Ilustração: Benjamim Cafalli
Intolerâncias|18. Tantos teria e supostos, que agora são “teriáticos”
Teriáticos

O “Intol” ficou intolerante com ele mesmo de tanto apontar alguns erros que se repetem e repetem e continuarão a ser cometidos: Sérgio [Moro], Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Teatro Municipal, PIX – em vez dos corretos Sergio, da Segurança, Theatro, Pix. Por uns tempos esta será a última edição em que eles serão apontados. Já os daquele brogue voltarão a ser com força total.
As duas categorias de profissionais com maior privilégio são as dos futebolistas e dos jornalistas. O que cometem de erros absurdos e ainda assim continuam onde estão… Qualquer outro profissional estaria “em busca de novas oportunidades”. A grande diferença está nos salários…
Novidade na inauguração, não foram eles! O erro deles foi um dos que não apontarei por uns tempos. No J&Cia: “Marina Gazzoni deixou no final de março a função de Diretora Executiva da publicação e do Money Times,”. Cadê o hífen em Dir.-Exec., ciático? Xiii, pelo jeito aquele brogue está fazendo escola: “instituição anunciou a nomeação do professor e doutor em Comunicação e Semiótica Marcelo Santos como seu novo diretor Acadêmico.”. Que raios de caixa-alta é esta em Acadêmico, caramba?
Não, ilustríssimo folhal! “Assim como a equipe da Artemis saiu de Houston com um plano de voo, “Flávio” já deve ter um plano de governo.”. A Artemis saiu do Cabo Canaveral, na Flórida, em Houston fica o Centro de Controle da Missão.
Não, cara-palidal: “O ativista Paulo Vidal entrou para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na década de 1960, quando atuava como mandrilhador na multinacional Molins.”. Ative Tico e Teco e descobrirá que era mandrilador. Não, folhosa: “DE LONGE 2 Mesmo à distância,”. De longe ou de perto, a distância só leva crase se a distância for informada, viste?
Depois do fundo do poço apareceu outro poço! A “Folha” chegando ao nível daquele brogue: “OUTRO LADO: defesa de Altemar Sarmento Filho afirmou que vítima não teria se ferido; advogado de Antônio Coelho, suspeito de ter gravado a ação, diz que aguarda acesso ao inquérito”. Afirmou que não teria!!! Suspeito de ter gravado apesar de a gravação estar no celular dele! Em que bazar compraram os diplomas?
Hummm… “Via de regra, o voto é obrigatório para membros ativos do órgão.”. Lembrei-me do jornalista Alberto Dines… Via de regra é… bom, deixa pra lá. Normalmente serve, folhal? Distinto, assuma também: “O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) assumiu,”. Desconhece o “Volp”. É Dnit, leitura direta, quatro letras.
Que bagunça caixal! “Moradores da Vila Mariana propõem mudança no trajeto da linha 16-Violeta do Metrô de São Paulo”; “desde outubro de 2025 contra o atual trajeto da linha 16-violeta do metrô.”. Folhal, por que as diferenças de caixa?
Explique-se: “A SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos de São Paulo)”. Aqui Secretaria está em alta, por que em outro texto vai em baixa: “Segundo parecer técnico elaborado em setembro de 2020, a secretaria municipal do Verde e do Meio Ambiente”? Preconceito em relação ao Ambiente? Ou o problema é outro: a da Seg. Pública sempre vai em alta. A outra vai em baixa por que é municipal?
Um jacquestamos e um dos de sempre de um estadônicozinho não inaugurante da vez: “A previsão é de que o aeroporto da zona sul paulistana, prestes a completar 90 anos, funcionasse até zero hora de hoje para reduzir os efeitos na malha.”. É que ou é a de que, desconhecente vernacular. Até a zero hora, artigo antes de hora em horário é mandatório, estadônicozinho. Dá nele, hifens! É a síndrome incurável: “Adicione grão-de-bico e sementes de abóbora à salada.”. Sem hifens, inaprendente!
Os estadônicozinhos tenazes… no erro. Errado na capa, na linha fina na matéria e ao longo de todo o texto! “Protótipo de moradia compacta e experimental dos anos 1970, residência esférica do Itaim-Bibi tem cantos arredondados e aberturas para ampliar a sensação de espaço.”. Sem hífen, insistentes na desinformação!
