problema

Ilustração: Benjamim Cafalli

problema
Ilustração: Benjamim Cafalli

 Não percebem que o problema é outro

A “Folha de S.Paulo” no dia 29/12 publicou artigo com o título “Jornalismo sob ataque, democracia em erosão”. Em um trecho consta que “Agora, o alvo é Malu Gaspar, que publicou no jornal O Globo uma reportagem na qual, a partir do cruzamento de seis fontes, indica que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, teria conversado com o presidente do Banco Central em prol do Banco Master. (…). A imprensa precisa de fontes anônimas para cumprir sua função: o escrutínio do poder público.”.

A autora não notou que a vítima da erosão é a Imprensa com seus “teria”, “teriam”, “suspeitos” evidentemente não suspeitos, textos mal escritos, com erros de Gramática e grafia crassos. Sim, fontes anônimas são necessárias, mas que afirmem sem sombra de dúvidas o que estão contando e não levantando hipóteses. Anônimas e sem ter certeza de que dizem pra que servem a não ser para levantar mais suspeitas a respeito do que já está sob suspeita? Fofocagem barata! Noventa por cento dos escribas desconhecem o sentido de “segundo Fulano ou segundo a Polícia”, não percebem que “segundo” implica que não cabe o futuro do pretérito. Segundo a fonte, o que está sendo contado, aconteceu. Se é verdade ou não é outra questão.

A jornalista citada tem sido alvo de críticas de seus próprios colegas dada a fragilidade de seus “teria”. Em nada do que publicou há uma afirmação. Teve mais um defensor, Demétrio Magnoli, também da “Folha”, um do tipo que o já ido jornalista Roberto Avallone classificava como “polêmico”.

Advogados, figuras fundamentais na defesa das pessoas, muitas vezes, causam estranhamento com suas atitudes. Basta consultar o passado de Celso Vilardi e tentar entender como pode ser defensor de um sabidamente criminoso de quatro costados – e patas… Mas é o papel dos advogados, mesmo que a gente não se conforme com o fato de eles saberem que o cliente é culpado. Sem dúvida, o contrato da mulher do ministro com o Banco Master é estranho. O valor, R$ 129 milhões para o que der e vier, é indício forte de confissão de culpa da parte do contratante, mas… A história se repete: a ex-mulher de “Adias” Toffoli advoga para a J&F e a CSN e seus processos no STF e no STJ subiram 140% depois da posse dele. Em se falando nele, o professor jurista e desembargador aposentado Wálter Maierovitch definiu “Adias” como dono de parcos conhecimentos jurídicos e recomendou que volte à faculdade para assistir às aulas que perdeu

Tem mais: o “Diário do Poder”, que tem como editor-chefe o envergonhador do Jornalismo, o ex-assessor de Imprensa de Collor de Mello, Cláudio Humberto, publicou que “Após pedir ao STF para anular investigação da PF, governador recepciona Dino em pousada da família” [Flávio] Dino estaria sendo recepcionado pelo governador do Estado, de acordo com Imagens que circulam registrando a presença do ministro. A hospedagem se dá na Pousada Manati, em Barra Grande (PI), que pertence a Francisco Araújo Filho, sogro do governador Rafael Fonteles, e é juridicamente administrado por Danilo Araújo, cunhado do governador. Tá, mas por que estaria, insinuação nível humbértica?

Como tratado no “Mirando” tempo atrás, “À mulher – e às ex também – de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”, e no STF todos, independentemente de interpretações maliciosas, são mulheres de César. O melhor para todos é que os contratos jamais existissem. Levantam suspeitas – cabe aqui o substantivo – que servem de motivo de ataque majoritariamente a um ministro que é odiado devido ao sucesso que teve na preservação da Democracia.Um problemão criado por falta de critério, de bom senso. Mas não é a Democracia que está em erosão… Na própria Corte há pesos econtrapesos. Edson Fachin não me deixa mentir (apesar de encontrar resistência).

Uma provinha da Imprensa erodida está nesta tirada do “Intolerâncias” que será publicado no dia 8: “Homem suspeito de matar idoso de 87 anos com ‘voadora’ no RS é preso”. Segue no texto: “Homem disse à polícia que havia sido agredido pelo idoso minutos antes. Ele também afirmou que não tinha intenção de matar a vítima”. Se ele confirmou que foi ele e afirmou que não tinha intenção de matar como é possível que seja suspeito???

 Sem mencionar a infinita repetição nas TVs que “As pessoas devem se hidratar – ninguém mais bebe água – devido ao forte calor”. Serão os telespectorantes tão burros que precisam ser avisados da necessidade de beber água no calorão??? Solertes repórteres que precisam ler textos em seus celulares, pois não retém a informação conseguida, dando bom dia, boa tarde, boa noite cada vez que entram no ar? E os apresentadores agradecendo pelas entradas, às vezes, dependendo do teor das matérias, enviando pêsames ou pronto restabelecimento? Surpresas e informalidades ensaiadas em reportagens… Aforamente os metidos a engraçadinhos com seus festivais de obviedades e futilidades para gáudio dos “Mamãe, apareci na TV” – Andy Warhol não fazia ideia que fazer qualquer coisa em troca de “15 minutos de fama” que previu seriam trocados por 5 segundos – e seus comentários ornantes com o material patético apresentado. 

