E eis o camisa 9. Blog Mário Marinho
E eis o camisa 9!

Desde a final da Copa do Catar, em 2022, o Brasil anda à procura de um centroavante. À procura de um camisa 9 que, pelo menos de longe, possa lembrar Ronaldo.
Não penso em outro igual, pois Fenômeno não aparece assim aos montes.
Desde Ramon Dias, passando por Fernando Diniz e Dorival Jr até mesmo a Carlo Ancelotti, nada menos que 11 já foram testados para a posição.
Veja a lista: João Pedro, Kaio Jorge, Richarlison, Yuri Alberto, Evanílson, Pedro, Igor Jesus, Gabriel Jesus, Matheus Cunha, Vitor Roque e, agora também Endrick.
Pois bastaram 15 minutos em campo para que o jovem Endrick, 20 anos, mostrasse aquilo que já vimos muitas vezes com a camisa do Palmeiras: raça, determinação, criatividade.
E olha que no Palmeiras eu critiquei o competente técnico Abel Ferreira muitas vezes por escalar o garoto para jogar como um ponta direita, meio que isolado na lateral do campo.
No jogo contra a Croácia, Endrick jogou apenas os 15 minutos finais e participou de dois lances cruciais: sofreu o pênalti (que ele mesmo deveria ter batido, mas veio ordem do banco para que Tiago fizesse a cobrança. Por quê? Não sei), deu espetacular assistência para que Martinelli marcasse o terceiro gol).
O Brasil jogou bem e mereceu a vitória.
Mas foi a vitória de um time apenas bom e bom não é o bastante para ganhar uma Copa do Mundo.
Tem que ser ótimo.
Quando eu digo bom, estou falando em time bom para disputar o Brasileirão, não a Copa.
Nossa defesa continua falhando.
Ainda não sabemos quem são os laterais. Nosso meio-campo é um tanto confuso. Não temos um bom lançador.
Em dois gols, os lançadores foram jogadores de ataque e não de meio-campo.
No primeiro, um primoroso lançamento de Mateus Cunha para Vini Jr que, finalmente, fez excelente jogada em velocidade e drible antes de passar a Danilo que marcou.
Bela jogada, belo gol.
O lançamento seguinte foi de Endrick para Martinelli.
Enfim, sonhar não paga imposto.
Penso em nossa Seleção com este ataque: Estêvão, Endrick, Neymar e Vini.
Claro, estou pensando em um Neymar em excelente forma física.
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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Parabens Mario ,bela analise, gostei muito disse , ainda sinto saudades da maravilhosa seleção de nosso glorioso Tele Santana.Enfim futebol eh isso mesmo vamos , esperar…., esperar … e esperar que tenhamos em breve uma seleção brasileira
O que o Ramon Dias tem a ver com a história?