Ilustração: Benjamim Cafalli
Dia do Fujo. Proclamado covarde-mor do país.

Nove de Janeiro, “Dia do Fico”, 27 de outubro, “Dia do Fujo”
Trairaflávio, confirmando quem é, traiu a si mesmo. Anunciada a ordem de apreensão de seus passaportes e a proibição de sair do país declarou “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração.” – a primeira mentira está em “nunca pensei”, pois não tem o dom – e horas depois cruzou a fronteira com a Argentina onde embarcou em um avião de empresa ligada à corrupta irmã de Javier Deusmileivre e seguiu aos EUA onde foi acolhido sob as enormes orelhas do ogro. Este se especializou em expulsar do país crianças de 5 anos de idade e receber com tapete vermelho (que paradoxo) figuras comprovadamente criminosas.
De lá, garranchou um documento autoproclamando-se presidente eleito do “Brazil” – é como está no brasão da República que imprimiu no documento – indicando a genuflexão diante do ogro que o asilou:

Horas depois, trocou o zê pelo devido esse. Informado a respeito da péssima repercussão até entre a própria súcia trocou presidente por líder do Brasil.
Teve apoios declarados ao covarde procedimento. Um deles, como não poderia deixar de ser, foi do pastor mais que tremendamente “evangélico” Silas Salafr ops! Malafalha. Este também é dono de pensamentos altamente instáveis. Quando em 2022, às vesperas da posse de Lula, o atual prisioneiro tombão soluçante escafedeu-se para o território ogriano, declarou “Eu não concordei que ele foi embora para a América. Um líder fica, paga o preço, vai para a cadeia ou não. Tá aí o Lula. Tudo indicava que ele iria para a cadeia. Ele fugiu? Não. Postura de um líder. Então, para mim, com o cara sair correndo para a América eu não concordei. Não vou concordar nunca. Fica aí e encara. Aguenta o pau.”. Mudou de ideia no caso do herdeiro: “Vocês queriam o quê? Eu estou vendo a esquerda espernear. Queria que Flávio ficasse aqui para ser preso?”, questionou. Em seguida, afirmou: “Está corretíssimo”.
Mas, para a maioria da “comitiva” o tiro saiu pela culatra – expressão para a turma que aprecia arminhas – até Tarcínico Desfeitas, Vardemar a pior Costa Neto e Kassio Nunes ficaram atônitos com a mensagem golpista.
O inacreditável é que exista quem o apoie ainda. São os “patriotas” que pediram na manifestação na Avenida Paulista que “Trump nuke Brazil” ou os que depois da derrota confirmada, invadiram as redes antissociais e trocaram o pedido de bombardeio por “SOS Brasil”, “Trump, venha ao Brasil e traga justiça”, “O Brasil está clamando por você. Por favor, nos ajude”, “Golpe militar, por favor”.
O lado bom disso tudo é que a raposada do Centrão viu no episódio a oportunidade de colocar a familícia no devido lugar, lixo não reciclável.
Ih, mudou de ideia!
O “pastor”, aquele citado acima, mudou de ideia mais uma vez: “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”. Tem outros que não, né?
Caramba, por que ofender os simpáticos e úteis quadrúpedes?
Atenção!!!

Notaram?
Micheque tem aparecido toda sorridente nas fotos publicadas pós-fuga do enteado…
Hummm…
Estranho, não? Xandão estava quietinho, bonzinho, até deixou que o candidato Traíraflávio fosse visitar o prisioneiro tombão soluçante. Aí veio a derrota e ele, pimba, “Entregue os passaportes e não saia do país!”. Estava prevendo a vitória do fujão e amansou para tentar não ser empessegado?
Parece que só causou problemas. Para os “patriotas”, criou um herói; para Lula, pisou na bola, prejudicou o ambiente.
O fujão deixou pegadas
Ou “O cagão”, como sugeriu Ruy Castro na “Folha”, deixou material.

