Ramón Díaz
Terra arrasada. Blog Mário Marinho

O Corinthians anunciou a contratação do técnico Fernando Diniz no dia 6 de abril de 2026.
No mesmo dia eu publiquei aqui minha opinião.
Fui um admirador de Fernando Diniz quando ele apareceu no Audax, em Osasco.
Gostei da filosofia do toque de bola, da posse de bola por mais tempo possível – enfim, uma inovação no nosso futebol.
O tempo foi passando e eu fui conhecendo melhor o técnico que acumulou poucos ganhos em sua carreira, à exceção de sua passagem pelo Fluminense.
Muita arrogância, falta de respeito com os jogadores – enfim, um destempero.
Já naquela época o Timão vivia essa sua interminável crise – aquela que começou com a aventura irresponsável da construção da Arena.
Naquela época eu escrevi que o Corinthians deveria ter ido atrás de um técnico mais conservador, de mais diálogo – ou seja: um pacifista.
Pouco depois do meu comentário, encontrei com um velho amigo: o jornalista Flávio Adauto, companheiro de longa data, corintiano e membro do Conselho Deliberativo.
Eis sua opinião sobre aquela contratação:
– Olha, ele é como aquela tempestade de verão. A água vai caindo, vai caindo e de repente aquilo que seria bom torna-se uma tragédia. Erraram na escolha.
Sete jogo seguidos sem uma vitória é dose cavalar para acabar com a paciência de qualquer um.
É preciso reconhecer que o Corinthians tem um elenco pequeno, bastante limitado.
Mas, o time não é assim tão ruim para estar na 16ª colocação no Brasileirão, a um ponto de entrar na Z4, a zona da degola.
Muito provavelmente entrará nessa pegajosa Zona já no próximo fim de semana, quando terá pela frente o poderoso Palmeiras.
Diniz enfrentou problemas sérios em sua passagem pelo Timão, como a contusão de Yuri Alberto, que não tem substituto no elenco.
Enfrentou contusões de jogadores importantes e até a lenga-lenga da renovação do contrato de Memphis Depay.
Mas perder para a Chapecoense em plena Arena Neo Química foi demais.
Ser eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores quase que seguidamente, é demais.
São sete as derrotas seguidas:
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- 07/10/2026 – Internacional 2 x 1 SCCP
- 20/09/2026 – SCCP1 x 3 Fluminense
- 13/09/2026 – Flamengo 2 x 1 SCCP
- 06/09/2026 – SCCP 1 x 2 Chapecoense
- 30/08/2026 – SCCP 0 x 1 Santos
- 23/08/2026 – Coritiba 2 x 1 SCCP
- 16/08/2026 – SCCP 1 x 2 Cruzeiro
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Além dos problemas administrativos, como impedimento do Presidente, desentendimentos entre conselheiros, problemas jurídicos e até policiais, o Corinthians teve – e tem – também o TransferBan que o impede de vender ou contratar novos jogadores.
Mas aí é que entra o treinador.
Ele não pode fazer milagres, mas pode fazer o time jogar e não enfileirar sete jogos sem vitória.
Não se pode nem dizer que ele não teve tempo.
O calendário do futebol brasileiro é apertado e não dá aos times um razoável tempo para treinamentos, para colocar a casa em ordem.
Porém, o Diniz teve pelo menos os 15 dias da Copa do Mundo para acertar algumas pontas.
E não o fez.
Pelo menos o que se viu ontem contra o Internacional foi um desastre.
Era jogo de seis pontos, pois o Inter é o primeiro na Zona de Rebaixamento.
O Timão teve a volta de Yuri Alberto, ainda sem totais condições físicas, mas lá estava com sua conhecida garra.
Não se pode dizer o mesmo de Depay e Garro que passearam em campo.
Garro, inclusive, cometeu o erro grosseiro de tentar sair jogando dentro da área corintiana e acabou perdendo o controle da bola e daí o Internacional marcou o seu segundo gol.
Ah! – exclamará o corintiano defensor de Diniz, foram três bolas na trave.
Meu amigo! – já cantava há alguns anos a banda mineira Skank que bola na trave não altera o placar.
E o que se viu nessas três oportunidades, e em duas outras boas conclusões que pararam nas ótimas defesas do goleiro do Inter, não foi um domínio técnico: foi um desorganizado abafa do Timão sobre o Colorado gaúcho.
A total desorganização em campo.
Veja os números da campanha com Fernando Diniz:
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- Jogos Totais: 33 partidas
- Vitórias: 13
- Empates: 8
- Derrotas: 12
- Aproveitamento Geral: 47%
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Agora, veja os números de 2007, quando o Timão caiu para a Série B:
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- Jogos: 38
- Vitórias: 10
- Empates: 14
- Derrotas: 14
- Gols Pró: 40
- Gols Contra: 50
- Saldo de Gols: -10
- Aproveitamento: 38%
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São números alarmantemente parecidos.
No começo desta semana, conversei com um ex-diretor do Palmeiras, importante dirigente do setor financeiro, o doutor Francisco Busico, hoje presidente da Associação dos Aposentados Funcionários da Cesp. E ele fez uma previsão catastrófica para os corintianos:
– Pode escrever: se perder para o Internacional, vai cair.
O Corinthians iniciou negociação com o técnico argentino Ramón Diaz, que já evitou a queda corintiana há dois anos. Não só evitou a queda, como colocou o time entre os seis primeiros do Brasileirão.
Cruzeiro
Entra no Top 5
Jogando bem e com tranquilidade, o Cruzeiro passou, sem sustos sobre o São Paulo, na noite desta quarta-feira, no Mineirão.
Os gols foram do artilheiro Kaio Jorge e Zé Lucas.
O São Paulo teve alguns importantes desfalques.
Mas a pressão sobre o técnico Dorival Jr. vai aumentando a cada mau resultado.
Enquanto o Cruzeiro pulou para o 4º lugar na classificação do Brasileirão, o Tricolor paulista se manteve em 11º e depois de amanhã enfrenta o Vitória que tem os mesmos 36 pontos e está em 12º por diferença de gols marcados.
As Soberanas
Desbancam as Brabas
Nas últimas 10 competições do Brasileirão Feminino, o Corinthians participou de todas as finais.
Ganhou as últimas seis. Era, portanto, hexacampeão – sabe aquele título que o brasil persegue?
Pois é, mas a hegemonia acabou no último fim de semana.
O título foi disputado e perdido para o São Paulo que venceu os dois jogos: na Arena corintiana e no Morumbis.
No Morumbis, por sinal, foi batido o recorde sul-americano de público no futebol feminino: 49. 405 torcedores.
As Soberanas venceram os dois jogos dominando completamente as adversárias.
Portanto, as meninas Tricolores estão no topo e são, mais do que nunca, soberanas.
Veja os gols da quarta-feira:
https://youtu.be/wTQOHdljA6w?si=0GKDRFLTvsEDAifq
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
