Mengo, tu és campeão!

Mengo, tu és campeão! Blog Mário Marinho

 Mengo, tu és campeão! 

Mengo, tu és campeão!

Para quem costuma ler essas bem traçadas linhas (pelo menos eu espero que assim seja), o título acima não é manifestação de amor incontido, de paixão desmesurada pelo Flamengo.

Como contei no blog anterior, quando eu tinha sete/oito anos, morei durante um ano no Rio de Janeiro. Como sempre gostei muito de rádio e de futebol, não perdia a edição semanal do “Balança, mas não cai” da Rádio Nacional, rádio que era forte como a TV Globo de hoje.

No programa sempre aparecia um personagem representando o Flamengo que abria sua participação exclamando, com voz potente e orgulhosa: “Mengo tu és o maior!”

Claro que me tornei flamenguista, paixão que durou o tempo em que lá morei. Depois, de volta às Minas Gerais, retomei à minha paixão antiga: o América mineiro.

Assim, sempre que o Flamengo ganha algum título – e ele está sempre ganhando – a paixão infantil e a alegria daqueles dias na Ilha do Fundão, que estava sendo preparada para receber a Cidade Universitária do Rio de Janeiro, voltam aos borbotões.

E imagina quando isso acontece com a conquista de dois títulos de muita importância: a Libertadores da América e, quatro dias depois, o Campeonato Brasileiro, a disputa mais difícil do mundo do futebol.

Aquele personagem do “Balança, mas não cai” certamente estaria aparecendo no Jornal Nacional.

Para desespero dos anti.

E para desespero daqueles que tentaram deslustrar a conquista lá no Peru alegando, por exemplo, que o juiz protegeu o Flamengo ao não expulsar o desmiolado Eric Pulgar que agrediu, criminosamente, o zagueiro Fuchs do Verdão.

“Porque com 10 o Flamengo não iria aguentar”.

Será?

Na véspera do jogo Flamengo x Palmeiras, em Lima, fui entrevistado pela Rádio Futebol ao Vivo, emissora criada pelo jornalista Jarbas Duarte, criador dessa importante emissora, www.radiofutebol.com.br e que me fez uma pergunta nada fácil de responder:

Quem vai ser o campeão amanhã, em Lima?

Não há tempo para você pensar, analisar, refletir.

Respondi de bate-pronto: Flamengo.

Aí, o Jarbas Duarte me deu tempo.

Por quê?

Em minha opinião, Palmeiras e Flamengo são os dois melhores times do Brasil atualmente. Não há o que discutir.

Mas a diferença entre um e outro é muito pequena.

Vamos dizer que o Flamengo é nota 10.

E o Palmeiras?

É nota 9,5, 9,6 por aí.

Como diria o mineiro: “Tá garradim, garradim”

Portanto, com diferença tão pequena, não é a nota que vai determinar o campeão, mas, sim, o que acontecer durante o jogo.

E o que aconteceu?

Os dois jogaram muito mal, bem abaixo de suas reais possibilidades.

O jogo foi feio, truncado, medroso.

Quem foi o grande destaque?

Não houve.

Os dois times jogaram mal. Porém, um deles conseguiu marcar um gol – este foi o grande diferencial.

Nesta quarta-feira o Flamengo voltou ao Maracanã para enfrentar o Ceará.

Maracanã lotado, cenário perfeito para uma grande decisão.

Foi um jogo muito disputado e o Mengão conseguiu fazer 1 a 0, mesmo placar da conquista em Lima.

Deu-se por satisfeito e foi comemorar junto da galera que pôde festejar o nono título de Campeão Brasileiro: 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009, 2019, 2020 e 2025.

Olha o Neymar aí,

minha gente!!!

Em grande estilo, Neymar marcou presença no jogo de ontem, contra o Juventude e fez os três gols da vitória santista por 3 a 0 e praticamente livrou seu time da terrível ameaça do rebaixamento.

Ainda se recuperando de um problema no joelho, o papai da pequena Helena, não tomou conhecimento das dores: correu, chutou, pulou, cabeceou, dividiu jogadas – fez tudo o que se espera de um jogador determinado dentro de campo.

Fico feliz assistindo a esse Neymar em jogo porque – parece – que ele está encontrando o caminho de volta para a Seleção Brasileira.

Se continuar sério, focado, com toda certeza terá seu lugar no time da Copa do Mundo do ano que vem.

E não sou o único a pensar assim: Carlo Ancelotti também tem o mesmo pensamento.

Nada melhor do que ter ao seu lado, com o mesmo pensamento, pessoa tão vencedora na vida.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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