Um advogado, morador em Petrópolis (RJ), com o sugestivo nome Klaus Fins – e aí, OAB? –sugeriu que fosse colocada uma estrela vermelha nas portas dos comércios cujos donos são petistas: “Já que aqueles petistas acreditam que o PT é o melhor para o país, votaram no Lula e elegeram teoricamente esse presidente, eles é que toquem o negócio deles com o Lula na presidência. Faz o seguinte, mete uma estrela do PT na portinha da sua loja e vê o que vai acontecer. Já existe um movimento para que não se compre, não se prestigie e não se negocie com petistas, porque eles acabaram com a economia do país”. Teve inspiração no que os nazistas fizeram com os judeus sob Adolf Hitler.
Em João Pessoa (PB) o dono de uma pizzaria chamou os eleitores de Lula de “esquerdistas, eleitores de larápios” e completou com “Não podemos impedir, mas não fazemos questão nenhuma de os receber”. Asinino e covarde, horas depois mudou de ideia tal foi a repulsa generalizada que a postagem causou. Se bobear, o negócio vai falir.
Em Maceió (AL), Edvania Lucena Lima, diretora de uma creche, publicou que “Eu não faço negócio com petista. Faço amizade com a galera do bem, que é de direita e não fecha com bandidos.”. Pobres crianças.
No Rio, a deputada estadual mais votada, a pelista India Armelau sugeriu que empresários investiguem seus funcionários, descubram quem votou em Lula e os demitam. A mesma idiotice – não há outro termo – fez vereadora de Londrina (PR), a pelista Jessica Ramos Moreno, a Jessicão, eleita deputada estadual. Pediu, no “X”, que seus seguidores que demitam funcionários e rompam relações com prestadores e amigos que votaram em Lula .
Santa Catarina não poderia ficar fora da barbárie. O deputado estadual pelista Bruno Souza propôs em suas redes antissociais que se convoque um plebiscito para separar seu estado (de demência???) e a Região Sul do resto do Brasil devido ao fato de Lula ter sido eleito. Antidemocrático e ignorante, algo do gênero só pode ser tratado no Congresso.
O vice-prefeito da minha querida Pirassununga (SP) onde morei quando meu pai foi promotor público lá nos anos 1940, Lawrence Waclawiack (Novo???), o Lawrence Patriota (!), publicou uma lista de comércios de quem imagina que os donos sejam petistas e que devem ser boicotados (nome mais que adequado, boi, gado, apesar de a origem de boicote não ser essa) pois ajudaram a vitória de Lula. Ele preferia o fujão.
Dá pra imaginar o que seria do Brasil com o fujão no Poder?
Mas, preparem seus corações, o melhor ficou para o fim. Estão incluídos entre os que devem ser boicotados os postos Ipiranga – o apelido do ex-ministro da Fazenda do Bozo, Paulo Guedes, era Posto Ipiranga!!! – e, pasmem, o tremendamente esquerdista Banco Itáu!
Autoproclamando-me presidente do Itaú, determino que toda esta bolsonalha feche imediatamente suas contas-correntes e os que tiverem financiamentos que os liquidem em 24 horas sob pena de os valores depositados no banco serem bloqueados. E mais não digo!
Mais um “democrata”
“Após perder maioria no Parlamento, Netanyahu contesta eleições em Israel e acusa fraude”
Disse que houve manobras do Qatar! Uau! Foi desmentido pela polícia israelense.
Seu grande aliado, o ogro, prevendo a tunda nas midterms, prometeu US$ 1 milhão para o eleitor que provar uma fraude.
Se fosse o caso, eu mesmo cometeria uma e me denunciaria… Que vidão pela frente!
Falando nele
O ogro afirmou que vai proibir o uso do termo inteligência artificial em documentos e em qualquer outro contexto em uma briga com o “Wall Street Journal”.
“Quando o Wall Street Journal começará a chamar a Inteligência Artificial (IA) – um nome muito ruim e impreciso – de SI (Superinteligência), o nome que praticamente todo mundo está usando, ou passará a usar em breve?”