Em janeiro de 1997, o jornalista Eugênio – Elegênio, melhor dizendo – Bucci previu o desastre em artigo no ainda “Estadão” com o título “O Jornalismo virou show business”, depois reproduzido em 2009 no livro “A Imprensa e o Dever da Liberdade”, no qual apontou a má influência da indústria do entretenimento no Jornalismo.

O pior dos piores nas TVs ficou para o fim, o fim da picada, o Jornalismo Pandemia. Noventa por cento das entrevistas agora são feitas por Zoom, com som ruim, iluminação pior ainda e mais os constantes congelamentos de imagens.

Mas, calma, a situação vai piorar, há eleições pela frente, serão influenciadas “por nós contra eles e eles contra nós”, qualidade, nem pensar. E, pior, a IA com grande infuência na BN, a burrice natural dos votantes.

Efeito colateral dos piores

 É indiscutível, é importante, mas as estrumpícies transformaram-se praticamente no único assunto em todas as TVs. Mais do mesmo o tempo inteiro. Existem muitos fatos importantes acontecendo que estão sendo deixados de lado, Gaza, principalmente.

Caramba, mal escapamos das intermináveis reportagens a respeito das compras de Natal e previsões do tempo que levam um tempão…

Viva a preguiça, toda a atenção ao repeteco!

Que desânimo…

A Globo apresentou um vídeo em que anuncia a sua programação, as novidades, para 2026. Que tristeza, o nível vai baixar mais ainda. É um SBT metido a fino.

É o fim do mundo!

Qual é a lógica??? O Flamengo acabou com a canoagem do clube. O nome oficial do Mengo é Clube de Regatas do Flamengo. Foi fundado em 1895 para disputar competições de remo, não se pensava em futebol, na Praia do Flamengo.

Resultado? Dispensou o canoísta Isaquias Queiroz, campeão olímpico no Japão, em 2020, e ganhador de mais quatro medalhas olímpicas em 2016.

Que beleeezaaa!

Não existe solução milagrosa…

… assim como não existe almoço de graça. Alguém sempre acaba pagando. É o que vem acontecendo com as propostas milagrosas para salvar o ambiente. Esquecem-se do velho axioma que demonstra que teoria e prática podem não ornar.

Existem duas “soluções” cujos efeitos colaterais não foram levados em conta. Os carros elétricos e geração eólica de energia elétrica.

No caso dos veículos não foi levado em consideração o descarte das baterias, cujos componentes são altamente poluentes e com decomposição longuíssima. Ainda não chegou a hora de descartá-las, uso recente, mas alguém pensou em como será? E, sendo realista, é um sonho em uma noite de verão imaginar que possa existir um futuro próximo sem petróleo. A saída é o uso com mais cuidado e eficiência.

Em relação aos cataventos, o problema é mais grave, ele já causa danos. E seriíssimos! Muitos dos parques eólicos foram construídos sem respeitar a distância recomendada, estão causando graves problemas de saúde nos moradores, originando rachaduras em suas casas, espantando toda a fauna da região.

O problema atinge várias cidades de Pernambuco e da Paraíba. As pessoas estão abandonando os locais em que moram porque não suportam a barulheira. Estão sendo criadas regiões desérticas.

Estudos científicos mostram que viver perto dos cataventos afeta a saúde de moradores, são vítimas da síndrome da turbina eólica. O ruído de baixa frequência causa  insônia, ansiedade, depressão e surdez.

E no país, em que reina a bagunça, a falta de planejamento, criou-se um problema, excesso de geração sem demanda para consumir a energia gerada.

Nesta terra em que se plantando tudo dá, mas sem estudos adequados o que mais dá é coisa malfeita, até hidrelétrica vira problema, é o caso da Usina Belo Monte…

Ah, seguro, né?

Lembram do discurso de como é seguro explorar petróleo na Foz do Amazonas? No domingo (4), a Petrobras teve de interromper uma perfuração porque começou a vazar um fluido devido a problemas nas tubulações.

O fluido que vazou é usado para resfriamento das brocas, mas e se fosse petróleo?

Ih!

Micheque, ao fazer a primeira visita do ano ao GPS – golpista prisioneiro soluçante – descobriu que ele caiu da cama e bateu a cabeça em um móvel. A PF, constatando os danos, mandou-o para a marcenaria…

Ela cometeu dois graves erros, levou um livro para ele, “A Jornada de Meninos a Homens“, trata de algo que ainda não aconteceu com o marido, a transição da infância para a masculinidade. Mas o pior não foi esse, o livro não é de colorir…

(CACALO KFOURI)

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