Ilustração: Benjamim Cafalli
A história sempre se repete, no seu pior

Como é mesmo aquela história?
A História se repete. A primeira vez como tragédia, a segunda, como farsa. É assim?
Acaba de ser aprovado um projeto de lei no Reino Unido que proibe aos nascidos depois de 2009 a compra de cigarros e vapes pela vida inteira.
As nobres excelências de lá, ao que parece, nunca foram ao cinema para assistir às centenas de filmes que contaram as consequências da Lei Volteasd – a Lei Seca – promulgada nos EUA em 1919 e que vigeu de 1920 a 1933, quando foi revogada pelo Congresso na gestão do presidente Franklin Roosevelt. A lei determinou que fosse proibida a fabricação de bebidas com teor alcoólico maior que 0,5%.
Seu único efeito foi dar origem aos Al Capones da vida no país. A máfia controlou a produção e distribuição de bebidas alcoólicas, controlou os famosos “speaky eases”, os bares clandestinos que pertenciam aos criminosos e que eram frequentados pelas alta e baixa sociedades. Sem falar no grande número de autoridades que foram corrompidas pelos gangsters.
Pode-se afirmar que o resumo da ópera é que, em vez de acabar com o consumo de álcool e com os problemas sociais gerados por ele, a Lei Seca redundou na desmoralização das autoridades, no aumento da corrupção e da criminalidade, e o enriquecimento das máfias que dominaram o contrabando de bebidas alcoólicas. Sem falar no grande número de políticos que foram eleitos com apoio dos mafiosos.
É exatamente o que vai se repetir, mas envolvendo produto diferente, nas terras do Rei Charles. Proibir não resolve o problema, aumenta. Acrescenta-lhe o gostinho do desafio, prática apreciada pelos jovens. Há outros meios de diminuir o tabagismo, o mais eficaz é a educação em conjunto com o efeito na parte mais sensível do corpo humano, o bolso.
Vários países tentaram impor esse tipo de proibição e desistiram, prevaleceu o bom senso. Um exemplo é a Nova Zelândia, onde lei similar foi aprovada em 2022 e revogada em 2023 antes de entrar em vigor. A Austrália adotou a tática de aumentar impostos e preços; o México proibiu o fumo em lugares públicos; na Hungria, regime semiditatorial até dias atrás, a medida adotada foi a diminuição do número dos locais de venda.
Se proibir fosse solução o mundo seria a sucursal do Paraíso (sem graça…).
Caetano Veloso, em 1968, já falou, disse e cantou “É Proibido Proibir”!
Pergunta inocente
Uma desembargadora como Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, recebente de um salário um alto salário, R$ 46 mil, que somado aos penduricalhos chega a R$ 117 mil por mês, teve o desplante de dizer que “Nós não temos direito mais a auxílio-alimentação, não temos direito a receber uma gratificação por direção de foro. Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no hall daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”. Trata-se de um escárnio dirigido aos 35 milhões de brasileiros que recebem um salário mínimo por mês.
Tem ela condição de julgar alguma causa com a demonstração patente da indescritível de falta de critério e bom senso?
E onde está o CNJ, que da mesma forma que a OAB, silencia diante de absurdos proferidos pelos quais é responsável pela atuação profissional?
A matança desenfreada não tem fim
O Exército de Israel continua a assassinar inocentes sob o falso argumento de que está combatento o Hamas. Anteontem aconteceram mais cinco assassinatos, entre eles o de três crianças, perigosíssmas terroristas fortemente armadas, não é mesmo? Em outra região foi morto um terrível socorrista.
Tem certeza de que são os mesmos?
O “dizimóstolo” Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, decidiu declarar apoio à indicação de Jorge Messias ao STF. “Jorge Messias é uma pessoa que defende todos os nossos valores e eu acredito que atenderá a todas as expectativas de que será um excelente magistrado”
Seus valores mais conhecidos são aqueles US$ 56 mil escondidos dentro de uma Bíblia com que entrou nos EUA em 2007 que motivaram sua prisão e a da “bispa” Sônia… Lembra?
Bessias, até onde se sabe, não tem isso em seu currículo.
Vinde a mim as isenções!
O mercador da fé demais Edir Macedo – melhor seria se fosse Maistarde – comprou um helicópterozinho que custa U$ 7 milhões. Está em andamento na Justiça um processo em que sua dizimíaca Universal pede a isenção de impostos sobre o avoante.
Tendo em vista episódios anteriores, é provável que o argumento usado seja que servirá para chegar mais alto, mais perto do Senhor…
Tá mais que certo!
E demorou! “O que EUA fizerem conosco, vamos fazer com eles”, disse Lula a respeito da retirada da credencial de um agente norte-americano. E não ficou só nele, mais um foi “beneficiado”.
Se ninguém peitar o ogro ele vai acabar se achando Deus, Jesus será pouco.
Comissão ou começão?
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei proposto pelo senador Esperidião Amincausarepulsa que restabelece a obrigatoriedade de colocar os nomes de estados e municípios nas placas dos veículos. Mais, a bandeira do estado! O projeto foi enviado à CCJ do Senado para análise.
