Ilustração: Benjamim Cafalli
Intolerâncias |22: Erro e erros em destaque, todo dia, toda hora

ESTE ERRO VAI EM DESTAQUE:
Não é erro do g1, pesquisei e achei a prova: “Hora da verdade: você conseguiria um diploma de ensino fundamental em matemática? Resolva 5 perguntas do Encceja”; “Um torcedor, antes de acessar as instalações de um estádio, comprou uma bebida cujo vasilhame de vidro traz no seu rótulo a informação: “Conteúdo líquido: 320 mL”.”. Trata-se de uma das questões da prova de 2020 e enseja uma pergunta: quem formulou a questão tem o diploma? O símbolo de militro é ml, com ele em baixa, pois o do litro é l, com ele em baixa. L é 50 em algarísmos romanos. O erro explica muita coisa no nível da Educação brasileira…
Inauguração inédita! Uma postagem em rede antissocial:

Que coincidência! A junção de um mau redator com um mau gestor. Pode-se, forçando a barra, fazer uma interpretação não pretendida pelo legendador: é um mal que gere, o mal gerindo. Mas ele errou mesmo.
Ó só, a “Folha” chegou antes do “Estadãozinho”: “Só no estado de São Paulo, a rede programou 114 sessões do título nesta quarta-feira, quase metade delas às 11h, o restante entre o meio-dia e 14h45.”. E as 14h45, folhal, é mandatório o uso de artigo em horários senão vira duração, viste? Aqui não é culpa do jornal: “Mesa Redonda, da Gazeta, foi pioneiro de um estilo que degenerou em piada ruim”. O programa está no ar desde 1970 e ninguém se deu o trabalho de pôr o devido hífen.
Não entendi o “ERRAMOS”: “JK foi um dos líderes da Frente Ampla, grupo de oposição à ditadura sufocado pelos militares.”; “ERRAMOS: A Frente Ampla integrada por Juscelino Kubitschek foi criada em 1966 e não existia mais em 1976, diferentemente do que afirmou versão anterior deste texto.”. Não está dito hora nenhuma que ele fazia parte da Frente Ampla quando morreu, só que fez parte sem especificar a data.
Aqui deu confafolhal: “A primeira são os vales refeição e alimentação.”. Ambos os dois, como diria Camões, têm hífen. Basta pôr no primeiro que vale por outro.
No compriendo! “Fez isso para não me pagar”; “Patricia Calderón Valência (Espanha)”; “Uma hora de agressões físicas e psicológicas.”. Trata-se do caso acontecido no Maranhão, o da empregada agredida pela patroa, por que a matéria foi feita na Espanha???
Os folhais foram contaminados pela concorrência… “advogada israelo-americana de direitos humanos e diretora executiva do Comitê Público contra a Tortura em Israel.”. Tem hífen, cara-pálida.
Parece que surgiu um problema grave nas redações, a Síndrome do Raciocínio Dolorido: “Segundo testemunhas, o problema começou a ser sentido entre 12h e 13h —a explosção aconteceu às 16h05.”. Respire fundo e tente acompanhar. Não descobriu por que é às 16h05 como escreveu? Porque aconteceu a – preposição – as – artigo obrigatório antes de horas em horários. Donde o problema começou a ser sentido quando? Entre as 12h e as 13h. Viu como é simples? Deixe os erros só para a Sabesp privatizada por Tarcínico Desfeitas, tá?
Chegaram! E mostrando desatenção total: “O novo espaço fica na Praça Ouvidor Pacheco e Silva, na frente do prédio histórico das Arcadas, no Largo de São Francisco,”. Ilustrando o texto tem o mapa da Prefeitura com o nome sem o de, tem uma vista aérea com nomes das ruas no entorno, o dela sem de, e o estadônicozinho não notou. Ao menos, não hifenaram…
Que ligadão! “O mapeamento foi feito por meio da ferramenta Telegram Scrap, desenvolvida pelo pesquisador Ergon Cugler, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).”. Os estadônicozinhos devem ter estoque de acentos agudos e hifens tal a quantidade que usam errado. Getulio não tem acento – e não teve assento – na FGV.
Noussa, a turma esteve tão ocupada na segunda (11) que não teve tempo de publicar o “O MELHOR DA TV”.
Ih, o estadônicozinharticulista também não está bem na fita: “Em relação à média mundial, o brasileiro de hoje está pior posicionado do que o brasileiro de 2000”. Não, colaborativo, está mais mal posicionado, viste? Particípio…
RIMA não rima com a regra, escriba: “relatório de impacto ambiental (RIMA) e estudo de impacto de vizinhança (EIV),”. É Rima, escriba,
O estadônicozinho é crítico e olha o tamanho da pisada en la pelota: “criado pela avó e pela mãe (desconhece o pai), impactado com a notícia do assassinato de um mecânico chamado Salu, de quem se sentia muito próximo.”. Aí ele reproduz um trecho do livro comentado: “Mataram o borracheiro Salu.”. O morto é um borracheiro, não é mecânico! Dá pra confiar na crítica?
