O porta-drones IRIS Makra, maior nave de guerra iraniana visto a partir das pedras do Arpoador, Rio de Janeiro
Marinha de guerra. Por José Horta Manzano
… Os mais atentos se lembrarão da visita controversa que dois navios de guerra iranianos fizeram ao Brasil três anos atrás, no finalzinho de fevereiro de 2023…

visto a partir das pedras do Arpoador, Rio de Janeiro
Os mais atentos se lembrarão da visita controversa que dois navios de guerra iranianos fizeram ao Brasil três anos atrás, no finalzinho de fevereiro de 2023. Na ocasião, o governo dos EUA havia exercido forte pressão sobre o Brasil para que não acolhesse as naves. O Planalto bateu o pé, deu de ombros a Tio Sam, deixou-se imbuir do espírito “quem manda aqui sou eu”, e permitiu que os barcos atracassem no Rio de Janeiro.
Eram uma fragata de bom porte e um imenso porta-drones, a maior e mais vistosa nave da armada iraniana. Estavam visitando portos “amigos” numa turnê de exibição ao redor do mundo. Depois de alguns dias, zarparam.
Pois saibam que ambas as naves foram explodidas e afundadas pela aviação americana ontem, 5 de março. E não foram as únicas: a contagem atual de navios de guerra iranianos destruídos já passa de trinta!
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JOSÉ HORTA MANZANO – Escritor, analista e cronista. Mantém o blog Brasil de Longe. Analisa as coisas de nosso país em diversos ângulos, dependendo da inspiração do momento; pode tratar de política, línguas, história, música, geografia, atualidade e notícias do dia a dia. Colabora no caderno Opinião, do Correio Braziliense. Vive na Suíça, e há 45 anos mora no continente europeu. A comparação entre os fatos de lá e os daqui é uma de suas especialidades.
