tempos quentes

(IA)

É briga aberta entre madrasta e enteado, faíscas e indiretas bíblicas, alertas severos falsos na madrugada, Copa do Mundo, calor torrando a Europa, o terrível terremoto na Venezuela, prisões, buscas e apreensões inclusive na casa dos insuspeitos hiper super milionários, petistas enrolados se engalfinhando, ameaças norte-americanas, eleições mostrando a cara – e ela não está bonita. Semaninha agitada.

tempos quentes em dias frios

O segundo semestre de 2026 promete mesmo, e desde já, fortes emoções. Se passarmos para a nova fase da Copa do Mundo, ao menos com alguma alegria. Senão, o mau humor vai ser mais um item a ser considerado.

Muita gritaria e dedo em riste, especialmente nessa briga que está até divertida, dos Bolsonaros de sobrenome, da Michelle soltando cobras e lagartos em vídeo para ninguém duvidar que a coisa não está boa entre eles, contra o enteado Flávio já montado apavorado em um cavalo que refuga, para se manter azarão, tal qual no filme caro que inventaram para se promover.  Cavalos refugam com o despreparo e erros de quem os monta, dá comandos confusos, prende a rédea. Um caso que chama a máxima: nessa briga de muitos ficamos do lado da briga.

Tantos resultados que esperamos, este será mais um. No Brasil que adora novelas e séries, os capítulos se desenrolam como no streaming quando temos que aguardar o dia da outra semana quando prometem liberar a continuidade da história.

Assim vamos saber no que vai dar o jogo. O que acontecerá com o dono do revólver que saiu da prisão domiciliar, foi passear em Brasília, e flagrado a caminho da assistência técnica. Quem mais vai entrar orando na briga da direita que se comunica, se ataca e se defende armada com enigmáticos versos bíblicos. Qual boi, se o Caprichoso ou o Garantido, se o azul ou o vermelho, levará a melhor no Festival de Parintins.

Qual bordoada de tarifas a mais está sendo tramada por Trump contra o nosso país, com os seus amigos traidores da pátria. Como o PT vai se virar para calar seus calores internos, suas fusões eleitorais, o burburinho das manchas de batom.

Com os dias saberemos, infelizmente, e com muito mais precisão, o número de vítimas do abalo na Venezuela, país tão abatido e vilipendiado onde as pessoas cavam com as mãos a busca por desaparecidos nos escombros, à espera de alguma solidariedade.

Mas tem mais uma coisinha passando batida, além de falta de respostas concretas sobre o esquisito “Misantropic4”, alerta severo recebido por milhões na madrugada. Aceito sem questionamentos e aproveitando todo esse calor e frio: o tal aplicativo SmartSampa cidadão. Como assim, o cidadão, de forma anônima, vai ajudar a polícia a achar veículos roubados ou clonados?  Hummm, me parece caminho certo para evoluir nas tais guardas de vizinhança, como os Comitês de Defesa da Revolução (CDR), em prática na Cuba nada livre.

Assim, contudo, portanto, todavia, vamos lá: Feliz Réveillon do segundo semestre.

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marliMARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, assessora e consultora de comunicação, com passagem pelos principais veículos do país, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital.  marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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