 2025.

 Provocar é livre-provocar

Em tempos em que muitos propõem considerar animais praticamente como humanos, o que pensar diante disto? “Autor de proposta sobre reduzir maioridade admite incluir crimes contra pets, após caso Orelha”?

Como tratar os casos recentes em que animais mataram humanos? Não é melhor cada assunto em seu lugar? O que não quer dizer que seja aceitável maus-tratos contra animais.

Apesar de considerar um exagero, não me esqueço de Eduardo Dussek e seu  “Troque seu cachorro por uma criança pobre”. Não é no nível da adoção, é da preocupação, do cuidado.

Perguntar é pra satisfazer curiosidades, principalmente no Jornalismo com J

“Palmeiras rescinde contrato com Fictor após pedido de recuperação judicial”

A presidente do clube, Leila Pinheiro, não é dona da Crefisa, empresa que vive de fazer empréstimos, e não sabia que se meteu em uma arapuca??? Hummm…

E isto vai se repetir várias e várias vezes

 O prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (Centrão), foi um dos alvos da Operação Mederi, da PF. Ele é pré-candidato ao governo do estado e lidera as pesquisas de intenção de voto.

 Elegem e depois reclamam, “Políticos são tudo [sic] corrupto [sic].”.

  Duvideodó!

“Técnicos do TCU recomendam vetar repasse de R$ 1 milhão a escola de samba que homenageará Lula”

Imagina se o contratante do policialesco Dapena ops! Datena,  íntimo da familícia, com claro propósito popularesco, pra trabalhar na TV Brasil (EBC) vai aceitar a recomendação em pleno ano eleitoral. Se bobear o repasse antecedeu a homenagem.

(CACALO KFOURI)

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