Realidade Brasileira. Blog Mário Marinho
REALIDADE BRASILEIRA

Em tempos idos e não muito remotos – talvez duas décadas, pouco mais -, o adversário da Seleção Brasileira estaria encolhido em campo, à espera de uma oportunidade para partir para um rápido e surpreendente ataque.
O que nós vimos no amistoso contra a França foi exatamente o contrário, principalmente no primeiro tempo: o Brasil recuado e acuado, sem espaço para sair jogando de seu campo, nervoso como se fosse um time iniciante.
Um time esperando a chance de um contra-ataque como fazem, sempre, os pequenos quando jogam contra os grandes.
Do outro lado, estava a França, duas vezes campeã do mundo, dirigida há 13 anos pelo mesmo técnico, um time que joga junto já há algum tempo e, com propriedade, mandando no jogo.
Essa é a realidade brasileira.
Qualquer adversário de time razoável pode e vai – meter medo no nosso time.
Passamos por um torneio eliminatório contra 10 times sul-americanos e nos classificamos em quinto lugar atrás de Argentina, Equador, Colômbia e Uruguai.
Uma classificação medíocre.
Passamos por momento tortuosos na bagunçada Confederação Brasileira de Futebol.
Trocamos de técnico duas vezes – Fernando Diniz e Dorival Jr – até chegar em Carlo Ancelotti, que, claro, não tem culpa de nada.
Para piorar o quadro, vivemos uma tremenda crise de talentos – e os poucos que aparecem logo vão para o exterior.
Esse é o quadro caótico do nosso futebol.
Por isso, perder para a França por 2 a 1, mesmo com os franceses jogando quase todo o segundo tempo com 10 jogadores, não é uma sangria desatada.
É só a realidade.
Nossa Seleção teve raros momentos de futebol brasileiro.
Na verdade, três ou quatro momentos, todos eles protagonizados por Luiz Henrique, um driblador nato que precisa e merece mais espaço.
Ele entrou no lugar de Raphinha, que chegou precedido da fama de ser um dos melhores jogadores do mundo atualmente – e que nada fez de importante em campo.
Temos um novo jogo pela frente, na semana que vem, contra a Croácia.
Vai ser outra pedreira, como vem acontecendo com qualquer adversário que temos pela frente.
Depois, vem a Copa do Mundo.
E, aí, somente com ajuda, muita ajuda, de Deus.
Finalizo cravando: se Neymar estiver andando, tem lugar nesta Seleção.
Veja os melhores momentos:
https://youtu.be/MXFDz0uOSxM?si=AkNkhMlBLtCKaie4
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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