Esses detalhes – menos a bandeira, nunca teve – foram abolidos quando da implantação da placa do Mercosul, em que consta só o nome do país.
Que patetice! Cabe investigar o famoso “Cui prodest”.
A pilantragem é tão grande que foi introduzida a bandeira, o que obrigará, caso o projeto se transforme em lei, que todo mundo troque as placas, até quem manteve as antigas – que têm estado e município –, pois não foi obrigatório trocar pela do Mercosul.
Está é começão, sem dúvida!
A Começão de Relações Excusas do Senado aprovou o périplo de uma “cometiva” de paralamentares paga com dinheiro público às terras do ogro para pedir homiziadouro político para o condenado a 16 anos de cana Alexandre Tramagem.
Mesmo???
“Não vejo como um católico pode apoiar a esquerda, diz possível vice de Flávio”
Mas vê como possível um ser vice de um rachador, emedalhador de um PM assassino que estava em cana e, pior, filho do prisioneiro tombão soluçante?
Que lógica probun ops! profunda…
No Chumbo Gordo um falou e disse o que descreve o Brasil
… Diferentemente do que conhecemos no Brasil, nos países europeus o Registro Civil é instituição do Estado. Sua gestão não é entregue a amigos do rei, mas a funcionários públicos. Não existe, portanto, a figura do “dono do cartório”. Dado que não “pertencem” a ninguém, não se herdam nem se vendem cartórios de registro de pessoas naturais… dixit José Horta Manzano.
Já contei a história, mas repetirei, posso ter “possuído” dois ou três novos leitorantes. Nos tempos em que cobria torneios de tênis fotografei um no interior do estado importante só para a grã-finagem, foi organizado pela empresa pra qual trabalhava como frila. No fim, entrega dos prêmios, um monte de importantões. O dono de um cartório, Minhoto, enrolado até o pescoço em “suspeitas”, aproxegou-se e disse “Preciso aparecer nas fotos com essas pessoas” e depositou um cheque em um dos bolsos de minha camisa – sempre usei com dois e com mangas compridas. Fitei-lhe – que lindo! – nos olhos, pesquei o cheque com dois dedos, joguei no chão, e proferi algumas palavras que os sábios classificam como de baixo “calado”… Não faço ideia de quanto ele achava que eu valia. Ele, sei, nada.
Sorry, análise errada
A Rádio Eldorado sairá do ar, depois de 68 anos, no dia 15 de maio próximo. O Grupo Estado, dono da emissora, apresenta como justificativa para a medida que “Nos últimos anos, sobretudo após a pandemia, observamos mudanças profundas nos hábitos de consumo de áudio. O crescimento acelerado das plataformas de streaming musical e a transformação no uso dos meios lineares têm impactado de forma estrutural o papel das rádios FM tradicionais.”.
Mesmo? E por que as outras FMs não estão em crise e a Bandeirantes vai ocupar a frequência que será abandonada pela Eldorado?
O que explica o problema é a brutal perda de qualidade da programação e dos apresentadores – até alguns com jeitão carioquês arrumaram – desde que mudou da frequência 92.9 MHz para 107.3 MHz. Tentou ficar “moderninha” e, com isso, perdeu os antigos ouvintes e praticamente não ganhou novos. Perdeu a classe.
Tinha, nos velhos tempos – e nem me refiro aos da 700 kHZ da AM, com uma programação fantástica, locutores com voz sóbria e marcante – da FM programas como “Um Piano ao Cair da Tarde”, “Jô Soares”, “Noite de Jazz”, “Música Popular Norte-Americana”, programas de música brasileira de qualidade.
O motivo não tem nada a ver com o divulgado.
É maldade…
… ou o g1 está chamando seus leitores de burros?
“Entenda a liberação de Ramagem nos EUA e a expulsão de delegado da PF”
“Entenda a lei que vai impedir jovens de fumar para sempre no Reino Unido”
“Entenda motivos para divas pop controlarem discursos e evitarem imprensa – e suas consequências”
Não entendo o porquê de tanto entenda para fatos óbvios.
Eh eh eh
“Pabllo Vittar mostra resultado de terceira rinoplastia”
Só rindo… a publicação é o resultado da percepção da mediocridade que se apossou do público acessador – é posse mesmo – dos portais.
Publicam por quê? Porque sabem que apossação tem público.
Bem que poderia fazer uma “letraplastia”, não? Tem excesso (minha amiga atenta, não pisei na bola aqui, né?) de consoantes consoante o bom gosto…
Noussa!
“Ex-Tiazinha, Suzana Alves anuncia biografia em três volumes”
Provavelmente os três em branco…
Existem muitas regras absurdas em todos os campos
Mas a mais entre todas é a que vale nos de futebol, a de impedimento. Uma coisa é um jogador estar na banheira, outra é ter partezinha do seu corpo 1 mm à frente do último adversário. O gol do Barcelona anulado no jogo de quarta-feira foi um descalabro. Até naquele VAR praquele lugar ficou difícil de notar sem um paquímetro.
(CACALO KFOURI)
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