O Recomeço. Blog Mário Marinho
Recomeço

O técnico Carlo Ancelotti divulgou a sua primeira lista de convocados da Seleção Brasileira pós-Copa do Mundo de 2026.
Veja os nomes:
Goleiros
Hugo Souza – Corinthians; Pedro Morisco – Coritiba; Otávio – Cruzeiro.
Defensores
Arthur Dias – Athletico-PR; Douglas Santos – Zenit; Gabriel Magalhães – Arsenal; Jair – Nottingham Forest; Marquinhos – PSG; Matheuzinho – Corinthians; Mauro Júnior – PSV; Vitor Reis – Manchester City; Wesley – Roma.
Meio-campistas
Andrey Santos – Manchester United; Breno Bidon – Corinthians; Bruno Guimarães – Arsenal; Danilo – Botafogo; Douglas Luiz – Juventus; Gabriel Bontempo – Santos.
Atacantes
Endrick – Real Madrid; Estêvão – Chelsea; João Pedro – Chelsea; Pedro – Flamengo; Raphinha – Barcelona; Rayan – Bournemouth; Samuel Lino – Flamengo; Vini Jr – Real Madrid.
É uma boa lista?
Não, não se sabe ainda.
Mas é um recomeço para o futebol brasileiro depois da pálida e decepcionante passada pela Copa do Mundo dos Estados Unidos.
A filosofia empregada por Ancelotti na convocação é boa: mescla jovens valores com outros de bastante experiência. Alguns jogadores já disputaram uma Copa do Mundo outros, maioria, ainda não.
É o começo de um trabalho.
Embora Lancelotti não tenha brilhado na Copa, principalmente nos momentos de substituições, não se pode culpá-lo: pegou o bonde andando e mal-ajambrado.
Agora terá um pouco mais de tempo.
Conhecerá melhor seus jogadores, sem a pressão de uma Copa do Mundo como foi em sua chegada ao Brasil.
A primeira disputa da Seleção será em 2028, na Copa América, que pode ser novamente nos Estados Unidos – ainda não há sede definida.
Ou seja: haverá tempo para desenvolver um bom trabalho.
Um bom
resultado
O Corinthians foi até La Plata, na Argentina, e voltou de lá com um empate.
Sem dúvida alguma foi um bom resultado se levarmos em conta alguns detalhes: jogo no campo lotado do adversário; levar um gol aos três minutos de jogo – o que desestrutura qualquer time.
Melhor do que o resultado para os corintianos, foi o desempenho do time, totalmente diferente do último jogo na Neo Química, quando perdeu para o lanterna Chapecoense.
O time foi batalhador, se entregou o tempo todo. Sentiu falta de seu goleador Yuri Alberto e mostrou que, até agora, o técnico Fernando Diniz não foi capaz de escalar um centroavante de ofício como Yuri.
Mostrou também que Memphis Depay ainda não voltou a jogar futebol. Como o potencial dele é muito bom, faz bem Fernando Diniz de insistir na escalação dele. Vai que…
Na quarta-feira, Timão e Estudiantes de La Plata decidem a vaga na Libertadores, em jogo que, com certeza, terá casa lotada.
Ótimo
resultado
Jogando na Vila Belmiro, pela Copa Sul-Americana, o Santos venceu o Atlético Mineiro por 2 a 0, em noite de gala de Gabi Gol que não marcou, mas participou dos dois gols.
Na semana que vem, os dois voltam a se encontrar, mas, desta vez na Arena MRV, casa do Galo.
Resultado
mais ou menos
Jogando em casa, o Palmeiras vence a LDU por 1 a 0.
Vitória é sempre vitória, mas não foi bem o que esperavam os torcedores.
O jogo de volta será em Quito, onde a altitude pode fazer a diferença.
Por isso, os torcedores esperavam um pouco mais do Verdão.
Perdemos uma grande voz

É uma perda e tanto para o jornalismo esportivo.
Lá se foi Cláudio Carsughi aos 93 anos de idade.
Conheci o Carsughi logo em minha chegada ao Jornal da Tarde, vindo de Belo Horizonte, em janeiro de 1968.
Naquela época, Carsughi escrevia uma coluna semana na Edição de Esportes, jornal que circulava no domingo à noite e que foi uma espécie de embrião do Jornal da Tarde.
Sua voz, com o agradável soque italiano, era inconfundível.
Dois assuntos dominavam sua preferência; futebol e automobilismo.
Nos dois foi grande, assim como foi ao longo de sua vida.
Excelente jornalista, ótimo companheiro. Sempre elegante no vestir e no tratamento com os colegas de trabalho.
Na foto, ao alto desta nota, por ocasião do lançamento do livro Nosso Mundiais, em que eu e o Sílvio Natacci recolhemos depoimentos do Milton Neves sobre as Copas do Mundo que ele viu e que contou com a honrosa presença de Cláudio Carsughi.
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
