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Ilustração: Benjamim Cafalli

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Ilustração: Benjamim Cafalli

 A publicação semanal do “Jornalistas&Cia” termina com uma seção de nome “Memórias da Redação”, em que jornalistas veteranos contam suas aventuras. Na última edição foi publicado um texto de um dos grandes, Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto, infelizmente já ido. Foi professor de Jornalismo na Faap, cargo que abandonou para ficar mais tempo com as filhas. Limitou-se ao trabalho no jornal.  Em um trecho do texto está “Da Faap ficou a lembrança da camaradagem, das noitadas de chope nos barzinhos da avenida Angélica, das discussões entre os professores, pois naquela época áurea do jornalismo acreditávamos que era possível burilar e melhorar o texto dos repórteres, mas não ensinar jornalismo. Para nós, a gente nasce ou não nasce para ser repórter. Se em vez de sangue o carinha não tem tinta de imprensa nas veias – naquela época a tinta deixou de ser diluída em produtos petrolíferos e passou a usar óleo de soja –, se não há tinta de imprensa nas veias, não adianta fazer Faculdade, a pessoa nunca vai sentir a notícia, nunca vai perceber o texto se formando sozinho na cachola e implorando para ser posto no papel.”.

 É uma descrição perfeita do que acontece hoje. Mais abaixo está publicado um erro cometido por um repórter da “Folha de S.Paulo”. Publica no texto o nome errado de uma peça de um revólver, mostra desconhecimento total do que seja, e na falta do “sangue”, não sabe o que é e não tem a curiosidade  – dom essencial para um repórter – de saber o que é .

 Elestadônicozinhos voltaram a inaugurar os trabalhos! “A ex-estatal do ramo de siderurgia, criada em 1941 por Getulio Vargas, em Volta Redonda (RJ),”Nããão, cara-pálida, Getúlio só não tem acento na FGV!

 Começaram com tudo: “O Senado aprovou ontem relatório do senador Eduardo Braga (MDB) ao projeto de lei dos minerais críticos que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), além de criar o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE),”. Vê se percebe, PNMCE não dá leitura direta, já Cimce dá…

 O de sempre! “Os pratos e doces passam pelo crivo do diretor executivo e técnico do Le Cordon Bleu no Brasil,”. Dá neles, hífen! Todos sofrem com a síndrome! Diretor-executivo! 

 No, biglittlestate, direct reading: “Ex-diretor-geral da DEAT e advogado são suspeitos de liderar esquema de propina para liberar créditos tributários de empresas”. Deat… Errado de novo mais adiante.

O pior da informação no “MELHOR DA TV”: “VÔLEI • Camp. Paulista Feminino Osasco x Paulistano 19h15 / Barueri”. Vai passar na TV Barueri, cara-pálida???

 Que coincidência! “OUTRO LADO. A Secretaria de Segurança Pública do Estado disse ter considerado diversos fatores na promoção,”. Outro memo erro! DA Segurança, atento estadônicozinholunista. 

Outro altamente “conhecente”: “ao lado do candidato a deputado estadual pelo PSOL Felipe Gomes, uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima.”. Limite, cara-pálida, divisa é entre estados. 

Uma sugestão para a SSP: “Um programa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP),”. Um curso gratuito para os estadônicozinhos serem ensinados que é DA Segurança…

Uau, tem mais ações que causam implicações: “Bastidores: Providências tomadas pelo presidente da Corte implicam em perdas maiores para Alexandre de Moraes em comparação a André Mendonça”. Estudar implica menos erros, implica perdas menores, estadônicozinho!

Mais um geúnico ticotecoso em coma! “Segundo a ação, o deslizamento teria provocado uma enxurrada de lama e escombros na residência vizinha (veja fotos abaixo).”. Derrapou com Tico e com Teco: segundo e teria; veja as fotos em que aparecem os estragos e teria…

Pra completar: “O caso ocorreu na tarde de 6 de novembro de 2024.”. Ocorreu??? Não foi teria ocorrido para justificar os “teria” que usou?

Erro geunicamente abundante e duplo: “Candidatos ao Senado em MG discutem emendas PIX e terras raras; ÍNTEGRA”. OK, na íntegra: Pix e terras-raras…

A incompetência uólica sem limites: “SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), em nota.”. Nota na qual evidentemente está “da” Segurança Pública.

