Palmeiras e Flamengo, o bom repeteco.

Palmeiras e Flamengo, o bom repeteco. Blog do Mário Marinho

Palmeiras e Flamengo, o bom repeteco. 

Será um jogo gostoso de se ver, nesse próximo dia 27 de novembro, como foram os outros encontros desses dois monstros. Só, que desta vez, estará valendo o título da Libertadores e uma boa graninha: o campeão embolsará o total de R$ 80 milhões e o vice ficará com R$ 32 milhões. É grana pra ninguém botar defeito.

Para se ter uma ideia do tamanho da grana, o Brasileirão paga 33 milhões ao vencedor, e 31 milhões ao vice.

Além da grana, a classificação para disputar o título do mundial de clubes da Fifa.

O Flamengo chegou com mais facilidade a essa final: enfrentou o Barcelona, de Guayaquil, um time de muita raça, mas de pouca técnica.

Já o Palmeiras enfrentou aquele que, até o momento, é apontado como o melhor time do Brasileirão, líder na classificação até com uma certa folga sobre o seu mais próximo perseguidor, exatamente o Palmeiras.

O Mengo venceu o Barcelona no Maracanã, na semana passada, por 2 a 0. Teve alguns momentos de preocupação, mas, pode-se dizer, que foi uma vitória sem dores.

No jogo de ontem, vitória pelo mesmo placar e uma exibição exuberante. Principalmente de Bruno Henrique autor dos dois gols (foto acima).

Poderia ter sido de bem mais, se os flamenguistas não tivessem tirado o pé do acelerador. Mas, com a vitória garantida, já pensando na retomada do Brasileirão neste domingo e ainda com boas chances de disputar o título dá para entender a opção.

Já o Palmeiras teve pela frente uma pedreira para chegar à decisão.

Na verdade, poucos acreditavam que o Verdão poderia passar pelo Galo que, até então, parecia imbatível.

Seu técnico, o polêmico Abel Ferreira, viveu momentos em que foi de burro a gênio num estalar de dedos.

Aliás, já dizia o jornalista, dramaturgo, escritor, cronista Nelson Rodrigues, que o brasileiro vai da fossa à euforia em menos de um segundo.

Abel Ferreira optou por um esquema de jogo ousado e perigoso na primeira partida: jogar para não tomar gol. A vitória ficou em segundo plano.

No jogo seguinte, no Mineirão, jogar por um gol.

É muita ousadia essa estratégia para um time grande. Até porque, convencer seus jogadores a entrarem em campo para empatar não deve ter sido fácil.

Assim, terminado o primeiro jogo no 0 a 0, Abel Ferreira foi chamado de burro e outros qualificativos menos publicáveis.

Veio o segundo jogo e eis que o Atlético faz 1 a 0.

Eram favas contadas, dizia-se, em Minas Gerais.

O português não se abalou nem se movimentou na sua tradicional pose à beirada do gramado, sentado sobre os calcanhares.

Apenas pediu calma e mostrou a cabeça. Tipo: mantenham a cabeça no lugar.

E o gol do empate veio. O gol salvador que levou o Verdão à final da Libertadores.

Então, Abel Ferreira virou O Estrategista.

Mas, o perigo foi muito, muito grande.

Raciocine comigo.

Pegue o mesmo time, com os mesmos jogadores, jogando nos mesmos estádios – tudo igualzinho.

Se o Hulk não perde o pênalti no primeiro jogo, a primeira fase da estratégia já tinha ido para o espaço.

No segundo jogo, se o zagueiro atleticano Nathan Silva não comete aquela falha absurda, perdendo a jogada para o veloz Gabriel Veron que cruzou para Dudu marcar, a segunda fase da estratégia teria ido para o espaço.

Ou seja: a ousada estratégia deu certo porque o Imponderável de Almeida, personagem criado por Nelson Rodrigues, entrou em campo.

Daí, o desabafo fortíssimo e quase incontrolável do português ao final do jogo.

Depois, para explicar tão forte reação, ele disse que se dirigia a um vizinho que vivia incomodando, pegando no seu pé.

Ao que parece, o Vizinho Chato é um personagem de ficção que poderia até ter sido criado por Nelson Rodrigues.

Veja os melhores momentos da vitória do Flamengo:

https://youtu.be/5GGI9bOr82M

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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