Galo

Galo, legítimo Supercampeão. Blog do Mário Marinho

GALO O LEGÍTIMO CAMPEÃO

Já faz algum tempinho que não se vê nos gramados brasileiros um jogo com o nível de técnica, de disciplina e de emoção que esse Atlético e Flamengo proporcionou ontem em Cuiabá.

Os dois times terminaram a temporada de 2021 como os melhores do ano. Agora, porém, com técnicos novos e iniciando nova temporada não prometiam um jogo à altura do que fizeram na temporada passada.

Eu, pelo menos, não esperava muito.

Mas, como diria o poeta, ledo engano.

O Atlético, com o argentino El Turco Mohamed no comando, não trouxe muitas novidades.

Ainda bem para os atleticanos.

O técnico argentino, que ainda não conhece bem o Atlético e muito menos o futebol brasileiro, procurou saída inteligente.

Por que mexer no que está dando certo?

Assim, manteve o time com a mesma esquematização tática da vencedora época de Cuca.

Do outro lado, o português Paulo Souza fez algumas experiências com o time no começo do campeonato carioca, mas, sem chegar a conclusões definitivas.

Assim, os dois times começaram o jogo de ontem mais ou menos como terminaram no ano passado: procurando o ataque.

O jogo seguia em alto nível e parecia que terminaria o primeiro tempo empatado, quando Nacho Fernandes aproveitou bola mal rebatida pelo goleiro Hugo Fernandez para fazer Atlético 1 a 0.

Mas logo aos 11 minutos do segundo tempo, Gabigol empatava.

E, como um rolo compressor, o Mengão foi espremendo o Galo e conseguiu o gol da virada aos 18 minutos, com Bruno Henrique.

Porém o Atlético não se entregou, não sentiu o gol do adversário e aos 29 minutos conseguiu o empate com seu incrível artilheiro Hulk.

Foi emoção de lado a lado até o apito final do tranquilo e grandalhão Anderson Daronco.

Veio a decisão por pênalti.

Que por si só já traz muita emoção.

Mas ontem houve uma dose de exagero.

Foram 24 cobranças para chegar ao Supercampeão.

Na primeira fase, as cobranças foram executadas com maestria, sem a menor chance para os goleiros.

Depois, começaram os erros.

O primeiro deles foi do bom goleiro atleticano, Everson que, em sua cobrança, mandou a bola para o alto, mas muito para o alto. Pareceu até um zagueiro da várzea cobrando um tiro de meta.

Na sequência, ele se redimiu e impediu que o Mengão se tornasse campeão ao fazer a defesa.

Aconteceu uma série de erros: cobranças mal feitas, bolas para fora ou boas defesas dos goleiros.

Terminadas as cobranças de todos os jogadores de cada time, começou tudo outra vez.

Como aconteceu na abertura das cobranças, Hulk cobrou o primeiro para o Galo e marcou.

Do lado do Flamengo, esperava-se que o cobrador fosse Gabigol, como aconteceu na abertura das cobranças. Mas, em vez dele, veio o jovem Vitinho.

Correu, bateu… e Everson defendeu.

Galo Supercampeão. Placar do jogo: 2 a 2; placar dos pênaltis: 8 a 7.

Por que Gabigol não cobrou pela segunda vez? Mistério rubro-negro.

Não dá para fazer adivinhações, mas o dia parecia mesmo ser alvinegro – com cobrança do Gabigol ou não.

Festa em Cuiabá, festa em Belo Horizonte.

O Galo ganhou com a mesma legitimidade e competência com que ganhou tudo no ano passado.

E, se forem mantidas as mesmas condições de temperatura e pressão, pode-se pensar num ano preto e branco nesse 2022.

A festa foi bonita, dentro e fora de campo.

Dentro, volto a repetir, pelo futebol fino, envolvente e espetacular dos dois times.

Fora de campo, a torcida participou, vibrou, sofreu, chorou, sorriu e comemorou.

Tudo dentro de níveis altamente civilizados.

O que destoou foi a briga entre cartolas dos clubes e a CBF nos dias que antecederam o jogo pela decisão do local.

Não houve acordo entre os dois clubes, sobraram acusações e a CBF chegou até a levantar a possibilidade de um jogo nos Estados Unidos.

Fica a lição.

A CBF deve, desde já, abrir concorrência, preferencialmente, para cidades fora do eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais-Rio Grande do Sul que queiram sediar a final.

Mais ou menos como se faz nos moldes da Champions League.

Isso deve ser decidido com bastante antecedência.

Assim, não teremos as baixarias que os cartolas costumam nos brindar.

Parabéns, Galo!!!

Goleada

do Tricolor

Depois de assistir ao espetáculo propiciado por Atlético e Flamengo, fui assistir a Santos e São Paulo.

Meu Deus!, que diferença!

O primeiro tempo foi daqueles de dar vontade de desligar a televisão e procurar qualquer outra coisa melhor para passar o tempo.

Mas, por força de ofício, segui em frente.

O segundo tempo melhorou um pouco.

Comentando o jogo para o meu amigo Jarbas Duarte, disse, resumidamente, o seguinte: um jogo que termina 3 a 0, normalmente é um bom jogo.

E quem vence por 3 a 0, normalmente joga bem.

Mas não foi o que aconteceu no clássico apelidado, aqui em São Paulo de SanSão.

O São Paulo venceu muito mais pela fraqueza do adversário do que por grandes méritos.

Mas, de todo jeito, a vitória foi muito importante para o São Paulo que chegou aos 11 pontos, em sete jogos, ocupando o segundo lugar do Grupo B, liderado pelo São Bernardo que tem 14 (classificam-se para a próxima fase do Paulistão os dois primeiros colocados de cada Grupo).

Além de ter sido importante para colocar o Tricolor na disputa da classificação dá uma certa folga, um ar para o técnico Rogério Ceni respirar.

Já para o Santos, a coisa se complica.

O time está sem técnico, já que Carille foi dispensado no meio da semana.

O elenco é fraco.

Ou seja, o novo técnico que chegar vai precisar de tempo para conhecer o elenco e encontrar uma solução.

E tempo é o que o Santos não tem.

O Santos é o segundo colocado de seu grupo com 9 pontos em 8 jogos (o líder é o Bragantino com 16 pontos nos mesmos 8 jogos).

Abaixo e na cola do Santos, estão Ponte Preta e Santo André com 7 pontos.

Ou seja: a situação do Santos é perigosíssima.

Pode não só ficar de fora da próxima fase como até cair para a Série B do Paulistão.

Quem te viu e quem te vê…

Veja os gols do domingo:

https://youtu.be/THtzb5wEn0Q

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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