E quando ele vai admitir que é um SM, supermentiroso? Praticamente ninguém usa SI.
Vai contar esta pra outro
No dia da votação, 25, o “Estadãozinho” publicou em editorial: “Caberá ao presidente eleito hoje a tarefa de conduzir o debate democrático na direção da reorganização do Judiciário e da reforma da administração pública, com o objetivo de, a um só tempo, devolver a credibilidade à Justiça e acabar com vantagens indevidas que escandalizam a sociedade. Dir-se-á que se trata de utopia, mas essa é precisamente a matéria-prima da vida política. Este jornal mantém sua crença inabalável na democracia e na capacidade do Brasil de construir consensos por meio do diálogo político franco e honesto.”.
Realmente, há duas utopias no texto. Uma é o “mantém sua crença inabalável na democracia”. Como, se apoiou com unhas e dentes o golpe de Estado em 1964? A outra é “Caberá ao presidente eleito hoje a tarefa de conduzir o debate democrático”. A maior probabilidade de ser eleito era do fujão, da familícia cujo comportamento já demonstrou claramente o oposto. Disfarçaram o apoio ao derrotado.
O curioso é que no mesmo dia foi publicado na página A4 um artigo que desmente “as utopias” dos donos do jornal: “Por este motivo, não faz parte do repertório legalmente constituído – e, portanto, por si só causa justificada apreensão – a mal-ajambrada pretensão de reforma constitucional veladamente exposta pelo senador Flávio Bolsonaro. A pretexto de liquidar o instituto da reeleição e abrir mão da disputa em 2030, o senador parece reivindicar – ou deixar ao acaso de eventual maioria legislativa – a extensão de hipotético mandato que agora conquiste. Ainda uma vez, o que se evidencia é tanto a tentação de obter um resultado altamente questionável quanto o desprezo cínico pelas regras do jogo.”.
Aí é que está o busilis
Advogado de defesa está dispensado do comportamento ético? Vale tudo? Mentir desbragadamente? Desde o início da causa o defensor de Fernando Sastre, o motorista que dirigia bêbado um Porsche a 156 km/h e que bateu na traseira de um carro e matou seu motorista, vem dizendo enfáticamente que não, que ele não havia bebido apesar de todas as provas em contrário.
Ontem, no segundo dia do julgamento, ele deu várias entrevistas às TVs com ar indignado insistindo no absurdo.
Pois não é que foi desmentido pelo próprio cliente? Sastre confessou que bebeu, no restaurante e, depois, na casa de pôquer para a qual foi em seguida.
A mentirada toda vai ficar por isso mesmo, OAB?
Advogados são indispensáveis, sem eles não se faz justiça – em caixa-baixa, não é a instituição – mas podem ser desonestos na atuação? É aceitável isto, os fins justificam os meios?
Sugestão futebolística
O que mais se vê hoje em dia é um jogador entrar com as quatro patas no adversário, o juiz marca falta e o agressor faz gestos mostrando indignação, “Não fiz nada, é fingimento dele!”.
A ideia: o juiz chama o “inocente”, mostra a gravação do lance por meio de um celular, e expulsa o cara em seguida. Aposto que o mimimi acaba em um mês.
Nem lançaram o primeiro…
E já tem continuação:

O próximo lançamento será “A Fuga dos Trairinhas”.
Uma autoproclamação
Haverá uma próxima edição só na quarta-feira (4) na torcida para que trate do segundo melhor acontecimento do ano, a derrota do ogro nas midterms no dia 3.
Aviso aos leitorantes
Para diminuir minha digitação, manterei no “Mira” e no “Intol” a aspeação somente em nomes de jornais, livros, eventos, filmes, músicas e citações.
(CACALO KFOURI)
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