O poder e o progresso. Por Arnaldo Niskier
Poder… O avanço tecnológico nunca foi sinônimo de prosperidade. A IA generativa redefine papéis e tarefas. O percurso do aprendizado desenvolve instinto, julgamento e experiência…
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Empresas que escolherem amplificar o capital humano em vez de substituí-lo farão a diferença. Se o sistema recompensar apenas ganhos de produtividade de curto prazo, o uso de IA tenderá à substituição e à concentração. Se, ao contrário, premiar a criação de valor humano e a difusão do conhecimento, o avanço tecnológico poderá se tornar um novo fator de prosperidade compartilhada.
O avanço tecnológico nunca foi sinônimo de prosperidade. A IA generativa redefine papéis e tarefas. O percurso do aprendizado desenvolve instinto, julgamento e experiência. O futuro da inovação não depende somente da tecnologia, mas da cultura que a cerca. As mudanças serão moldadas pelos incentivos econômicos e pelas políticas. O que dizem os especialistas é que a IA pode gerar abundância ou desigualdade, dependendo do conjunto de escolhas que cerquem o processo.
Bilhões de dólares são investidos em produtos e modelos de IA, sobretudo com foco em ciências da vida. Investe-se na educação e na saúde, para ampliar o bem-estar da população. A educação está presente nesse processo, o que é um dado essencial. Combater doenças é um dado essencial. A Anthropic, avaliada em 170 bilhões de dólares, é muito forte nesse processo, adaptando seu chatbot Claude para pesquisadores e empresas de ciências da vida.
Há uma preocupação de reduzir a presença de alucinações no enfrentamento de problemas corriqueiros. A Anthropic quer diminuir a presença de alucinações nos seus ensaios clínicos.
Educadores enfrentam desafios como cyberbulling. Deseja-se facilitar a realização de trabalhos escolares no processo. Há o objetivo de simplificar o uso dessa tecnologia, o que se está conseguindo aos poucos. Até a questão controversa do suicídio está em exame desse olhar crítico. O uso da IA está sendo disseminado em nosso país, o que é um dado extremamente favorável. Estamos chegando a uma saudável reflexão sobre a correção de redações.
Já era hora de chegar a esse ponto.
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Arnaldo Niskier – Imortal. Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Professor, escritor, filósofo, historiador e pedagogo. Licenciado em Matemática e Pedagogia pela UERJ. Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Presidente Emérito do CIEE/RJ. Honoris Causa da Universidade Santa Úrsula.Comendador do Superior Tribunal do Trabalho.