Não, desconhecente: “,o cardápio começa no Ceagesp,”. O erro começa no “Estadãozinho” e acaba no “Intol”. Na Ceagesp – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo. Ou no Ceasa – Centro Estadual de Abastecimento.
Eles bagunçam até as reclamações dos leitores: “Era cliente da operadora Tim de telefonia e há poucos meses pedi a portabilidade para outra operadora,”. “Resposta da Tim: “O Centro de Relacionamento com o Cliente da TIM entrou em contato com Milton Ribeiro de Souza e informou que o caso foi solucionado. Para mais informações, acesse www.tim.com.br ou ligue *144 do celular TIM”. A TIM manda resposta em que consta TIM duas vezes e o atento escriba que mexeu no texto do reclamante não nota!
Olha o nível! Mas tem de sentar-se debaixo da mesa pra ver de tão baixo que é.
“João Marcelo Bôscoli defende atualização do trabalho da mãe, mas opção despertou críticas do ex-parceiro César Camargo Mariano. (…), a convite do filho mais velho de Elis, João Marcello Bôscoli, (…). Realizada também por João Marcello Bôscoli e Ricardo Camera e lançada em 17 de março, dia do aniversário de Elis, a releitura do disco, trabalhada com os mesmos softwares de recuperação de áudio, desagradou o ex-marido de Elis, o maestro Cesar Camargo Mariano. (…). Marcelo ou Marcello? É Marcello. César ou Cesar? Cesar. Tudo no mesmo texto, que capricho! Passou por “reeditação” que piorou a original.
Aqui só tem acerto por milagre! “Na legenda da foto: Carola Matarazzo, diretora executiva do Movimento Bem Maior, é uma das palestrantes do São Paulo Innovation Week.”. No texto: “O Brasil doa – mas ainda não sabe doar em escala. É o diagnóstico de Carola Matarazzo, diretora executiva do Movimento Bem Maior,”. O assunto é hífen nóis massacra, põe onde não tem, não põe onde tem. Dir.-exec., viste? “O MELHOR DA TV TÊNIS ATP 500 de Munique Segunda Rodada 10h / ESPN 2”. O pior da informação, começou às 6h, com João Fonseca…
Isto tem toda a cara de haver sido mandado por alguma “asçesçoria de emprença”, palaciana ou cebedéfica. Na primeira vez a barbaridade saiu no “O Globo” anteontem, 14. Foi repetida no “R7”, “UOL”, “PORTAL GCMAIS”e em vários jornais. No portal “Broadcast” saiu certo. Esta é de ontem, um estadônicozinho solidário: “Lula diz que Ancelotti o perguntou se deveria convocar Neymar para a Copa”. Foi para irritar o nosso Gordo, é o erro que mais tirava ele do sério, coisa rara de acontecer, era bem-humorado pra chuchu. Lhe, anarfas gerais (sem hífen, estadônicozinhos, viste?).
O Q.I. de ostra impera no g1! Peladordedeus, o texto juntou tudo o que é necessário para insuspeitação: “Suspeito do crime e preso em flagrante, o operador de máquinas Sinésio Omar, era subordinado a José Wilson de Oliveira no Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Piumhi, no Centro-Oeste de MG. Após o expediente ele foi até a casa da vítima e atirou nela, segundo a PM.”. Mas nada foi suficiente para o brilhante geúnico, preso em flagrante; segundo a PM foi à casa do assassinado e atirou nele, mas para ele, nada bastou. Mais, há um vídeo que mostra o “suspeito” sacando uma arma e entrando na casa da “vítima fatal”…
To PIX or not to Pix, that’s the question. Na capa:“Por que Trump voltou a atacar o PIX — e o que os EUA podem fazer”. Na matéria: “Por que governo Trump voltou a atacar o Pix (e o que EUA podem fazer contra ele)?”. O que será que um bom editor poderia fazer pelos geúnicos? Um Pix? E quando a gente pensa “Ufa, ao menos um sabe, lá vem a bomba: “O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, (…). Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao pix, (…). O Banco Central exige o uso do pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas.”. Que criativo, Pix e pix no mesmo parágrafo.
