STF se divide diante da Padroeira. Por Rui Martins
STF se divide… Enquanto fica no ar aquela pergunta – foi mesmo fake news o que circulou sobre uma decisão de Flávio Bolsonaro de, se eleito presidente, derrubar um velho decreto de, se não me engano, de 1930 de Vargas, declarando a Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil?…

Vocês se lembram, comentamos aqui o que consideramos um milagre da Senhora Aparecida, o ministro Flávio Dino do STF, Supremo Tribunal Federal tinha derrubado a decisão do seu colega André Mendonça, agindo no Tribunal Superior Eleitoral, qualificando-a como um tipo de censura.
O humorista Antonio Tabet já havia recolocado no Instagram sua frase proibida sobre família miliciana.
E retomamos, o milagre durou um dia, porque outro ministro, Luiz Fux, ao que parece não evangélico, contradisse Flávio Dino e revalidou a decisão do ministro terrivelmente evangélico André Mendonça obrigando o humorista Antonio Tabet a retirar novamente sua frase do Instagram, sob pena de multas diárias.
Mas a coisa não para aqui – em princípio, o presidente do STF deverá levar ao plenário, para ser debatido e julgado por todos os ministros, duas coisas – se um ministro do STF pode derrubar uma decisão de ministro do STF e se a decisão do ministro André Mendonça foi censura e deve ser anulada.
Enquanto fica no ar aquela pergunta – foi mesmo fake news o que circulou sobre uma decisão de Flávio Bolsonaro de, se eleito presidente, derrubar um velho decreto de, se não me engano, de 1930 de Vargas, declarando a Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil?
Ontem a excelente jornalista do UOL, Daniela Lima, tinha dedicado todo seu programa ao tema e rememorou outras ocasiões envolvendo evangélicos sobre a Padroeira e a declaração ambígua de Flávio 01, de que vai declarar o Brasil para Cristo. Já houve uma reunião da CNBB a respeito e o bispo dom Roberto Francisco Ferreira Paz pediu hoje pela imprensa que Flávio Bolsonaro explique o alcance de sua declaração.
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- Rui Martins também está em versão sonora no Youtube, em seu canal –
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Rui Martins – Direto da Suiça – é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI

