robô humanoide CHINA

A China sai na frente. Por Arnaldo Niskier

A IA será responsável por uma das maiores transferências de valor de todos os tempos, enriquecendo países como os Estados Unidos, China, Holanda e Israel, mas infelizmente não a América Latina…

robô humanoide CHINA

Para Jansen Huang, CEO da Nvidia, os robôs com capacidade humana chegarão em breve. No Brasil, o rei dos robôs humanoides é o ex-atleta olímpico Pedro Chiamulera, que gastou mais de 1 milhão de reais na compra de 14 unidades da  chinesa Booster Robotics. Tem em vista criar uma liga de futebol de robôs.

Até o ano de 2050 teremos 1 bilhão de robôs humanoides em uso. O Bank of America estima que os fabricantes de humanoides vão vender 10 milhões de unidades por ano. Prevê-se que a inteligência artificial terá um grande crescimento, especialmente em empresas de robótica. A China tem uma região que chamamos de Vale dos Robôs. O robô que acompanha um idoso pode virar um “amigo” e criar uma relação de confiança.

A China está em busca de desafios econômicos e deseja soluções. No ano passado, a sua firma Unitreee vendeu 5.500 robôs humanoides e outra de suas firmas, a Agibot, vendeu 5.168 unidades. Derrotou os Estados Unidos nesse comércio, em larga escala. Foi um momento “ChatGPT da Robótica”, que consagrou a China de forma bastante objetiva.

Novo modelo de IA pode auxiliar historiadores com inscrições antigas, Um modelo do Google pode estimar a idade de um texto e sua origem geográfica, além de fazer previsões para preencher lacunas. Estudar a história por meio de inscrições é como resolver um quebra-cabeças gigantesco.

A revista Nature mostra que 1.500 novas inscrições latinas vêm à tona a cada ano, tornando valiosa a nova ferramenta. Um desses arquivos se baseia na Alemanha e contém mais de meio milhão de inscrições.

A IA irá ampliar o fosso entre capital e trabalho.

A IA será responsável por uma das maiores transferências de valor de todos os tempos, enriquecendo países como os Estados Unidos, China, Holanda e Israel, mas infelizmente não a América Latina. Podemos afirmar que o mundo ficará mais produtivo.

No cômputo geral, o mundo ficará menos globalizado, mais desigual e bem mais produtivo. É o resultado da IA.

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Arnaldo Niskier - Editora Vozes

Arnaldo NiskierImortal. Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Professor, escritor, filósofo, historiador e pedagogo. Licenciado em Matemática e Pedagogia pela UERJ. Professor  aposentado da Universidade do  Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Presidente Emérito do CIEE/RJ. Honoris Causa da Universidade Santa Úrsula. Comendador do Superior  Tribunal do Trabalho.

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