Mas que policial precipitada, hein? “Policial reage a tentativa de assalto e dois suspeitos morrem na Casa Verde, Zona Norte de SP”. Estava sendo supostamente assaltada, mas reagiu, não percebeu que os assaltantes eram só suspeitos, poderiam estar vendendo sobras de ovos de Páscoa… Não suspeito, tenho certeza de que o Jornalismo está a caminho de se transformar em Terialismo.
Mais problema moluscobivavavélico, desta vez, uólica. Na capa, título e linha fina: “Empresário confessa fraude no INSS e assina acordo de delação com a PF”; “Preso desde setembro, Camisotti seria um dos principais operadores do esquema”. Na matéria da “Folha” que teve a chamada de capa: “Camisotti é apontado como um dos principais operadores do esquema.”. Desde quando é e seria são equivalentes, equiproblemático?
No SP1: “Na casa dele foi encontrado um revólver 9 mm”. Não, reportante, uma pistola 9 mm, viste? “No carro havia uma passageira mulher.”. Uau, que raridade, uma mulher passageira…
Blog do Ancelmo
Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
A nota do desastre anunciado, a dupla jefe/mistake: “A União e o governo do Rio de Janeiro assinaram um protocolo de intenções para tentar uma saída para o impasse judicial se arrasta há anos envolvendo a Aldeia Maracanã,”. Que se arrasta, dupla remansosa.
Agora, mistaske desacompanhada: “um passeio por seus inúmeros sucessos e faixas do álbum Do tamanho certo para o meu sorriso,”. Cadê as aspas no nome do disco? Não, mistake, releia nota publicada por você dias atrás: “foi produzido por João Marcelo Bôscoli,”. Falta um lê em Marcello, viste? Errado de novo mais abaixo.
Eta gente sem conserto… “Levantamento do ECAD mostra que o artista tem 733 obras e 1.304 gravações cadastradas.”. Ecad, MsC. Hein??? “Na lista de músicas mais tocadas do artista entram ainda “Eu te amo, te amo, te amo”, Nossa Senhora Roberto Carlos,”. Quanto foi criada tal NS RC??? Tem igreja, imagem? Nossa Senhora, mistake, é só Nossa Senhora, interpretação de RC!
Não, jefe: “Veja essa história. O escritório Gamil Föppel Advogados Associados ingressou na Justiça do Rio de Janeiro”. Esta, jefe, esta! Tsk, tsk, tsk... “INTO: atendimentos a acidentados no trânsito aumentou em 2026; homens são maioria”. O Intol avisa, é Into, jefe.
Jefe, jefe, das duas uma, não deixe mais que assinem por você, mas se é você, aposente-se! “mostram que postagens em português sobre a Artemis II e o universo aeroespacial superaram 14,8 milhões de interações desde o dia 2 de maio até a semana passada.”. Desde o dia 2 de abril, jefe! “A Central Única das Favelas (CUFA),”. Cufa…
É desaforo, Jefe Caixa, não vai passar barato! “Mais dois livros para celebrar os 70 anos de “Grande sertão: veredas”, do grande brasileiro João Guimarães Rosa. A Editora Autêntica lança “Para ler grande sertão: veredas”,”. “Grande Sertão: Veredas”!!!
Errador??? “Guilherme Boulos (PSOL) quer receber uma indenização maior do que os R$ 100 mil que o advogado de Pablo Marçal terá de pagar por divulgar informação falsa sobre uma internação por uso de drogas.”. Quem vai ter de pagar não é Pablo, o divulgador?
Não sabe o basicão: “Ele deu entrada por volta de 1h30 no Hospital São Vicente de Paulo, na Zona Sul do Rio.”. Da, errador, da.
Mein Gott, errador erra em todas as regras! “No estado do RJ, 91% dos municípios não conta com política de segurança digital”. Não contam, inapto!
Errador, acione a Gramática, não a sua “Cartilha de Disconcordância Gramatical”: “Ex-presidente acionou a Justiça após a publicação de diversos vídeo pelo deputado federal”. Vídeos, errativo inveterado. “Na ação, Bolsonaro alega que Janones teria divulgado conteúdo com acusações falsas, incluindo a suposta autoria intelectual de tentativa de homicídios contra autoridades da República, o que configuraria ofensa à sua honra e imagem.”. Ah, teriático, o tombão soluçante acionou a Justiça baseado em suposições, que lindo!
(CACALO KFOURI)
