Hexa que não queríamos

Haaland

O Hexa que não queríamos. Blog Mário Marinho

O Hexa que não queríamos

Hexa que não queríamos
Haaland

Pela sexta Copa do Mundo seguida, o Brasil é eliminado precocemente. E sempre por um clube europeu.

Esse tipo de triste acontecimento para o brasileiro vem reforçar uma teoria e um alerta que venho fazendo aqui no meu Blog: o futebol brasileiro enfrenta longa crise com a seca de produção de novos valores.

Já houve um tempo que as revelações apareciam, uma, duas, três por ano.

Neymar continua sendo o único craque revelado nestes últimos 20 anos. E Neymar não soube aproveitar a generosa cota de talento que recebeu de Deus.

O jogador foi um craque, sem nunca ter sido um atleta.

Vai encerrar a carreira sem jamais ter conquistado o título de melhor do mundo ou de campeão de uma Copa do Mundo.

Veja o resumo destas seis eliminações.

2006 (Alemanha): Brasil 0 x 1 França

Quatro anos depois da fantástica conquista do penta em 2002, na Copa do Japão, a Seleção Brasileira foi disputar a Copa da Alemanha, 2006, carregada de favoritismo.

Favoritismo que tinha lá sua razão de ser, afinal o time ainda tinha craques daquela conquista, com os Ronaldos, Roberto Carlos, Cafu e Kaká.

Perdemos para a França, 1 a 0 e voltamos para a casa precocemente.

Eis a escalação do Brasil no jogo da derrota para a França:

Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Emerson (Juninho Pernambucano), Kaká (Robinho) e Ronaldinho Gaúcho; Ronaldo e Adriano.

Carlos Alberto Parreira era o técnico.

2010 (África do Sul): Holanda 2 x 1 Brasil

 O técnico agora era Dunga, chamado para impor severa disciplina.

O Brasil fez ótima primeira fase e eliminou o Chile nas oitavas de final.

Vieram as quartas de final e o adversário foi a Holanda,

O Brasil fez 1 a 0, gol de Robinho.

Porém, no segundo tempo levou a virada com dois gols de Wesley Sneijder.

A partida ficou marcada, também, com a expulsão do volante Felipe Melo.

Eis o time brasileiro:

César; Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos (Gilberto); Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves, Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Nilmar).

 2014 (Brasil): Brasil 1 x 7 Alemanha

Mineirão lotado. Time jogando bem, cantando Hino Nacional a plenos pulmões. Tudo isso indicava vitória tranquila.

Bruto engano.

Aos 30 minutos de jogo, a Alemanha já vencia por 5 a 0.

Fechou em 7 a 1, a maior humilhação pela qual já passamos em uma Copa do Mundo.

O técnico era Luiz Felipe Scolari que, sem Neymar e Thiago Silva, machucados, mandou ao gramado mineiro este time:

Júlio César; Maicon, Dante, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho), Oscar e Bernard; Hulk (Ramires) e Fred (Willian).

2018 (Rússia): Brasil 1 x 2 Bélgica

 Sob o comando do técnico Tite, chegamos às quartas de final com um time mais defensivo, porém equilibrado.

No jogo decisivo contra a Bélgica, sofremos um gol contra marcado por Fernandinho e outro marcado pelo atacante Kevin De Bruyne.

O meia Renato Augusto diminuiu o placar. O Brasil pressionou bastante, mas a Bélgica soube se defender.

Este foi o time brasileiro:

 Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto) e Philippe Coutinho; Willian (Firmino), Neymar e Gabriel Jesus.

Técnico: Tite.

2022 (Catar): Croácia 1 (4) x (2) 1 Brasil

O Brasil vencia a Croácia por 1 a 0, gol de Neymar, já na prorrogação e se classificava para as quartas.

Faltando poucos minutos para se esgotar o tempo da prorrogação, o Brasil teve um escanteio a seu favor.

Nossos zagueiros resolveram ir à área adversária para tentar um inútil segundo gol.

Não marcaram e levaram um contra-ataque com o gol de empate da Croácia que levou a disputa aos pênaltis.

A Croácia marcou todos os seus gols. Já no Brasil, Rodrygo e Marquinhos não converteram.

A Croácia se classificou.

O detalhe nessa disputa é que Neymar não cobrou pênalti: ele foi escalado como o quinto cobrador, mas não houve a quinta cobrança.

Pegamos o avião de volta mais cedo.

Eis o time brasileiro dirigido por Tite:

Alisson, Militão (Alex Sandro), Thiago Silva, Marquinhos, Danilo, Casemiro, Paquetá (Fred), Raphinha (Antony), Neymar, Vini Jr (Rodrygo), Richarlison (Pedro).

2026 (Estados Unidos/Canadá/México): Brasil 1 x 2 Noruega

E aí chegamos aos Estados Unidos, na maior Copa de todas (48 participantes) e jogos também no Canadá e no México.

O Brasil jogou contra a Noruega que, a rigor, tem apenas três bons jogadores: o goleiro Nyland, o meia Odegaard e o grandalhão e artilheiro Haaland.

Perdemos por 2 a 1. Dois gols de Haaland. Neymar, cobrando pênalti, fez o gol brasileiro.

O técnico foi o italiano Carlo Ancelotti que mandou a campo este time:

Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson); Rayan (Danilo Santos), Gabriel Martinelli (Neymar) e Vini Jr; Matheus Cunha (Endrick).


Quando se tem um time que é mais fraco tecnicamente, o técnico arma um esquema mais cauteloso.

Porém, o Brasil, mesmo com um time que não é essa Brastemp toda, é melhor que a Noruega.

E, sim, era a Noruega que devia temer o Brasil. E não o contrário.

O time brasileiro buscou pouco o jogo em campo, mas, mesmo assim, criou chances de gols: Bruno Guimarães perdeu um pênalti quando jogo ainda estava 0 a 0.

Depois foi a vez do garoto Hendrick perder uma incrível chance de marcar, ao receber um lançamento preciso de Vini Jr. e sair cara a cara com o goleiro. Ou, como na narração do excelente Everaldo Marques. “Cara a cara e olho no olho”.

É preciso destacar que, desde 2022, o Brasil teve sérios problemas com a entidade maior do seu futebol, a CBF, que teve dois presidentes: um afastado e outro eleito.

No mesmo período a Seleção teve quatro técnicos diferentes: Ramón Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior até chegar em Carlo Ancelotti.

É evidente que Ancelotti não teve o tempo necessário para deixar o time preparado para a Copa.

Mas nada justifica o esquema de jogo medroso que contaminou nossos jogadores, ao ponto de a Noruega, que não é time da primeira prateleira do futebol europeu, terminar o jogo com 60% de tempo de posse de bola, enquanto o Brasil teve apenas 30%.

Faltou ousadia.

Ou coragem.

Veja os melhores momentos do jogo:

 


Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

1 thought on “O Hexa que não queríamos. Blog Mário Marinho

  1. Tenho que discordar do Mestre. Um ano é tempo suficiente, podendo escolher os melhores. O problema e o talento mesmo e a teimosia, convocar Paqueta, entre outros, não dá

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