Grana: Palmeiras na frente do Corinthians. Coluna Mário Marinho

Grana: Palmeiras na frente do Corinthians

Coluna Mário Marinho

O Verdão está com tudo e não está prosa, como se dizia antigamente. E se estiver prosa, tem lá suas razões.

O time é líder no Brasileirão, tendo o Corinthians logo abaixo. O artilheiro do Brasileirão é de quem? Do Verdão, claro. E é também o jogador mais badalado do futebol brasileiro, com grandes chances de conquistar a medalha de ouro da Olimpíada do Rio e já com passaporte prontinho para a viagem de ida que fará no final do ano para o inglês Manchester City.

O Palmeiras ultrapassou o arqui-inimigo Corinthians também no quesito grana: é o segundo time brasileiro de maior receita publicitária no ano de 2015. Flamengo lidera a lista. Os números são de relatório compilado pelo banco Itaú BBA que se baseia nos balanços anuais publicados pelas agremiações.

Fruto de um contrato calcado em um patrocinador principal (Crefisa), o Palmeiras viu suas receitas com publicidade crescerem 201% de 2014 em relação ao ano passado, saltando de R$ 23,2 milhões para R$ 69,8 milhões arrecadados. Os números incluem o patrocinador de material esportivo.

O Flamengo, time de maior receita publicitária em 2015, faturou R$ 85,5 milhões (ante R$ 79,9 milhões no ano anterior). Já o Corinthians levou R$ 63,7 milhões em 2014 e R$ 66,6 milhões no ano passado.

De acordo com o relatório do banco, o resultado alcançado pelo Palmeiras se torna ainda mais expressivo quando se leva em conta o tamanho da torcida de cada clube. “Na prática, uma marca associa seu nome a um clube buscando acessar a sua torcida e o mercado associado ao futebol”, diz o relatório. Os clubes de maior torcida – Flamengo, Corinthians e São Paulo – recebem entre R$ 2,40 e R$ 2,70 por torcedor. Com o resultado de 2015, o Palmeiras saltou de uma receita publicitária por torcedor de R$ 2,2 para R$ 6,6.

O mesmo levantamento mostra que a receita publicitária dos times de futebol do Brasil caiu no ano passado anos. O que se aponta como causa principal é a crise política e econômica que o Brasil vem enfrentado. Mas, os especialistas sempre também o pouco investimento em marketing ou a falta de um marketing profissional na maioria de nossos clubes.

E o Verdão deve ficar ainda mais rico este ano: a venda de Gabriel de Jesus ao Manchester City deverá render aos cofres do clube alguma coisa em torno de R$ 70 milhões.

Nada mau, não é?

Veja os principais clubes arrecadadores em 2015, em R$ milhões:

1 – Flamengo, 88,5

2 – Palmeiras, 69,8

3 – Corinthians, 66,6

4 – Internacional- RS, 39,7

5 – São Paulo, 36,6

6 – Vasco, 36

7 – Grêmio, 35,4

8 – Fluminense, 27,5

9 – Santos, 23,3

10 – Cruzeiro, 21,3

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Mico
Corintiano

O técnico do Corinthians anunciou para o próximo sábado a volta de Pato ao time titular.

Se Você quiser irritar um corintiano, basta falar em dois jogadores: Pato e André.

E são dois jogadores que, teoricamente, poderiam resolver o cruciante problema da falta de um artilheiro no Timão.

Desde 2013 quando perdeu um pênalti no jogo contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, Pato tornou-se um prato indigesto para qualquer corintiano. A gracinha do Pato custou a desclassificação corintiana. Não sei se essa bronca tem razão de continuar até hoje. Mas, aquele dia foi terrível. Reveja no vídeo abaixo.

Convenhamos: o cara foi muito presunçoso, muito irresponsável.

Sem ambiente no Timão, foi emprestado ao São Paulo que, apesar da boa campanha, não quis investir no jogador.

Pato voltou à Europa, não fez sucesso e retornou ao Timão. Para as finanças corintianas é um bom negócio que ele volte, faça sucesso e o seja negociado para abater nos R$ 40 milhões que o Corinthians gastou para contratá-lo.

Outro pênalti que o corintiano não esquece foi do centroavante André que também custou a desclassificação do Timão, desta vez na Libertadores. Veja o vídeo:

https://youtu.be/ZhE3oWsydcM

Também caso de arrogância sem igual. Não há nada que fere mais o torcedor que a impressão de um jogador sem comprometimento com a camisa do clube, aquele não está nem aí. Aquele que depois na entrevista diz: agora é levantar a cabeça e ir em frente.

É, amigo, a cabeça do torcedor não se levanta assim não: ela fica inchada, dolorida e dificilmente se esquece.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, nas rádios 9 de Julho, Atual e Capital. Foi duas vezes presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). Também é escritor. Tem publicados Velórios Inusitados e O Padre e a Partilha, além de participação em livros do setor esportivo

A COLUNA MÁRIO MARINHO É PUBLICADA TODAS AS SEGUNDAS E QUINTAS AQUI NO CHUMBO GORDO.

(E SEMPRE QUE TIVER NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR. )

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