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Verdão no 220. Blog Mário Marinho

 Verdão no 220

Verdão no 220

Foi como mudar da água para o vinho.

O primeiro jogo de Palmeiras e Vasco, neste domingo, no Nubank Parque, foi lento, devagar quase parando, modorrento.

E em boa parte do primeiro tempo o Vasco, lá da Zona de Rebaixamento, dominou o líder do Brasileirão.

Onde estava aquele Verdão sempre pronto para arrancadas furiosas em direção ao gol adversário, arrancadas que, quase sempre, terminavam nas redes adversárias?

Não estava em campo, mas estava no vestiário.

O Verdão que voltou para o segundo tempo foi outro.

É como se o time inteiro tivesse sido ligado na tomada de 220 volts.

Voltou um time elétrico.

Foram necessários apenas 10 minutos de jogo para fazer 3 a 0.

O técnico Abel Ferreira contou o que disse aos jogadores no vestiário.

– Fiz uma pergunta simples: isso é o máximo que vocês podem fazer?

Não, não era tudo.

E o Verdão chegou à vitória, 4 a 1, e poderia ter ampliado um pouco mais.

A preocupação do técnico e dos torcedores de um modo geral era essa: na véspera, o Cruzeiro havia vencido o Flamengo, no Maracanã, 2 a 1.

Era uma imperdível chance de abrir vantagem sobre os cariocas. Foi o que aconteceu.

Com a vitória, o Palmeiras chegou aos 51 pontos e abriu seis de vantagem sobre o Flamengo que tem um jogo a menos.

Não é uma vantagem astronômica e tão pouco definitiva, mas não se pode perder chances como essa.

Além de abrir a diferença de pontos, o jogo serviu também para reabilitar o bom goleiro Carlos Miguel que vinha sendo espezinhado pela torcida Verde.

Na próxima rodada a situação pode até ficar melhor: o Flamengo vai enfrentar o Botafogo que é o 11º colocado. Mas, é um clássico.

E como dizia Vicente Mateus: um clássico é um clássico e vice-versa.

Já o Palmeiras tem missão menos espinhosa: jogará contra o Mirassol, lá, que está na Zona de Rebaixamento.

Que fase,

Tricolor!

Perder faz parte do jogo.

Mas ficar dez partidas sem vencer já não é normal.

Muito menos para um time da grandeza do São Paulo.

E pior: perdeu para o lanterna do campeonato, o Chapecoense, que conseguiu ontem sua segunda vitória no Brasileirão! Aleluia!

O que está acontecendo, Dorival?

O São Paulo é o 13º colocado, ainda não corre riscos – ainda.

Seu próximo adversário é o Bragantino, 7º colocado.

O jogo será no Morumbis, se é que isso, atualmente, ajuda muito.

Timão

para no Coritiba

Depois da façanha de conseguir a classificação para as quartas de final da Libertadores, no meio da semana, esperava-se um pouco mais do Timão neste domingo.

Mas foi batido, 2 a 1.

Dizem que os números não mentem, mas enganam: o Timão teve mais posse de bola e chutou mais bolas ao gol do seu adversário.

Só que o Coxa foi mais eficiente.

O Coritiba está com 24 pontos ganhos, em 8º lugar, mesmo número de pontos do Corinthians que está em 10º.

O próximo adversário do Coritiba será o Remo.

Já o Corinthians, pelo Brasileirão, pega o Santos.

Por falar em Santos, o time que já foi de Pelé e hoje é de Neymar, pega o Corinthians.

Esse clássico tem história: nos anos 60, o Corinthians ficou sem ganhar do Santos por 11 anos, de 1957 a 1968, em jogos válidos pelo Campeonato Paulista.

Dizia-se, na época, que em dia de clássico entre os dois, alguém sempre escrevia na lousa do vestiário: hoje é dia de bicho.

Até que chegou o dia 6 de março de 1968 e o Timão venceu por 2 a 0, gols de Paulo Borges e Flávio.

Para os saudosistas, eis as escalações dos dois times:

Corinthians: Diogo, Osvaldo Cunha, Ditão, Luís Carlos (Clóvis) e Maciel; Édson Cegonha e Rivelino; Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo. Téc.: Lula

Santos (SP): Cláudio, Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel (Oberdã) e Rildo; Lima e Negreiros; Kaneko, Toninho, Pelé e Edu. Téc.: Antoninho

Já que estamos falando em Santos, mesmo jogando em casa, ficou no empate, 1 a 1, com o Mirassol. Por isso, ficou em 14º lugar no Brasileirão.

O Santos já viveu dias melhores.

Convite

Para você

No próximo dia 2 de setembro, o jornalista Odir Cunha, dono de um dos ótimos textos daquela brilhante equipe do Jornal da Tarde, estará presente na livraria Footnoir, na rua Artur de Azevedo, 1905, Pinheiros, São Paulo,  a partir das 19 horas, levando papo sobre futebol com os amigos presentes.

Será ótima chance para um bate-papo e também oportunidade para comprar o livro ”O céu e o inferno de Tonho Guerreiro”.

É uma bela história deste que foi um dos grandes artilheiros do futebol brasileiro.


  • FOTO SOFIA MARINHO Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

 

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