É mesmo, uólica? “Há umas semanas, assisti Gabriel Leone e grande elenco interpretando Hamlet no ex-cinema-ex-igreja do Edifício Copan, em São Paulo.”.
Você ajudou ele? Ah, assistiu a… Outro: “Volta e meia, vejo gente que se revolta com os normalmente caros preços cobrados por taxa de rolha em restaurantes.”. Cara-paliduólico, preço é alto ou baixo, viste?
Que nem a revolta ocorrida da Bahia em 1837, ele não “sabinada”… “debaixo daquele chapéu panamá tem uma cabeça privilegiada para estratégias políticas.”. Chapéu-pananá, revoltosuólico. Por coincidência, o sobrenome dele é Sabino…
Os maus exemplos frutificam, “Estadãozinho” fazendo escola: “Um erro no Instituto Médico Legal de Florianópolis fez com que uma mãe precisasse realizar o sepultamento do próprio filho duas vezes.”. I. Médico-L., uólico.
Oh, céus…“ “A turma do Valdemar é que roubava no Ministério dos Transportes e no DNIT”. Dnit, escriba. “Segundo o deputado, os desvios teriam acabado com a chegada de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Ministério da Infraestrutura.”. Não há quem acabe com os desvios uólicos. Chegada ao, claudicante. Nem lidei com “aquilo”…
Há promessas impossíveis de cumprir 100%, Tico e Teco em coma exigem atendimento rápido do “IntolSamu”. Não dá pra entender como um “jornalista” publica as provas provadas e abusa dos “teria” no texto, praticamente desmentido o teor do publicado. Segue o link do perpetrado pelo vaselinicuólico:
https://www.uol.com.br/flash/?c=ab551ef1550bdc06a779bb33a8b438420260512
A brogueira global, seguindo o padrão daquele outro, pisoteou na informação: “Imagem da câmera de segurança mostra o momento exato em que o homem (de branco), primo de Diogo Couto, o dono de dois restaurantes vizinhos, está com a garrafa tipo Magnum (de dois litros) que estava escondida nas costas, prestes a ser arremessada.”. Não, desespecialista, a Magnum “possui” 1,5 litro. Segue a briga, agora com a Gramática: “Por enquanto, o principal protagonistas da barbárie que ocorreu,”. Qual, a da concordância? Percebeu ou preciso contar? Noussa, é insistente: “E puderam acompanhar o passo-a-passo nas imagens registradas pelo sistema de segurança do restaurantes:”. As imagens hifenaram o passo a passo? E as câmeras estão com visão dupla? Restôs…
O geúnico também deve ser extraterrestre: “Governo Trump divulga arquivos sobre OVNIs e vida alienígena;”; O governo Trump publicou nesta sexta-feira (8) documentos federais dos Estados Unidos sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) e “vida extraterrestre” em um repositório oficial na internet,”. É óvnis, não é mais sigla faz tempo, é substantivo, informadão. E se ainda fosse sigla seria Ovnis, viste? Idenficados mais uma avoação de erros ao longo do texto.
Opa, não foi só o avião: “Avião cargueiro da Gol sai da pista após pouso em Salvador”. Um geúnico também saiu, faz parte dos reis do “PIX” e da “Gol” em vez de Pix e GOL.
O geúnico precisa ser levado pra outro lugar: “As vítimas foram socorridas para hospitais da região.”. Pra escola! Barrabás, quanta inhorância! Foram levadas, desconhecente!
A dúvida “retrós açolante”, como é que conseguem se “deproma-ce” sem saber o básico da ferramenta mais básica da atividade???
A Polícia Civil também não sabe! Matéria no g1 reproduz nota: “A autoridade policial solicitou exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo no 50º DP (Itaim Paulista).”. A autoridade gramatical informa que o legal é Médico-Legal.
Gente, será que o critério do g1 pra contratar é donos de Tico e Teco em coma? “Taxista é suspeito de roubar e agredir idosa de 75 anos em BH; VÍDEO”
Deixando de lado a suspeição – a agressão está gravada no vídeo – e os “teria” apesar do “segundo a vítima”, vamos a outra dificuldade intectual: “Durante o trajeto até a casa dela, no Bairro Jardim América, o motorista teria parado o carro sem autorização da passageira para dar carona a outro homem.”. Como seria possível ele dar carona se não tivesse parado o carro? Por que “outro homem” se a vítima é uma mulher??? “De acordo com a família da vítima, ao chegarem em frente ao prédio onde ela mora, o comparsa pediu ao motorista que tentasse passar R$ 4 mil no cartão bancário da idosa.”. Se o comparsa estava no carro é sinal de que ele deu a carona ou é dedução errada do intolerante? “Ainda segundo o relato, o motorista ficou nervoso, começou a xingar a vítima e exigiu que ela informasse a senha correta. Em seguida, teria roubado a carteira dela, que continha documentos pessoais, cartões e receitas médicas. Ele também quebrou um dos cartões bancários da vítima e o lançou contra ela.”. Como conseguiu quebrar um dos cartões e jogar nela se ele só “teria” pego a carteira? Dããã à quinta potência!
