fim de semana anticorintiano

Fim de semana anticorintiano. Blog Mário Marinho

Fim de semana anticorintiano

fim de semana anticorintiano

Perder é sempre ruim.

Perder duas vezes no mesmo fim de semana é muito ruim.

Perder duas vezes para o mesmo adversário é ainda pior.

E, se uma derrota ainda por cima vale título, aí beira a tragédia.

Tragédia que se torna avassaladora se o adversário for um rival fidagal, chega a ser insuportável.

Pois foi o que aconteceu com o Corinthians neste fim de semana.

Perdeu para o Palmeiras no sábado, na decisão da Supercopa Feminina.

E na noite de domingo perdeu novamente para o Palmeiras, jogo pelo Paulistão.

Hipoteco aos corintianos minha mais irrestrita solidariedade.

Como torcedor do América mineiro, que ontem perdeu para o Cruzeiro, conheço bem essa dor.

O Derbi, disputado no domingo na casa corintiana, foi um jogo muito mais ou menos, sem grandes emoções, a não ser a grande emoção, para os palmeirenses, do gol desse goleador implacável que é Flaco Lopes.

E os segundos que se seguiram ao gol quando o palmeirense resolveu dar uma voadora na bandeirinha do corner, bandeirinha que tem o escudo do Corinthians.

É uma provocação muito grande e que pode levar a consequências perigosas.

No caso de ontem, os jogadores do banco corintiano partiram para cima do centroavante argentino Jose Manuel Alberto Lopez, também conhecido por Flaco (Magro, em espanhol) Lopes e imediatamente formou-se a confusão que, felizmente, ficou apenas no empurra-empurra.

E o abusado goleador levou cartão amarelo.

O jogador sabe que esse tipo de comemoração é proibido exatamente porque pode desencadear tumultos, confusões e até pancadarias.

Mas o jogador de futebol, com raríssimas exceções, costuma ser muito inconsequente.

De resto, o jogo foi normalíssimo e teve até a sempre prevista e esperada expulsão do tonitruante Abel Ferreira.

À margem do gramado, os dois técnicos pareciam satisfeitos com o 0 a 0 que não fariam mal a nenhum dos dois.

Somente após o gol do Verdão é que o técnico Dorival Jr. resolveu mexer no time.

Como consequência, também Abel Ferreira fez modificações no seu time.

Como o gol do jogo veio aos 38 minutos, já não houve muito tempo para que as modificações mudassem o andamento, lento, do jogo.

Para azar dos 45 mil corintianos que sempre marcam presença nos jogos em sua Arena.

Um torcedor colocado atrás do banco do Corinthians, gritou para o Dorival assim que foram feitas as modificações:

– Só agora, né? Só agora você vai mexer no time.

Dorival respondeu:

– O time estava jogando bem, não tinha o que mexer.

Jogando bem?

Ele considera aquele futebol lento e democrático como jogar bem?

Tá danado…

Palestrinas

São as campeãs.

No sábado, em jogo disputado em Barueri, as meninas do Verdão conquistaram a Supercopa do Brasil.

O empate, 1 a 1, no tempo normal levou a decisão para os pênaltis.

Com a bola rolando, Jaque Ribeiro fez 1 a 0 para o Corinthians logo aos 5 minutos de jogo. Ainda no primeiro tempo, a goleadora Bia Zaneratto deixou sua marca e empatou o jogo aos 38 minutos.

Na decisão de pênaltis, brilhou a estrela e a competência da goleira Kathe Tapia que defendeu três cobranças, garantindo o título para o Palmeiras.

Essa foi mais uma derrota das outrora quase invencíveis Brabas do Corinthians. Nas cinco decisões da Supercopa do Brasil, as Brabas ganharam três.

Desde a saída do técnico Arthur Elias, que foi para a Seleção Brasileira, o time corintiano já não é mais o mesmo.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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1 thought on “Fim de semana anticorintiano. Blog Mário Marinho

  1. Vendo aqui de fora, friamente, parece mesmo uma imbecilidade comemorar o gol dando uma voadora na bandeirinha. Como você sabe, Marinho, estou escrevendo a biografia de Toninho Guerreiro e ele mal comemorava seus gols, agia quase com desdém, como se marcar em um jogo profissional fosse algo corriqueiro. Só vibrava mesmo em estádios cheios. Gostava de jogos grandes.
    Particularmente, não sei o que faria se fizesse um gol em um clássico. Sei que eu costumava berrar quando marcava pelo time da minha classe do ginásio, ou pelo time de campo do Diamante, onde também jogava o Edson, depois campeão brasileiro como quarto-zagueiro do Guarani.
    Agora, o que acho mesmo incompreensível é o sujeito tirar a camisa ao comemorar o gol, mesmo sabendo que levará o cartão amarelo. Parece algo de amador, uma burrice mesmo. Mas quem sou eu para avaliar a emoção do cara que faz um estádio explodir?

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