Parou por quê, Palmeiras? Blog Mário Marinho

Ao final do primeiro tempo do jogo contra o Vasco, neste domingo à tarde, olhei para a Primeira-Dama deste blog que assistia comigo ao jogo – primeiro porque gosta de futebol, segundo porque é torcedora do Vasco – e vaticinei:
– Se o Vasco não mudar seu jeito de jogar, vai levar uma goleada.
Eu errei, pois o jogo terminou 1 a 0.
Mas não foi o Vasco que mudou o jeito de jogar, foi o Palmeiras.
Se não tivesse errado tanto, o minguado placar de 1 a 0 poderia ter sido, por baixo, 2 ou 3 a 0.
E o que aconteceu?
Simplesmente, o Verdão parou no segundo tempo como se já estivesse garantido uma vitória que lhe daria folga para o segundo jogo, no Maracanã.
Será que o técnico Abel Ferreira mandou o time tirar o pé do acelerador?
Eu duvido.
É aquele negócio: o jogador sente que o adversário tem um nível técnico bem abaixo e vai diminuindo o seu interesse por disputar uma bola, por correr um pouco mais – enfim, baixa o interesse.
E isso pode ser fatal.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com as Brabas do Corinthians na decisão da Libertadores feminina, no sábado, em Quito, contra as Cabulosas do Cruzeiro.
Mesmo sem jogar muito bem, elas terminaram o primeiro tempo com 3 a 0 a favor.
Imagino que pensaram: favas contadas.
Ou, como se dizia nos jogos de truco lá em Minas, “macuco no embornal”.
Essa é uma expressão que significa que o pássaro caçado, o macuco, já foi abatido e está na sacola que o caçador leva a tiracolo.
E o que aconteceu?
As mineiras apertaram o cerco e fizeram dois gols.
Com 3 a 2 no placar, as corintianas, se assustaram e marcaram um gol – pronto, 4 a 2, estava liquidada a fatura.
Só que não.
Mostrando muita raça e muita técnica, as meninas do Cruzeiro foram à luta e empataram o jogo, 4 a 4, levando a decisão às cobranças de pênaltis.
E, como sempre defendi, pênalti não é loteria.
Quem está melhor de cabeça tende a errar menos.
Provavelmente passou pela cabeça das corintianas alguma coisa do tipo: se eu não ganhar, como é que vou explicar a derrota depois de estar vencendo por 3 a 0?
Pois foi o que aconteceu: as meninas do Cruzeiro venceram nos pênaltis e ficaram com um título inédito em sua história.
Conquista mais do que merecida.
A arrogância é um dos maiores inimigos do bom resultado no futebol.
Foi mais ou menos essa situação que aconteceu ontem no Nu Parque.
E olha que o juiz nem marcou aquele pênalti contra o Palmeiras, que poderia complicar ainda mais a situação.
Agora não tem solução?
Claro que tem, se jogar com a seriedade que se espera, com determinação, gana, o Palmeiras deve vencer o segundo jogo e se classificar para mais uma final de Copa do Brasil.
Será mais um título na incrível carreira desse incrível Abel Ferreira.
Veja os números abaixo:
Em seis anos no Palmeiras, Abel Ferreira conquistou 11 títulos, incluindo:
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- 2 Libertadores (2020 e 2021)
- 2 Campeonatos Brasileiros (2022 e 2023)
- 1 Copa do Brasil
- 1 Recopa Sul-Americana
- 1 Supertaça do Brasil
- 4 Campeonatos Paulistas (2022, 2023, 2024 e 2026)
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É o técnico mais vitorioso na história do Palmeiras.
Veja os melhores momentos da vitória palmeirense:
https://youtu.be/2XzSReOvbYg?si=xn4xIJQRDHXW4yqY
No outro jogo, em Porto Alegre, para apontar o outro finalista, o Grêmio surpreendeu o Atlético Mineiro, que jogou muito mal, e venceu por 2 a 0, abrindo considerável vantagem para o jogo de volta, em BH.
Melhores momentos:
https://youtu.be/hBPvr8QpSFk?si=zTD4_hvQ0MCVrQ3I
Melhores momentos da vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians na Libertadores feminina:
https://youtu.be/66b_35p-sPk?si=JnoGvFiSzDmRAw5z
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