Geúnico, o título está claro? “Senado aprova renovação simplificada da CNH para bons condutores com exame médico obrigatório”. Não falta algo obrigatório? Uma virguleta depois de condutores e mas depois dela?
Hein, geúnico apressadinho? “Governo anuncia fim da taxa das blusinhas; compras internacionais de até U$ 50 deixam de p”. Deixam do quê?
Não desconheúnico! “Veto da UE pode baratear o preço da carne no Brasil? Entenda”. Tente você: baratear a carne, baixar o preço da carne, caramba!
Xiii, caso grave apontado no SP1: “A explosão causou uma vítima fatal”. Uau, não bastou o sofrimento da família, a vítima, além de morrer, é acusada de matar.
Blog do Ancelmo
Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
MrC, faça o mesmo: “Uma pesquisa da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ)”. Faça uma pesquisa no “Volp” e descobrirá que é Asserj… MrC de novo, mas na companhia do errador: “promovido pela secretaria de Turismo e Lazer e realizado naraça Pública, com transmissão pelo You Tube,”. Secretaria… secretária é em bx… YouTube… “Inconformada, Tuany entrou na justiça para anulação da recontagem dos votos,”. Justiça…
MsC não tem jeito… “são mais de 400 mil obras, das quais 128 mil tombadas pelo IPHAN.”. Iphan, escriba. No título e no texto de nota anterior há Iphan com a grafia correta, mas ela não notou… “Iphan tomba provisoriamente antigo DOI-Codi do Rio, principal centro de tortura da ditadura”.
MsC, leitura direta: “Na oficina organizada pelo INPI, foram distribuídos folders que simulam desafios como icebergs”. Inpi, viste? Erro no texto também.
Esta é da dupla ela/jefe: “Recentemente, o MPF também conseguiu decisão judicial para que a União retome a posse do antigo prédio do Instituto Médico Legal (IML),”. Hífen, caras-pálidas.
O jefe admira o errador e o imita: “A coluna resolveu inovar e saber dessa dupla de atores “cabeça” o que eles, fora do palco, andam lendo e assistindo”. Desta, jefe, a de que você trata.
Hein? “A partir de agora, quem for pego manuseando o álbum da Copa ou figurinhas em sala de aula terá os itens confiscados até o horário de saída. As trocas, porém, serão permitidas exclusivamente durante o recreio.”. Errador, interessante, porém não entendi o porquê do porém no seu texto.
Há que ressaltar, o errador errou quase nada do Intol 21 pro 22.
O anônimo sempre presente, desta vez com as digitais do MrC: “A orquestra da região do Cáucaso apresenta um programa dedicado a obras de célebres compositores Georgianos e homenageia o Brasil, através da obra de Villa-lobos,”. Tá na cara, né? Inversão de caixas, gregorianos, Lobos…
Errado na origem: “do interior de Santa Catarina ao comando do Instituto PROA.”. Deve ser Proa. Me “poupa”, vá?: “A partir de 14h.”. Das, escriba secreto.
O “Intol” ficou intolerante com ele mesmo de tanto apontar alguns erros que se repetem e repetem e continuarão a ser cometidos: Assembleia-Geral da ONU, Sérgio [Moro], Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Teatro Municipal, PIX, Itaim-Bibi – em vez dos corretos Assembleia Geral da ONU, Sergio, da Segurança, Theatro, Pix, Itaim Bibi. Por uns tempos não serão apontados, serão apontados somente se houver outros erros no texto. Já os daquele brogue voltarão a ser com força total.
Brasileiros e brasileiras, não adianta, é martelar em ferro frio. Como já disse um grande filósofo, “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é uma coisa diferente”. Se juridicamente se deve tratar como suspeito alguém que evidentemente não é até que seja condenado, para nós, simples mortais ainda não assassinados por um deles, uma figura presa em flagrante, gravada em vídeo cometendo um crime, não é suspeito, é um criminoso, foi ele!!! O “Intol”, nesta edição (20), lidará com o assunto pela última vez por um longo tempo, o tema faz mal para o meu coraçãozinho cheio de maldades – como se refere a mim um amigo.
(CACALO KFOURI)

