Campeão! Com cara de campeão. Blog Mário Marinho

Após o jogo de ida da Copa do Brasil, terminado em pálido 0 a 0 na Arena corintiana, escrevi aqui neste espaço que para ser campeão apenas a técnica não é o bastante: é preciso querer ser campeão.
E como? Jogando como campeão, com garra, vontade, determinação, entrega – o que não aconteceu naquele primeiro jogo.
Mas aconteceu no segundo jogo no lotado Maracanã.
De um lado e de outro houve determinação, vontade, entrega, luta, suor.
E venceu aquele que teve mais competência.
Venceu quem teve pela direita o lateral Matheusinho que soube inverter o jogo e lançar lá do outro lado nos pés de Yuri Alberto que não costuma falhar e marcou classe e categoria, 1 a 0, aos 18 minutos do primeiro tempo.
Isso, depois de o Vasco dominar os primeiros 10 minutos e chegar a colocar o time corintiano na roda.
Mas o Timão, bem armado por Dorival Jr., preciso até mesmo nas substituições – e olhe que não morro de amores pelo Dorival -, equilibrou o jogo e protagonizou até os momentos de mais perigo.
Mas aos 40 minutos o Vasco conseguiu o gol de empate numa bola cruzada por cima da área corintiana e concluída pelo atacante Nuno Moreira, 1 a 1.
Venceu quem aos 18 minutos do segundo tempo tinha em campo o volante Breno Bidon – o melhor do jogo, segundo minha opinião – que deu um drible antológico em Barros, clareou o jogo e achou Yuri Alberto na entrada da área vascaína. O artilheiro tirou da jogada o goleiro Leo Jardim e passou para Memphis De Pay concluir e faz valer cada centavo de seu milionário contrato: 2 a 1.
Gol da vitória, gol do título.
É impressionante como esse Corinthians que, com sua imprevisibilidade, enlouquece seu já louco torcedor, leva-o ao paroxismo e chega ao quarto título da Copa do Brasil.
É também impressionante a sua capacidade de virar a chave e sair de um Brasileirão onde não passou de um discreto e medíocre 13º colocado para chegar ao título da milionária competição.
E assim o futebol brasileiro fecha o ano com um saldo positivo muito grande a favor do brilhantismo, do bom futebol, da emoção, sobre a mesmice, a pasmaceira.
E para você, amigo leitor, tenha seu time vencido ou não, você é um vencedor ao atravessar esse turbulento mar da vida que vivemos.
Aproveite as festas. Se jogue no jogo da vida.
Seja feliz!
Até o ano que vem…
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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