Não, não pintou o campeão. Blog do Mário Marinho

Não, não pintou o campeão. Blog do Mário Marinho

Não, não pintou o campeão. Blog do Mário Marinho

Termina o jogo com a vitória do Corinthians sobre o Athletico Paranaense, 1 a 0, e o telefone toca.

Do outro lado, o sempre bem-humorado Flávio Adauto comunica eufórico:

– Viu? Pintou o campeão!

Jornalista experiente – trabalhamos juntos nos bons tempos do bom Jornal da Tarde e em outras lides esportivas, como na Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) – o Flávio chegou a ser vice-presidente de futebol do Corinthians e conhece como poucos os complicados meandros do mundo do futebol.

É claro que o “pintou o campeão” é pura ironia.

Mas, a segunda vitória consecutiva de um time com poucas perspectivas no Brasileirão, acabou por colocá-lo no G6, grupo dos times que se qualificam para a Libertadores.

Claro que muita água vai rolar ainda sob e sobre a ponte até o final do ano.

Mas, essas duas vitórias – Ceará e Athletico PR – podem ser um bom indicativo de que o Timão encontrou o seu caminho.

O que se viu ontem em campo foi um time menos apavorado, mais senhor de si e com paciência para tocar a bola e envolver o adversário. Aliás, o gol da vitória foi uma prova dessa paciência: foram inúmeras as trocas de passes até que Fábio Santos fez o cruzamento na medida para Roni marcar.

Com a vitória de ontem, o Timão ultrapassou o Athletico PR e alcançou, como disse acima, o sexto lugar. Para quem já esteve nas vizinhanças do rebaixamento, é um feito e tanto.

Mas…

No futebol vale aquela máxima da ilustrada Dilma Rousseff: “Tudo o que é pode não ser, assim como tudo que não é pode ser”.

Assim, toda teoria pode ser desmentida nos próximos jogos e o Timão voltar a apresentar toda a mediocridade que mostrou nos primeiros jogos deste Brasileirão.

Veja os gols do Fantástico:

A lamentável

experiência

Como era de se esperar, deu errado a experiência mineira com a volta do torcedor ao Mineirão.

No primeiro jogo, do Atlético, os torcedores se aglomeraram no entorno do Mineirão horas antes do jogo começar, continuaram aglomerados dentro do estádio e assim ficaram depois do jogo terminado.

Além da aglomeração, o uso obrigatório de máscaras foi simplesmente ignorado.

A vitória por 3 a 0 sobre o River Plate foi comemorada como se fosse a conquista do Mundial.

Tanta euforia talvez possa ser explicada não só pela vitória, mas também pela liberdade alcançada nessa pandemia.

O desatino dos torcedores valeu um pungente desabafo do prefeito de BH que se autodenominou burro por ter autorizado a presença dos torcedores.

Prometeu se redimir para os próximos jogos.

No jogo do Cruzeiro contra o Confiança, vitória por 1 a 0, pela Série B, o panorama foi o mesmo: aglomeração e o não uso de máscaras.

O prefeito Kalil terá reunião hoje em BH com o secretário de Saúde e os presidentes do Atlético, Cruzeiro e América.

O péssimo exemplo mineiro deve ser visto e estudado pelos outros Estados.

Será que está na hora da volta do público aos eventos esportivos que, por si só, são um convite à aglomeração?

Ou alguém, em sã consciência, acha que a vitória de seu time e ou a marcação do esperado gol vão ser comemoradas disciplinadamente com cada um no seu quadrado?

A morte de

Bebeto Oliveira

Morreu neste domingo (22), aos 79 anos, Bebeto de Oliveira, ex-empregador físico do São Paulo Futebol Clube. A causa da morte não foi informada. Ele residia em Campinas, interior de São Paulo.

Bebeto, Carlos Roberto Valente de Oliveira, também foi jogador de futebol profissional, com passagens, entre outros, por Ponte Preta, e Ferroviária (SP), e foi o preparador físico que trabalhou ao lado do também saudoso técnico Cilinho no time que ganhou o apelido de “Menudos do Morumbi” na década de 1980.

Também trabalhou no Flamengo no início da década de 1990, ao lado de Vanderlei Luxemburgo, como preparador físico do clube carioca e na Seleção Olímpica que disputou os Jogos de Seul em 1988, quando a equipe voltou com a medalha de prata.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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