Cacalo Kfouri já leu os jornais e mirou. Em vermelho.

Na Folha, no dia 10/11

Gestão Alckmin dá nova versão sobre mortes por PMs

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O governo nega manobra nas estatísticas. A Folha ainda apura a contestação da secretaria e publicará o resultado tão logo chegue a uma conclusão.

Na Folha, hoje (13/11)

Folha errou em texto sobre números da Polícia Militar de SP

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Após contestação do governo e com base nos dados disponíveis, a Folha não encontrou provas de que a prática de excluir essas mortes perpetradas por policiais teria sido alterada.

Faz mais de um mês que a Folha vem fustigando o governo de São Paulo com esse tema e só depois desse tempo todo resolve aprofundar-se e perceber que errou? Que raio de jornalismo é esse? E se lerem o texto, verão que o jornal admite que errou, mas insinua que foi por culpa da Secretaria de Segurança Pública… Tem tanta coisa errada acontecendo no estado que passa batido, por que gastar energia com o que está certo?

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No Estadão, hoje (13/11)

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Conforme relatório pelo Estado, o ex-ministro nomeou em julho de 2011 ValmarFonseca de Menezes para a 1.ª Turma Ordinária da Primeira Câmara do Carf. Depois, teria manobrado para que ele e o conselheiro JoséRicardo da Silva – outro investigado na Zelotes, atualmente preso – fossem alçados à Câmara Superior do órgão. Mantega teria agido por influência do empresário italiano Victor Garcia Sandri, que seria seu amigo. Depois das nomeações, supostamente com a ajuda dos conselheiros, o Grupo Comercial de Cimento Penha, que pertence ao empresário, conseguiu abater débito de $106 milhões em julgamento no Carf.“O grupo criminoso em questão, poucos meses antes do julgamento em testilha, logrou inserir pelo menos dois novos conselheiros na Câmara Superior doCarf”, declarou o procurador da República Frederico Paiva.

Por que tudo no futuro do pretérito se o procurador diz, com todas as palavras, que o que está como hipótese no texto do jornal aconteceu? Não “seria” melhor para o leitor que todas as informações fossem transferidas para a responsabilidade do procurador e, então, o Estadão “teria” livrado a responsabilidade dele no caso de as acusações se mostrarem infundadas? Ou será que o texto é uma miragem e eu não “teria” lido? E tantos “seria e teria” justo no dia em que o jornal diz em editorial que “Os tucanos não se podem queixar da sorte. No mesmo dia em que decidiram descer do muro…” . Desce no muro, Estadão…

  • CACALO KFOURI é jornalista, e está sempre com um lápis vermelho na mão quando lê o jornal.

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