Brasil em campo. Revanche? Que revanche? Blog Mário Marinho
Revanche? Que revanche?

Ouço alguns companheiros da Imprensa falando que o jogo de amanhã contra a Croácia, nos Estados Unidos, é uma revanche da eliminação que sofremos na Copa de 2022, no Catar.
Pra que não se lembra, naquele jogo em que a Copa foi disputada no mês de dezembro para fugir do forte calor catari, o Brasil vencia o jogo por 1 a 0 – vitória que o levaria às quartas de final.
O gol, aliás, um golaço, foi marcado por Neymar.
Veja as imagens:
https://youtu.be/Gkr7FopP65g?si=_0lYv8xxqbAIWzxr
Faltando apenas quatro minutos para terminar o jogo, o Brasil que já tinha a classificação assegurada, aventura-se ao ataque, leva um contra-ataque e sofre o gol de empate.
O jogo vai para a prorrogação que termina em 0 a 0.
A decisão vai para os pênaltis.
E a vitória é da Croácia, 4 a 2. Brasil fora da Copa.
Eis o time brasileiro, dirigido pelo técnico Tite:
Brasil: Alisson; Éder Militão (Alex Sandro), Marquinhos, Thiago Silva e Danilo; Casemiro, Lucas Paquetá (Fred) e Neymar; Raphinha (Antony), Richarlison e Vinícius Júnior (Rodrygo).
Eu diria que era um time tão mais ou menos quanto o atual.
Na cobrança dos pênaltis, Rodrygo foi o primeiro a bater e o goleiro defendeu.
Casemiro e Pedro (Flamengo), marcaram. Marquinhos perdeu e o Brasil caiu.
Neymar, que era uma espécie de cobrador oficial de pênaltis, foi reservado para a última cobrança, mas não teve tempo: o Brasil foi eliminado antes.
Eu não vejo o jogo de amanhã, 31, um amistoso, como revanche de um jogo que mandou o Brasil para casa em plena Copa do Mundo.
Nem mesmo se fosse contra a Alemanha e a gente vencesse por 10 a 1.
Ser mandado embora de uma Copa do Mundo é uma dor que dói muito.
O jogo de amanhã será apenas mais um amistoso.
Claro: todos nós torcemos pela vitória e por um bom futebol.
Parecem coisas muito distantes.
Aliás, as fadas do mal parecem perseguir o trabalho do técnico Ancelotti que não consegue repetir o mesmo time: cada dia, uma nova contusão.
Uma pena, pois não temos muito tempo pela frente.
Além disso, o time é fraco.
Seria preciso muito tempo, muito treino, muitas jogadas ensaiadas para fazer esse time se superar.
Mas, como se diz lá em Minas, o jogo é jogado e o lambari é pescado.
Vamos com fé. Quem sabe?
Ah!, continuo achando que se o Neymar estiver andando na época da convocação para a Copa, tem lugar garantido nesse time titular.
Não dá para
perder a piada.
O Google é o novo patrocinador da CBF. Vai patrocinar todas as categorias do futebol: sub 20, profissional, masculino e feminino.
Quem sabe com o Google conseguiremos encontrar o nosso futebol perdido em algum lugar do tempo?
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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