Ponte Preta tinha razão. Blog Mário Marinho

Não, meu amigo, não estou falando da Ponte Preta, histórico time de Campinas, time para qual bate mais forte o coração do meu amigo e companheiros dos bons tempos do ótimo Jornal da Atarde, o Sérgio Rondino.
Estou falando de Ponte Preta, o Stanislaw.
Não entendeu?
Vamos lá.

Stanislaw Ponte Preta era o pseudônimo usado pelo jornalista Sérgio Porto (Rio de Janeiro, 1923-1968), que foi bom em tudo aquilo que se propôs, além do jornalismo: cronista, escritor, radialista, comentarista, teatrólogo, humorista, e compositor.
Escrevia suas crônicas cheias de sátiras à sociedade e suas manias no jornal carioca Última Hora.
Publicava semanalmente fotos de vedetes famosas e a série levava o título “As Certinhas do Lalau”.
Como compositor, criou o “Samba do Crioulo Doido” cuja letra se segue:
“Foi em diamantina onde nasceu JK
E a princesa Leopoldina lá resolveu se casar
Mas Chica da Silva tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa a se casar com Tiradentes
Laiá, laiá, laiá, o bode que deu vou te contar
Joaquim José, que também é da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro Segundo
Das estradas de Minas, seguiu p’rá São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a dom Pedro
E acabou com a falseta
Da união deles dois ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
A Leopoldina virou trem
E dom Pedro é uma estação também
Oô, oô, oô, o trem tá atrasado ou já passou”

Excelente frasista, Stanislaw Ponte Preta escreveu certa vez:
“Quando o urubu de cima está de azar, o debaixo caga nele”.
Realmente é o cúmulo do azar, o urubu de baixo sujar o de cima.
Pois foi o azar que aconteceu ontem com Neymar, na Vila Belmiro.
O jogo, contra o Coritiba estava 0 a 0.
Aos 42 minutos do segundo tempo, Neymar sofre falta quase na entrada da área. Por pouco, seria pênalti.
Ele mesmo se coloca para a cobrança, faz-se um silêncio sepulcral na Vila Belmiro.
E Neymar com toda a categoria que Deus lhe deu, encobre a barreira com perfeição e… a bola bate na trave.
Era o gol para aplacar os ânimos já exaltados da torcida, garantir a vitória que o Santos não via há dois jogos – agora são três.
Mas, quis o destino, esse brincalhão, fazer a trave crescer e se é possível até engordar um pouquinho para alcançar aquela bola e impedir o gol.
Seria aquele gol que os narradores encheriam o peito para dizer foi uma jogada de sinuca! Parece até que ele colocou a bola com as mãos!!!
Ao invés de suspiros de alívio e até aplausos frenético, dá-lhe vaia.
E muita vaia.
Pior é que o dia 18 de Maio, Dia D para a convocação final para a Copa do Mundo está cada vez mais perto.
Veja a cobrança da falta:
https://youtu.be/Gb3y5P2l6vU?si=7aBTS66dIbhc9t5j
Veja os gols da quarta-feira:
https://youtu.be/YPsrRkm3ypI?si=7OKZXRGOHPzJXqkJ
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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