Rossi,El Paredon
Adiós, muchachos! Blog Mário Marinho

Como todo tango que se preze, Adiós Muchachos, canção composta pelo pianista argentino Júlio César Sanders e poeta argentino César Vedani, em 1927, conta a história de uma tragédia.
Depois de perder a namorada, levada por Deus, o rapaz sente que a morte está próxima e se despede dos amigos.
Parece que a música foi composta na medida para o sofrido torcedor do Racing, que viu ontem sua paixão, a namorada, a Libertadores, ir embora.
E certamente o torcedor saiu do estádio Presidente Perón, El Cilindro, na noite de ontem, sentindo que a vida havia chegado ao fim.
Calma, hermano, calma, a vida continua.
Abaixo, homenagem do blog ao torcedor do Racing: Adiós Muchachos, na voz de Carlos Gardel, o Maradona (ou seria o Messi?) do tango.
https://youtu.be/Ot2keLHZ83s?si=BFjVOm5_rYt68jAc
Mas foi um feito e tanto do Mengão!
A pressão começou antes do jogo que teve seu horário de início adiado porque a delegação do Flamengo teve dificuldades para chegar ao estádio: todo o entorno estava tomado pelos torcedores argentinos.
No primeiro tempo do jogo até que o Racing não assustou muito.
Apesar da atuação apenas discreta de Arrascaeta, uma espécie de motor do time, o Mengão se deu bem e dominou a maior parte do tempo.
No segundo tempo houve maior equilíbrio entre os times.
E estava assim até que por volta dos 20 minutos o atacante Plata foi expulso por suposta agressão física a um adversário.
Infelizmente as trocentas câmeras que hoje acompanham um time de futebol não foram capazes de flagrar a possível agressão com imagens que não deixassem dúvidas.
Com um jogador a menos, o Flamengo teve que se desdobrar.
E viu-se, em campo, um time essencialmente técnico se transformar numa equipe de muita maturidade para não entrar na pilha dos adversários e de uma garra, de uma tal gana, que muitos desconheciam.
Além de cada jogador se desdobrando em quase dois, o Mengão ainda teve a excepcional atuação do goleiro Rossi (foto ao alto), por sinal um argentino e que ontem fez jus ao apelido El Paredón: pegou tudo, tudo mesmo, e foi eleito pela Conmebol o Herói de la Partida, o melhor em campo, sem dúvida alguma.
Por ter vencido o primeiro jogo no Maracanã, 1 a 0, o 0 a 0 de ontem foi suficiente para colocar o Flamengo em mais uma final de Libertadores, que será disputada no mês que vem, novembro, em Lima, Peru.
E quem será o adversário do Mengão?
Saberemos hoje à noite, quando o Palmeiras tem missão quase impossível: vencer a LDU por diferença mínima de três gols para levar a decisão para as cobranças de pênaltis.
Mas como consolo, e também incentivo para os palmeirenses, veja abaixo que essa situação, na Libertadores, já ocorreu em 12 vezes.
Por que não a 13ª vez?
LDU 3 x 0 Palmeiras – Ida 2025
Atlético MG 3 x 0 River Plate – Ida 2024
Palmeiras 3 x 0 River Plate – Ida 2020
Santos 3 x 0 Boca Juniors – Volta 2020
Grêmio 3 x 0 Barcelona – Ida 2017
Boca Juniors 3 x 0 Cúcuta Deportivo – Volta 2007 (revertendo um 3×1 na ida)
São Paulo 3 x 0 Chivas – Volta 2006
Athletico 3 x 0 Chivas – Ida 2005
Boca Juniors 4 x 1 Club América – Ida 2000
Palmeiras 3 x 0 River Plate – Volta 1999
Sporting Cristal 4 x 1 Racing – Volta 1997
São Paulo 3 x 0 Barcelona – Ida 1992
Fé, palmeirense, Fé!
Veja os melhores momentos de Racing 0 x 0 Flamengo:
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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