Raimundo Soldado: o conquistador do Brega. Por Cosme Maurício
Raimundo Soldado nasceu em um ambiente musical no Estado do Maranhão. Seu pai já era músico e os seus irmãos também acabaram se tornando. O apelido Soldado também foi herança de família porque pai e irmãos pertenceram à Força Pública.

Leitores amigos, confesso que escrever sobre música é um desafio e tanto, ainda mais quando estamos em país um multifacetado onde cada região nos apresenta uma característica e uma riqueza musical quase que infinita. Nos últimos meses tenho me debruçado, pesquisado, e tendo contato com diferentes formas de ouvir música.
Antes de escrever sobre Raimundo Soldado vou contar como fui apresentado à sua obra. Frequento diversas lojas que vendem vinil no Centro de São Paulo, principalmente na rua Nova Barão e, não raro, os vendedores apresentam seu catálogo musical.
Pois bem, na nova Barão existe uma loja onde a especialidade é o chamado brega ou música popular (sem demérito nenhum a este gênero tão rico). Certo dia, conversando com o vendedor, ele me apresentou nosso homenageado deste texto, Raimundo Soldado, um cantor que arrastou multidões pelo sertão brasileiro, principalmente Maranhão, Piauí e Pará, locais em que gênero brega é muito popular e ultrapassa classes sociais.
O Brega no Norte e Nordeste adquiriu uma conotação de ritmos que que se misturam ritmos dançantes com letras românticas que propiciam o encontro de pessoas, promovendo festas.
Raimundo Soldado nasceu em um ambiente musical no Estado do Maranhão. Seu pai já era músico e os seus irmãos também acabaram se tornando. O apelido Soldado também foi herança de família porque pai e irmãos pertenceram à Força Pública. Musicalmente se destacou com ritmos como forró, baião e outros ritmos regionais, mas a sua música flertava com a Bossa nova, Tropicália, Jovem Guarda. Brega, no norte e nordeste é esta característica de misturar ritmos e as pessoas acabam sendo seduzidas assim com ritmos que misturam dança, romantismo e sensualidade.
Raimundo Soldado chegou a fazer shows com Marinês, Waldick Soriano e Luiz Gonzaga. Nos anos 70, gravou seis discos pela Copacabana e nos anos de 80 assinou com a EMI onde gravou cinco 5 trabalhos. Suas músicas de destaque foram, “Minha Garota”, “Mulher Orgulhosa”, “Forró de Prainha” , “Forró no Piauí”, etc.
Infelizmente, nosso infante musical no deixou cedo, em 2001, com apenas 55 anos, vítima de meningite. Mas sua obra está disponível no mundo digital.
Quero agradecer ao Portal GGN, que me forneceu muitas informações sobre este ainda pouco conhecido aqui no Sul/ Sudeste, mas que arrebatou multidões no sertão brasileiro.
COSME MAURÍCIO DE JESUS – Formado em Administração de Empresas pelas faculdades Oswaldo Cruz; em História, pelo Centro Universitário 9 de julho e estudante de geografia. Pesquisador sobre música, mantém o Canal Resenha e Música onde apresenta LPs e as suas pesquisas.

Caro Cosme. Você é um Indiana Jonnes da música popular. Um arqueólogo do vinil. Parabéns pela sua evolução e o crescimento do seu trabalho. Obs. o Soldado é a cara do Litlle Richard kkk
Caro Cosme. Você é um Indiana Jonnes da música popular. Um arqueólogo do vinil. Parabéns pela sua evolução e o crescimento do seu trabalho. Obs. o Soldado é a cara do Litlle Richard kk