Um capistuólico que não registra o que lê no texto: “’Primeira dama do meu coração’ diz Gabriel David sobre Giovanna Lancellotti”; “Ah, não sei se é a primeira-dama da Beija-Flor, mas ela é a primeira-dama do meu coração,”. Aparece no “abre” do texto, na declaração e ele não notou que tem hífen. Aforamente nas 500 vezes em que Janja é citada. É o que está lá em riba, na abertura.

Um geúnico sendo geuinamente geúnico: “Caso aconteceu nesta sexta-feira (4) e imagens foram divulgadas pela Prefeitura de Tremembé (SP) neste sábado (5).”. Barrabás, nem assim percebe, escriba? Neste usado pro passado e presente??? Nessa, caramba!

Tu tá certo! “Mas eu não acho que tenha a ver com impoténcia,”. Tem a ver com impotência, né, uólico?

O folhal foi mal: “Policial, que também é deputado federal, disse que a decisão ‘reforça o compromisso da justiça com o estado de direito e à ampla defesa’”. Ele disse Justiça em caixa-baixa, escriba? Referiu-se à instituição, não deu pra escutar? Errado de novo mais adiante.

Cuma, folhal?  “um revólver calibre .32, estava sem a mola do percutor,”. Quiéquiéisso??? A Taurus dispaaaraaa, é percussor, viste?

 Nãããooo, folhunista! Et tu(?) “Isto posto, a situação do STF é grave como jamais se viu desde que tentamos criar República de fato, a partir de 1988.”. Primeiramente, é isso, o que está lá em cima. Segundamente, como diria Vicente Matheus, reza a boa maneira não começar a frase pelo pronome demonstrativo, entonces, posto isso, Posto isso, viste?

Epa, opa, folhal: “Próximos shows do Rock in Rio Sábado (12) Palco Mundo Maroon 5, às 0h05”.

Tem certeza? Não é à 0h05? “Domingo (13) Palco Mundo Ivete Sangalo à 17h”. Que relógio confuso! Às 17h, né?

Não compareceram no #38, ficaram com saudades. No J&Cia: “A primeira, sobre a doação de R$ 10 mil dólares do influenciador à deputada republicana Elvira Salazar um mês antes de ela propor um projeto de lei para penalizar Alexandre de Moraes; (…). incluindo falas diretas a Natalia Viana, diretora executiva da Pública. (…). “Eles são ainda mais chocantes quando vindos de figuras centrais a uma campanha para a presidência da República que promete agir contra a violência de gênero”.”. Vamos por partes: R$ dólares??? Deixa o agente laranja saber! Pegaram a doença do “Estadãozinho – dir.-exec., viste? Figuras centrais de uma não é mió?

 Chamem os “Cavaleiros do Apocalipse”! Do comentarista de Literatura da “Cultura FM” e “TV Cultura”: “Comentou as idas e vindas que aconteceu…”. Uau, pensei que fosse aconteceram, mas vou reconsiderar, ele é especialista…   

Blog do Ancelmo
 Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
Vaga-Lume: Camila Araujo

 A inaugurante mistake repete o erro do dia anterior: “No terreno, será implantado o Estância Pernambuco, um mini-condomínio com dez casas.”. Sem hífen, tudo junto, escriba.

A dificuldade geral dos dificultosos demonstrada mais uma vez: “Um aparato tecnológico vai entrar em ação a partir dessa sexta (4) quando terá início o Rock in Rio.”. Desta, mistake…

Mistake, quanta criatividade! “nome dado no jargão de obra para reparamos improvisados.”. Sabe o que reparamos? É reparos…

Dio mio!Roberto Medina está em êxtase com a apresentação de Sir Elton John na noite desta segunda-feira (7) no festival.”. Mistaaaakeee, neste hoje é terça, 8! Nessa! 

A reforma ortográfica vige desde 2009: “Com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues,”; “Depois de passar pelo MAR, pelo MAMAM (Recife),”. Mas a “informadérrima” mistake não sabe: Cocuradoria e Mamam, viste?

O primeirão do jefe: O aeroporto carioca espera receber 643 mil passageiros, 21 % a mais que o festival de 2024”. No, jefe… durante o, jefe… “a concessionária RioGaleão caprichou numa decoração temática e apresentações de dança ao som de uma versão especial da música oficial do evento,”. RIOgaleão, JCaixa.

 Jefe, atenção: “A academia afirma que representantes do Fluminense reconheceram em reunião, realizada em abril deste ano, que a unidade parceira teria direito a aproximadamente R$ 1,5 milhão. No entanto, o clube não teria apresentado os documentos referentes à transferência nem efetuado o repasse dos valores.”. O primeiro teria é admissível, pode ser teria ou tem. O segundo, não, aí vale o afirma que não fez. “A escolinha também solicita que o Fluminense seja condenado ao pagamento de, no mínimo, o valor que teria sido reconhecido pelo clube.”. Este também não cabe, a academia afirma que o clube reconheceu.

Jefe, dois pobrema:  “organizadora do Rock in Rio, e publicado no Diário Oficial de quinta-feira (03/09”. Faltou um parêntese e não se usa o zero nas datas em textos jornalísticos, basico dos basicões, viste?

Caramba, jefe, cita a revista mas não a leu??? “Em artigo na “Piauí”, ele defende Chico Lopes no caso Marka-FonteCindam, em 1999”. Tá na capa, piauí! Errado mais duas vezes.

O errador voltou! Acabou o descanso!  Continuo fazendo músicas mas limitei a cantar sem me acompanhar no piano isso enquanto vou providenciando minha auto-cura.”. E a sua autocura, virá um dia…?

Voltou sendo o ele de sempre: “Oferta será referente ao calendário de 2027 e terá novo ‘painel de gestão’ do espaços”. Deve ter aproveitado para reler sua “Cartilha de Disconcordância Gramatical”. Serve dos, errador? Eh eh eh: “Veja essa novidade.”. Veja esta não novidade… “A grande novidade desta edição é o lançamento de uma plataforma online”. Dependendo do broguista é online ou on-line. Ambas as formas constam nos dicionários do idioma.

MrC… “que a AXIA Energia vai doar para o Rock in Rio Brasil 2026.”. O que acha de Axia? Errado mais uma vez à frente.

Ih, o errador usou o automático para errar! “Patriots manterá o local aberto ao público durante o mês e promoverá diversas ativações”. Atividades, escriba! Errado mais uma vez à frente.

Tsk, tsk, tsk… “Chama atenção o investimento financeiro do Partido Liberal na campanha de Douglas Ruas,”. Chama “a” atenção o fato de o errador ter descansado e não melhorado nada… “Ruas, aliás, também foi capaz de fazer uma doação de R$ 50 mil para própria campanha.”. Para a… “Esta, porém, não foi a candidatura “mais cara” na história do estado do Rio.”. A cada escriba um “e” diferente… Eles ainda vão criar a meia-caixa…

 Vejam como está na nota anterior, da MsC: “A proposta é de autoria da deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) e prevê que o imóvel seja incorporado ao Estado para a criação de um equipamento cultural público”.

Oh, errador, voltou com tudo, hein? “’Óh, meu Mengão’: fundador de torcida do Flamengo conta em livro que tentou evitar que jingle da ditadura fosse adotado”. Abra o livro e veja se tem acento no Oh! Errado no texto também. Pra piorar, no fim do texto está reproduzido o jingle, Oh…

Ói ele de novo: “elaborado a partir de dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA),”. MrC, Sinisa… 

Errador, tá errado, mas não deveria: “Veja esta tática adotada pelo PSOL em uma “fézinha””. É daquelas regras incompreensíveis do vernáculo. O certo é sem acento…

Dá nele, demonstrativo! “Nesses tempos de festival,”. Nestes, errador, o festival não acabou… A gente até fala assim, mas não pode escrever assim, viste?

 O “Intol” ficou intolerante com ele mesmo de tanto apontar alguns erros que se repetem e repetem e continuarão a ser cometidos: Assembleia-Geral da ONU, Sérgio [Moro], Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Teatro Municipal, PIX, Itaim-Bibi, câmpus – em vez dos corretos Assembleia Geral da ONU, Sergio, da Segurança, Theatro, Pix, Itaim Bibi e campus e o plural campi. Por uns tempos não serão apontados, serão apontados somente se houver outros erros no texto. Já os daquele brogue voltarão a ser com força total.
 Mudei de ideia, a suspeição insuspeita passou dos limites, tem de voltar a ser apontada.
 Mas um erro deixará de ser apontado – menos em casos especiais – o uso de caixa-alta depois de dois-pontos.

(CACALO KFOURI)

 

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